Educação

DENÚNCIA

“A prefeitura empurra pra firma e a firma pra prefeitura e estamos sem salário" denuncia merendeira no Rio

Trabalhadoras da Empresa terceirizada PRM Serviços e Mão de Obra denunciam que estão a 4 meses sem salários. Enquanto empresa e Prefeitura do Rio, gestão Paes, ficam num jogo de empurra quem paga o pato é o trabalhador que fica sem salário.

segunda-feira 12 de abril| Edição do dia

Imagem: RioEducação

Reproduzimos abaixo denúncias de duas trabalhadoras da empresa PRM Serviços, terceirizada que presta serviços a Prefeitura do Rio, como limpeza e também nas cozinhas das escolas. Elas denunciam que a 4 meses não recebem salários. Confira:

“Sou da empresa PRM, e estou há 4 meses sem pagamento. O Eduardo Paes falou que o dinheiro era da gestão Crivella e que não vai pagar. Agora é da gestão dele, cadê o dinheiro?” desabafou a trabalhadora, que prosseguiu. “Ela só está pagando quem voltou das escolas que abriram, e nós a firma não, porque estamos em casa”.

Mais a frente ela coloca que o impasse se dá porque nem a Prefeitura do Rio, na gestão Paes e nem a empresa terceirizada PRM dizem ser responsáveis pelo pagamento:

“A prefeitura empurra pra firma e a firma empurra pra prefeitura! Com isso estamos sem salário e nada se resolve”.

Outra trabalhadora também da empresa PRM entrou em contato conosco para expressar sua indignação e expôs sua situação de que não recebe o ticket alimentação desde dezembro:

“ Bom dia, sou funcionará da empresa PRM que presta serviços para a Prefeitura e sou manipuladora de alimentos (merendeira). Estamos sem receber o ticket alimentação desde Dezembro de 2020,e não recebemos os 30 por centos do mês de Dezembro”.

“Até hoje dia 12/04/2021 estamos sem pagamentos e sem o ticket alimentação, a empresa fala que a prefeitura não está fazendo os repasses e a prefeitura informa que a empresa está com o contrato suspenso com a mesma por isso não vai pagar nada e que não deve a empresa, e nós trabalhadores que ficamos nessa situação sem direito a nada!”

“E pra completar a empresa escolheu a metade dos funcionários para voltarem pois a empresa informou que a prefeitura que optou por essa opção, estamos lascados pois não sabemos o que fazer e nem a quem recorrer”, completou e desabafou a trabalhadora.

Leia também: Trabalhador da Saúde: Reforma da Previdência de Paes é “simplesmente uma covardia”

A situação vivida pelas merendeiras deixadas sem salário é resultado direto da privatização, feita para dividir os trabalhadores, retirar os direitos dificultar sua organização para lutar, e que afeta principalmente mulheres e negros, colocados para ocupar os piores postos de trabalho, com menos direitos. Para enfrentar essa política, de responsabilidade de Paes e das empresas, é preciso unir todos trabalhadores da prefeitura, unindo os trabalhadores concursados e terceirizados.

💬 Quer denunciar? Mande seu relato para +55 11 97750-9596
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