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Greve da Proguaru | "A gente não tem mais nada a perder, então temos que partir atrás de alguma coisa" diz trabalhadora em greve da Proguaru

Funcionária da Proguaru, empresa que atua nas escolas de Guarulhos, deu depoimento ao Esquerda Diário sobre a greve que estão protagonizando contra o fechamento da empresa e a demissão de milhares da trabalhadores. Segundo ela falta respostas da empresa e da prefeitura, mostrando o desprezo da gestão do Prefeito Guti (PSD) com a vida dos trabalhadores.

segunda-feira 20 de setembro | Edição do dia

Funcionária da Proguaru que atua nas escolas de Guarulhos deu depoimento ao Esquerda Diário sobre a greve que estão protagonizando contra o fechamento da empresa e a demissão de milhares da trabalhadores. Segundo ela falta respostas da empresa e da prefeitura, mostrando o desprezo da gestão Guti (PSD) com relação a vida dos trabalhadores, que estão tendo que viver sob ameaça de demissão e com o terror psicológico de não ter informações, mostrando mais uma vez como os trabalhadores só podem confiar na própria luta e na própria mobilização

"Falta de resposta que a gente não tem. A gente fica nervoso com isso, a gente não tem uma posição. Ah você vai procurar quem? Você não vai receber, o que vai fazer da sua vida? Essa é a preocupação, pq a gente tem as nossas coisas nossa família. Não vai ser fácil para ninguém ficar desempregado, ainda tem a questão da idade também". Diz a funcionária. Esse drama se intensifica posto a situação nacional, o aumento da inflação e as taxas escandalosas de desemprego, essa situação que os trabalhadores sente na pele, é fruto da série de ajustes que se intensificaram pós pandemia. No que se trata dos ajustes contra os trabalhadores, tanto Bolsonaro, como STF, Dória, militares, Guti, estão andando de mãos dadas.

Como diz a trabalhadora "e se existe uma falência a culta é de quem? é de quem faz a gestão. Então se ela esta falida é porque a prefeitura não sabe gerir. Mas não foi feito nada para tentar sanar essa crise, a solução foi fechar". Justamente o discurso de falência na realidade é para justificar a terceirização, na qual a prefeitura passará financiamento público para uma empresa privada, sabendo que as empresas terceirizadas contratam funcionários com salários menores, péssimas condições de trabalho e instabilidade.

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Estamos vendo esse tipo de ataques ocorrendo por toda país, e como resposta os trabalhadores vem entrando em greve lutando por seus direitos. Por isso a unidade das categorias é tão importante, para impedir que os processos fiquem isolados e unificar a força das lutas para vencer. É fundamental as centrais sindicais tomarem essa tarefa de unificação, chamando outras categorias e unificando desempregados e empregados para que todos tenham direito a um salário e emprego dignos.

Como a trabalhadora relatou "a gente não tem mais nada a perder, o nada a gente já tem, então temos que partir atrás de alguma coisa o que não da para ficar sentado esperando. Mas se a gente não conseguir nada, pelo menos a gente foi atrás". Essa situação de sentir que não há mais o que perder, mostra o drama da vida dos trabalhadores, mas também é parte da força explosiva que pode surgir de lutas como essa, e é justamente dessa força que os governos e patronal tem medo.

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