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Retorno inseguro | A repressão à greve dos professores de Betim é um balão de ensaio contra a nossa classe

Trabalhadores da educação de Betim em Minas Gerais estão em greve contra o retorno inseguro das aulas, por falta de vacinas e de protocolos sanitários seguros para a volta às aulas presenciais. A atuação do prefeito do PSD, mesmo partido de Paes e Kalil, é a destituição de diretores, fake news e invasão de escolas. Repressão por parte dos que se chamam “anti-bolsonaristas” é um ensaio do que pode ser capaz governos burgueses contra um direito elementar da classe trabalhadora.

Calvin de OliveiraEstudante de Geografia da UFF - Niterói

terça-feira 17 de agosto | Edição do dia

TJMG considerou greve dos servidores da educação municipal como ilegal — Foto: Reprodução/MG1

Com uma clara baixa nos casos de coronavírus referente à vacinação, o debate sobre o retorno às aulas presenciais se torna presente. No Rio de Janeiro, o bolsonarista Castro manda as salas de aula, mesmo com o estado em um volta de alta de covid por conta da variante delta. Em Betim, a comunidade escolar entrou em greve contra o retorno, exatamente por conta da falta de protocolos sanitários e de vacinação dos servidores.

A resposta contra um direito elementar dos trabalhadores, a greve, foi uma repressão com invasão às escolas, destituição de diretores de escola, fake news pelo jornal burguês O Tempo, além da suspensão dos grevistas por 60 dias e o julgamento por parte do judiciário burguês da ilegalidade da greve.

Como apontamos em nosso editorial, enquanto os tanques passavam no desfile de Bolsonaro, o Congresso desfilava seus ataques. Além do início da reforma do ensino médio, temos a MP 1045 que acaba com direitos mínimos dos trabalhadores, além da privatização dos Correios e da Eletrobras. Em outro setor do regime, tivemos a prisão de galo por lutar além da condenação judicial a um ex-sindicalista do PSTU - ataques do judiciário àqueles que lutam.

É preciso ter bem claro que os interesses da classe trabalhadora, dos lgbts, mulheres, negros, e de todo povo pobre, é completamente distinto de todos os setores do regime mesmo os que se apresentam como “anti-bolsonaristas” como o PSD mas também o STF e o judiciário. Defendem e aplicam os mesmos planos de ajuste nas costas da classe trabalhadora, além da repressão aqui sendo uma pequena demonstração do que podem ser capazes. Uma memória por exemplo pode ser vista, aqui, a cobertura falsificadora da Globo sobre dos metroviários de São Paulo.

Como fizemos, naquele momento em São Paulo, chamamos todos a cobrirem de solidariedade essa importante greve, debatendo e refletindo como fortalecer a luta dos trabalhadores não só de Betim mas de todas as lutas isoladas pelo país em uma perspectiva de união das lutas para que como diversos setores da esquerda também defendem que se construa Greve Geral. A greve geral, ou uma paralisação nacional, para que se realize concretamente, precisa sair das próprias lutas em curso neste momento e de uma exigência e exemplos da esquerda às Centrais Sindicais, como CUT e CTB. Por isso propomos um comitê pela Greve Geral, para exigir unificadamente ao PT e PCdoB que dirigem essas centrais sindicais e mantém uma política de imobilismo e isolamento das lutas em curso.

Leia mais: Dia 18 de Agosto: por um plano de lutas nacional da nossa classe contra Bolsonaro e Mourão




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