BIG PHARMA / MEDICINA DO CAPITAL/ OMS

A corrupção endêmica na Organização Mundial de Saúde [OMS] e suas relações carnais com o grande capital financeiro

Gilson Dantas

Brasília

terça-feira 9 de fevereiro| Edição do dia

Criada em 1945, em seguida da II Guerra, a Organização das Nações Unidas [ONU] tomou duas providências: organizou a tomada de territórios árabes para fundar o Estado sionista e imperialista de Israel e, dentre outras medidas, criou uma agência para gerenciar a saúde pública mundial, a Organização Mundial de Saúde [OMS].

No primeiro caso, a ONU estava explicitando sua real natureza: braço de um consórcio de grandes nações [já no marco da Guerra Fria] para conduzir ações imperialistas, desterrar e encarcerar povos árabes [Gaza] para levantar uma fortaleza militar pró-Estados Unidos na região.

No segundo caso, foco desta nota, a ONU, em nome da saúde pública mundial, criava uma agência, novamente sob controle imperialista, isto é, das grandes nações com poder de veto na ONU/OMS], e que, com o passar do tempo também revelaria sua natureza de puxadinho dos interesses do grande capital financeiro-farmacêutico.

“O poder de veto do Conselho de Segurança das Nações Unidas é exercido exclusivamente pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (China, Estados Unidos, França, Rússia e Reino Unido). Este poder de veto impede qualquer resolução da ONU e pode ser utilizado apenas pelo 5 membros permanentes do Conselho de Segurança. O veto não é democrático, pois esse 5 países podem vetar decisões que afetam todo o mundo” [1].

Sua independência – como agência da saúde pública global – foi sendo substituída por grandes conflitos de interesses, muita corrupção, embora, paradoxalmente, a agência continuasse gozando de credibilidade entre profissionais de saúde, na burocracia médica e, ironicamente, no seio da esquerda institucional.

Hoje em dia, falar em OMS é quase falar de uma instituição internacional neutra.
Pelo menos quem depende apenas da grande mídia amestrada – ou esteja sob influência da burocracia médica - pensará assim. O próprio Tedros Adhanom, diretor-geral, é cercado de uma auréola de “o bom sanitarista” [2].

No entanto, a OMS não veio se afirmando por sua competência sanitária e epidemiológica [como demonstram estudiosos fora do mainstream, como Soren Ventegodt e vários outros] e, a cada ano agrega escândalos, elementos de corrupção e de incompetência que – lamentavelmente – não se transformam em manchetes na mídia que a grande massa tem acesso.

Ora, tais problemas não deixam de ser expressão da natureza da ONU e seu braço, a OMS; isto é, interesses capitalistas [sobretudo da Big Pharma, da bilionária indústria de vacinas] manejam, aí sim, com competência, os rumos e a política sanitária da OMS.

Senão vejamos.

Em primeiro lugar, quem controla a OMS?

A resposta escolar é: os Estados-nações. Uma assembleia de Estados independentes controla a OMS [e a ONU] e entra, cada nação, com uma cota de dinheiro público e, dessa forma, a OMS, democraticamente, é gestor mundial da saúde pública em benefício dos países membros.

Ora, nem no mais elaborado conto de fadas as coisas funcionam assim.

Primeiro, como foi assinalado, por conta do direto de veto, perpétuo para um seleto grupo de grandes nações imperialistas. O poder desses cinco Estados poderosos se impõe sobre o grande número de nações que integram a OMS.
Portanto: autocracia, com alcance sanitário mundial.

Segundo: o financiamento da OMS [portanto a resposta à questão de quem controla a OMS] revela – sem qualquer margem a dúvidas – que seu controle nada tem de público.

Majoritariamente gira na órbita de interesses privados, mercenários. O grande capital “filantrópico” – representa mais da metade do orçamento que mantém aquela Organização.

Historicamente, a OMS já começou assim, sob o peso bilionário dos Rockfeller [ver aqui].

A chamada Fundação Rockfeller, avô da Gates Foundation, como patrocinador da OMS, foi criticadíssima por financiar operações sanitárias mundo afora que tinham mais a finalidade de beneficiar corporações imperialistas norte-americanas em determinadas regiões [3] do que resolver problemas de saúde pública.

Mas vejamos dados mais atuais e que o leitor tire suas próprias conclusões a respeito do papel de um seleto grupo de bilionários – e seus respectivos Estados - na gestão da OMS.

Para além de quaisquer ilações “conspiratórias” abstratas, que obviamente não são o viés deste artigo, o fato óbvio é que bilionários mandam nas prioridades da OMS, o que faz com que essa agência seja tudo menos objetiva, e que tenha as mãos atadas para poder operar como uma agência do bem público internacional.

A não ser que alguém, de sã consciência, acredite nas virtudes “filantrópicas” do grande capital.

Os dados
“No último relatório financeiro disponível da OMS, de dezembro de 2017, mais da metade do Fundo Orçamentário Geral da OMS [U$ mais de 2 bilhões] vinha de doadores privados ou de agências externas como o Banco Mundial ou da direção da União Europeia [UE].

De longe, os fundos privados ou não-governamentais da OMS provêm da Gates Foundation [Bill e Melinda]” e seus tentáculos [Gates-funded GAVI Vaccine Alliance, o Gates-initiated Global Fundo to Fight AIDs, Tuberculosis and Malária ou GFATM].

“Os três, juntos, forneceram 474 bilhões de dólares à OMS. Só por comparação, o maior doador da OMS, o governo dos Estados Unidos aportou 401 milhões à OMS” [4].

