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A juventude precisa enfrentar Bolsonaro, Mourão e os militares defendendo uma Constituinte

Em meio as mudanças no governo, é necessário uma saída unificada entre trabalhadores e juventude que se enfrente por via das lutas contra Bolsonaro, os golpistas e varra todas as contradições deste regime.

quinta-feira 1º de abril| Edição do dia

IMAGEM: Fernando DK/Democratize

Ontem, dia 31 de Março, Bolsonaro, Mourão e os militares, como o Ministro da Defesa Braga Netto, comemoraram o golpe de 64 que perseguiu, torturou e garantiu as condições para uma submissão ainda maior ao imperialismo norte-americano no Brasil, derrotando um período de intensas lutas operárias, camponesas e estudantis. Não perdoamos e não esquecemos!

Chegamos a uma marca de mais de 314 mil mortos por Covid-19, combinada com a uma crise econômica histórica, em que as condições de vida e de trabalho seguem se precarizando, enquanto a única saída apontada por Bolsonaro, Mourão e este regime de conjunto é a sua agravação e uma carestia de vida cada vez maior. Diante disso, Bolsonaro vem perseguindo quem o chama de genocida com a Lei de Segurança Nacional, herdeira da ditadura.

Saiba mais: Por Olavo Hansen, Edson Luís e tantos, lutar contra os que hoje comemoram o golpe de 64

Inclusive, por dentro dessa situação de ataques, há disputas internas no regime. Algo que vem sendo um elemento motor para diversas mudanças do governo, como foi na própria troca de cargos nos ministérios recentemente, mas que concretamente não alteram o sentido de conjunto do que e a quem está a serviço este governo e este regime. Afinal de contas, pro mais que hajam sucessivas tensões entre Bolsonaro, o centrão, os militares, o STF ou mesmo governadores direitosos como Doria, os mesmos partem da mesma necessidade de descarregar essa crise nas costas dos trabalhadores e da juventude.

Não à toa, todos estes setores se alinharam para aplicação de inúmeros ataques, como a Reforma da Previdência, a PEC do teto dos gastos, a PEC Emergencial e levantam a necessidade de seguirem com essa lógica por via novos ataques, como a Reforma Administrativa. Mudanças que preparam as condições precárias que encontramos na saúde pública, assim como na pesquisa e educação, sendo responsáveis, sobretudo, pelas inúmeras contradições acerca da propagação e tratamento da covid-19, ocasionando em inúmeras mortes.

Tais ataques não vem atingido apenas os trabalhadores, mas também a própria juventude, cuja geração atual se vê com uma perspectiva de futuro pior do que as anteriores, que se depara com um ensino cada vez mais excludente por via do ataque as instituições públicas de ensino através de cortes como o de mais de um bilhão de reais, destinado as universidades e institutos federais, assim como sua própria subsistência, ao terem sido as maiores vítimas do avanço do desemprego no país, atingindo 24,2% deste setor no ano passado.

Há uma obra econômica do golpe de 2016, que se combina ao maior peso das Forças Armadas no regime. Os militares foram preservados pela transição pactuada que desviou um intenso processo de lutas ao final da ditadura para o regime de 88, anistiando torturadores. Depois, garantiram a intervenção brasileira com suas tropas no Haiti, chefiadas pelo general Heleno nos governos petistas. Agora, mostram-se bastante confortáveis para celebrar a ditadura.

Enquanto massas sofrem com as milhares de mortes por covid-19 que se alastram diariamente, assim como a fome devido ao avanço do desemprego, não podemos esperar 2022 nem acreditar que será pela via institucional, por dentro desse regime atual, que derrotaremos as Forças Armadas e os ataques que o maior autoritarismo quer preservar, sabendo que a qualquer momento a luta de classes pode estar. É isso o que propõem Lula e o PT, perdoando o golpe e acenando para as Forças Armadas em seu discurso, enquanto colaboram para a passividade nos locais de trabalho e estudo em que estão pela via de sindicatos e entidades estudantis. A própria separação da luta contra Bolsonaro entre estudantes e trabalhadores, nos dias 24 e 30, por parte das centrais sindicais e da UNE, dirigida pelo PCdoB, assim como sua organização por fora da base, escancaram como tais setores também não vem oferecendo uma saída contundente frente a essa situação.

Precisamos levantar a necessidade de um plano de lutas, que não só derrube Bolsonaro, os militares defensores da ditadura e todos esses diferentes setores que se unem para nos atacar. O impeachment colocaria justamente Mourão, um militar na presidência.

Veja também: Contra Bolsonaro, os militares e o centrão: ASSEMBLEIA CONSTITUINTE, LIVRE E SOBERANA!

Nesse sentido, é necessário que a juventude se mobilize em conjunto com a classe trabalhadora para impor pela luta uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana, para se chocar com todas essas contradições que passamos, deste regime golpista e que segue com mecanismos de repressão desde os tempos da ditadura para garantir que se prevaleça essa saída de cada vez mais ataques e resignação. O povo precisa decidir.

Por todos os mortos, perseguidos e torturados: não perdoamos!




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