UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO- UERJ

A luta pela permanência é uma luta contínua: Os auxílios aprovados na UERJ

Segundo semestre na Universidade do Estado do Rio de Janeiro em que os alunos seguem na mobilidade do ensino remoto emergencial, os resultados do ensino digital a distância por inúmeras vezes provou sua ineficácia. Nesta semana os estudantes e professores receberam a notícia dos auxílios financeiros oferecidos pela UERJ com o objetivo de garantir condições mais adequadas de estudo e trabalho. Se a UERJ consegue garantir condições favoráveis à permanência estudantil na universidade certamente é pela composição social e racial dos seus estudantes, para além da institucionalidade acadêmica isso é uma conquista significativa fruto do movimento estudantil, dos professores e técnicos.

sábado 5 de junho| Edição do dia

Foto: Divulgação

A pandemia chocou o Brasil e o mundo e aqui no país já significa meio milhão de mortes pelo coronavírus, visto que em nenhum momento nossas vidas foram colocadas como prioridades e sim os lucros dos capitalistas. Sendo mais letal que o vírus, a política negacionista do governo Bolsonaro, ao lado de Mourão e os golpistas desse regime. A qual em muitos estados e cidades, como vemos com Claudio Castro e Eduardo Paes, conta com os governadores e prefeitos, para aplicar os ataques, sempre pra ferrar cada vez mais a classe trabalhadora e juventude. E é nessa conjuntura que os estudantes da UERJ estão localizados, em um estado abalado pela precarização, informalidade, fome e profunda violência policial, somando-se a isso o ensino remoto que faz a gente sentir na pele a qualidade do ensino se estendendo em condições cada vez mais precárias. 

“Não consigo absorver com qualidade os conteúdos das disciplinas”, “O ensino remoto me faz me sentir um útil”, “sigo sem aprender nada!”, “São muitos trabalhos na plataforma AVA”, “Minha avó morreu de COVID no dia de entrega do trabalho”, “Penso várias vezes em desistir”. Esses foram alguns dos desabafos de milhares de estudantes impactados pela precariedade da educação superior na modalidade de ensino a distância.

Segundo o site da UERJ, os estudantes cotistas da graduação e ensino básico do CAp-Uerj receberão uma parcela única no valor de R$600,00 e os estudantes de graduação e de pós-graduação stricto sensu receberão a partir do mês de julho até dezembro R$300,00. Além dos estudantes, os docentes e técnicos servidores da UERJ também serão favorecidos com um benefício no valor de R$1.500,00 em parcela única. Outro auxílio é o reajuste de 50% no valor dos auxílios alimentação e creche. Esses são os auxílios anunciados pela reitoria. Como podemos observar os trabalhadores terceirizados foram os únicos excluídos dessa assistência acadêmica, isso ocorre devido a terceirização do trabalho que na realidade produz divisões, precarização e exploração contra os trabalhadores terceirizados.

Todos esses auxílios são de extrema importância para os estudantes, visto que as consequências da crise impactam diretamente, como mencionamos anteriormente as necessidades e dificuldades nas vidas dos estudantes. Realidade cada vez mais difícil e insuportável para o conjunto da população. Por isso não podemos diminuir o impacto e a continuidade da crise econômica, política e social que seguirá na vida dos estudantes mesmo após a aprovação destes auxílos. Todos auxílios são uma conquista! E não pode servir de moeda de troca para a reitoria normalizar esse ensino precário a qual ela nos impôs.

Por isso nós da juventude Faísca defendemos com o conjunto da comunidade acadêmica, toda permanência estudantil que for necessária! E como parte de seguir garantindo as, defendemos que os DCEs devem estar a serviço de impulsionar espaços de discussões e deliberações políticas no movimento estudantil, onde estudantes possam colocar suas demandas e necessidades frente às dificuldades. A partir disso, possamos construir um forte movimento estudantil que garanta cada vez mais permanência, que não se separa da necessidade de sermos parte de responder a todos os impactos da crise dos capitalistas que hoje tentam descarregar nas nossas costas.

Neste momento de ataque ao ensino público superior nas universidades federais, mais do que nunca precisamos unificar as demandas dos estudantes com o conjunto dos trabalhadores para enfrentar esse governo de extrema direita de Bolsonaro e Mourão. Toda conquista aos estudantes tem que servir de combustível para irmos mais adiante a favor da nossa luta em unidade com os trabalhadores.




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