Política

VACINA PARA TODOS

A luta dos trabalhadores do transporte precisa ser por vacina para todos!

A mobilização dos trabalhadores do Metrô e da CPTM em SP, conquistou a vacina para parte dos trabalhadores (maiores de 47 anos, efetivos e terceiros), e para os condutores de trens independente da idade. Uma pequena prova da força da nossa classe organizada. Mas é possível ir por mais. A luta dos trabalhadores dos transportes tem que ser por vacina para todos, independente da idade, um trabalho essencial, que nunca parou e que ainda tem que lidar com as medidas e ataques de João Doria.

quarta-feira 21 de abril| Edição do dia

Foto: Sardinha Express

O medo da força da mobilização de setores dos transportes através de uma paralisação votada para o último dia 20 e que teve apoio nacional foi o que motorizou o agendamento para tomar a vacina desses trabalhadores. Os rodoviários que só entraram no programa depois e começarão a ser vacinado só 18/05, coloca a necessidade da unidade de todos os setores de trabalhadores em luta para garantir vacina para todos, a quebra de patentes das vacinas, medidas de emergência contra a pandemia além de impedir e reverter todos os ataques que os trabalhadores de conjunto vêm sofrendo desde o golpe institucional, e que avançou a passos largos no governo Bolsonaro, e se aprofundou durante a pandemia.

Essa pequena conquista dos trabalhadores do Metrô e da CPTM mostra o que a força dos trabalhadores organizados é capaz de conseguir. Ainda assim, muitos trabalhadores com menos de 47 anos e todos os rodoviários não serão vacinados de acordo com o plano apresentado pelo secretário de transporte, Alexandre Baldy, em resposta à mobilização dos trabalhadores. Daí a necessidade de unificar todas as categorias em luta, principalmente dos transportes, organizar desde a base a unidade dos trabalhadores, por vacina para todos e para impedir as retiradas de direitos. Essa é a única saída racional para responder o caos que a pandemia instaurou no país e que só escancara a ingerência dos governos e patrões que tem deixado bem claro que sempre colocarão os lucros acima da vida.

Nem Doria, nem Baldy, nem Bolsonaro tem real preocupação com a população que diariamente pega o transporte lotado. Houve diminuição de frotas, EPIs de baixa qualidade ou em falta literalmente, sem testes para os trabalhadores e com medidas insuficientes já foram 1150 funcionários afastados por COVID e 24 mortes, isso apenas no Metrô de SP.

Esses que agora fazem demagogia com a vacina, também são os responsáveis pelas quase 400 mil mortes no Brasil, suas medidas demagógicas e ineficientes foram pautadas pelos interesses dos empresários e não pensando na vida da população.

Diante da disposição de luta dos trabalhadores dos transportes, as direções sindicais seguiram separando as lutas pelo país ao invés de pensar um forte dia de mobilização em unidade com os setores de transportes pelo país. O imobilismo dos sindicatos é inaceitável, ainda mais diante da quantidade de ataques e retiradas de direitos , demissões e ameaças. A esquerda e a vanguarda dos trabalhadores precisam exigir que os sindicatos e as centrais sindicais rompam com seu imobilismo e se coloquem na defesa do trabalhador.

A conquista da vacina mesmo que para uma pequena parcela dos trabalhadores do Metrô e da CPTM mostra que a luta é o caminho para que os trabalhadores conquistem seus direitos, nesse sentido manter a mobilização por vacina para todos! Efetivos e terceirizados, maiores ou menos de 47 anos, todos os funcionários dos transportes que diariamente lidam com a superlotação. Que a força da luta possa conquistar a imunização - que pode ser alcançada através da quebra de patentes - barrar os ataques e ser um polo de inspiração para que os mais diversos setores da classe trabalhadores se organizem e lutem contra esses governos assassinos.




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