Sociedade

A precarização da Saúde através das Organizações Sociais

Em meio a tentativa de Bolsonaro na privatização do SUS, é necessário ver os efeitos desse processo já instalados na saúde

quarta-feira 28 de outubro| Edição do dia

Imagem: Agência Brasil

Com o recente decreto de Bolsonaro, que previa a privatização das unidades básicas de saúde através de concessões e privatizações em PPI (Programa de Parcerias de Investimentos), o avanço da iniciativa privada tentou hoje, 28, dar um salto ainda maior por dentro do regime.

Não se trata de um fenômeno novo, na realidade, a privatização da saúde em conjunto com o desmonte do SUS, já vem sendo aplicada há anos, tendo uma das suas principais expressões a administração de determinadas unidades de saúde nas mãos das Organizações Sociais (OSS).

São inúmeros exemplos de precarização do trabalho em função da administração dessas organizações privadas, muitas vezes, tornando o regime de trabalho seja rotativo, fazendo com que a permanência de médicos ou outros profissionais de saúde seja de poucos meses, debilitando o vínculo com os pacientes e a própria disponibilidade de serviços das unidades.

Inclusive, há casos onde os próprios trabalhadores não tiveram seus salários pagos pela e sequer continham EPIs suficientes, como aconteceu com os trabalhadores do Hospital Estadual Anchieta, ou mesmo falta de equipamentos, como ocorreu no hospital Ouro Verde em Campinas

Tais acontecimentos que já vem se reproduzindo desde antes da pandemia escancaram o quadro degradado da saúde pública no país. Onde o profissional dessa área se vê dentro de uma estrutura cada vez mais precária, envolta a diversas crises de orçamento, podendo se deparar com demissões em massa a qualquer momento, interferindo sobretudo na saúde e na vida da população.

Por isso a defesa do SUS e a discussão sobre o controle e administração das diversas unidades de saúde por aqueles que estão na linha de frente do combate a pandemia, torna-se cada vez mais fundamental, sobretudo em meio a pandemia.

Veja aqui: Manifesto: Propostas do MRT diante da crise no Brasil e no mundo.




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