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A mando de grileiro, atiradores alvejam e ateiam fogo em barracos em Eldorado dos Carajás

Segundo informações do Brasil de Fato, há vários feridos, devido a conflito com grileiro, dono de fazenda vizinha ao acampamento Osmir Venuto.

quarta-feira 16 de dezembro de 2020| Edição do dia

Fonte imagem: Brasil de Fato

Na noite da segunda-feira (14), no acampamento Osmir Venuto da Silva, localizado em Eldorado dos Carajás, sul do Pará, quatro pistoleiros invadiram aos gritos, segundo relatos, disparando contra os barracos, por volta da meia-noite.

Há vários feridos, embora não se saiba precisar o número, e o fogo consumiu as moradias e todos pertences das famílias. Havia homens, mulheres, idosos, crianças e portadores de deficiência no local. Os disparos seguiram por toda a madrugada, e a população fugiu para uma mata próxima.

O acampamento está localizado às margens da BR-155, em área do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), entre Sapucaia e Eldorado dos Carajás. O local é vizinho à Fazenda Surubim, latifúndio pertencente a Amilcar Farid Yamin, construído a partir da grilagem de terras públicas de acordo com informações do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e acusado de trabalho escravo e repressão (perseguição e assassinato) a trabalhadores rurais.

Devido a uma ação de reintegração de posse movida por Yamin, as famílias realizaram um acordo com a Comissão Nacional de Violência no Campo, no ano de 2015, comprometendo-se a desocupar a fazenda e ficarem acampadas em área de domínio sob responsabilidade do DNIT.

Ali, no entanto, estão sendo alvos de corriqueiros ataques. Em dezembro de 2019, por exemplo, policiais militares atacaram trabalhadores do campo que trabalhavam na coleta de castanhas, um dos meios de sobrevivência das famílias que ali vivem. Atiraram com balas de borracha contra dois agricultores.

Até agora, nenhum suspeito envolvido no último atentado foi identificado.

No Brasil de Bolsonaro e dos golpistas, apoiado no agronegócio e na bancada do boi e da bala, é preciso exigir justiça a todas as vítimas de violência no campo, além de lutar por uma reforma agrária radical que enfrente o latifúndio e assegure o direito à terra.




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