Como analisa Engdahl, “o fato de que muitos dos membros da cúpula da OMS [a cúpula de conselheiros da SAGE, ver mais adiante sobre isso] possuam laços financeiros com a Gates Foundation é altamente revelador, mesmo que não nos surpreenda.

Hoje a OMS é primariamente financiada não por membros da ONU, mas por aquilo que é chamado de ´parceria público-privada´ na qual companhias privadas de vacinas e o grupo patrocinado pelas entidades de Bill Gates dominam”[4].

Aqui é bobagem falar em doações ou filantropia. São doações dirigidas, onde a OMS é usada, formalmente, para objetivos próprios dos “doadores” [5].
E se a maioria dos fundos da OMS provém de fontes privadas, quais são os outros financiadores privados? Exatamente: a Big Pharma.

Dentre os doadores privados temos os líderes mundiais de produção de vacinas e drogas, tipo Gilead Sience [que atualmente pressiona em favor de sua droga para o COV-19], GlaxoSmithKline, Hoffmann-LaRoche, Sanofi Pasteur, Merck Sharp and Dohme Chibret e Bayer AG.

“Os fabricantes de drogas doaram dezenas de milhões de dólares à OMS em 2017. Esse apoio à OMS por parte da Big Pharma e Gates Foundation representa muito mais que um simples conflito de interesses. De fato é um controle da agência da ONU responsável por coordenar respostas mundo afora para epidemias e doenças. Além disso, a Gates Foundation, com seus cerca de 50 bilhões de fundo, investe seus dólares isentos de impostos naqueles mesmos fabricantes de vacinas, incluindo Merck, Novartis, Pfizer, GlaxoSmithKline” [4].

“Com uma fortuna avaliada em US$ 104 bilhões, Bill Gates, fundador da Microsoft, é considerado o segundo homem mais rico do mundo, segundo o ranking da Forbes – atrás apenas de Jeff Bezos, CEO da Amazon [5]”.

Portanto, no real, a agência que cuida globalmente da atual pandemia não tem a mais remota possibilidade de operar com neutralidade, muito menos quando opina ou recomenda medicamentos e vacinas.

Se megaempresários possuem poder de influência em uma organização pública esta automaticamente, não pode ser entendida como pública. Não seriamente.

A OMS é isso; e Tedros chefia uma organização que está mais submetida ao influxo do lucro monopolista do que de recomendações sanitárias objetivas, motivadas pela coerência científica.

É dessa forma que também passamos a entender os escândalos da OMS – para se citar apenas um deles – como o das vacinas da pandemia de 2009, do H1N1 [gripe suína].

Naquele momento, quando a OMS declarou pandemia, o que viu-se depois foi que não apenas não se tratava de uma verdadeira pandemia como, por outro lado, a burocracia da OMS estava metida em alta corrupção ao decretar uma pandemia fake e favorecer negócios bilionários em torno de vacinas inúteis e sem propósito fabricadas para aquela suposta pandemia.

O escândalo
Um grande fiasco da OMS em 2009- que reflete a corrupção endêmica da entidade – foi a declaração da “gripe suína” como pandemia.

Primeiro a OMS mudou a definição de pandemia. “Não era mais necessário que uma determinada doença fosse extremamente espalhada em vários países e fosse mortal e debilitante. Bastava apenas que se espalhasse, como uma gripe sazonal, por exemplo, e os ´experts´ da OMS poderiam declarar pandemia. Os sintomas da H1N1 eram os mesmos de uma gripe pesada” [4]. No entanto, a então chefa da OMS, Dra M Chan decretou oficialmente “fase 6 de emergência global pandêmica”.

Ora, ao final daquele ano de “emergência global pandêmica”, os dados de morte pela H1N1 não iam além daqueles de uma estação normal de influenza.

O dr Wolfgang Wogard, parlamentar europeu e médico especialista em pneumologia, chamou a um inquérito denunciando conflito de interesses em relação à resposta da UE à pandemia da “gripe suína”.

Enquanto isso, o professor Albert Osterhaus, da Universidade Erasmus, em Roterdã, foi denunciado por ter obtido bilhões de euros em vacinas supostamente destinadas à H1N1. Foi acusado por desenvolver uma campanha de medo, exagerando as consequências da influenza pelo H1N1, a qual hoje se sabe, não passou de uma gripe comum.

Ele foi um dos conselheiros da OMS que orientou e defendeu a posição da Dra Chan para declarar “gripe suína” pandemia. E de ter ganho aquela fortuna a partir da compra, pelo seu governo [aconselhado por ele, um eminente cientista], de vacinas de uma empresa na qual Osterhaus seria sócio.

“Muitos dos demais experts da OMS [cientistas] que aconselharam a dra Chan a declarar pandemia recebiam dinheiro direta ou indiretamente da Big Pharma, incluindo GlaxoSmithKline, Novartis e outros fabricantes de vacinas. Mas a declaração de pandemia da OMS em relação à “gripe suína” era fake, e não passou, em 2009-10 de uma influenza mais suave mundo afora, à medida em que se foi aprofundando a pesquisa. Mas os gigantes farmacêuticos ganharam bilhões no processo” [4].

Uma enxurrada de dólares engordou os cofres de corporações que venderam vacinas para uma pandemia que não existia, mas que os cientistas altos conselheiros da OMS agiram como se existisse. Alta corrupção, envolvendo – as usual – a Big Pharma.

Essa corrupção se estende à nomeação dos altos funcionários da OMS.
Existe uma entidade científica que norteia as decisões sanitárias mundiais da OMS; chama-se SAGE [na sigla em inglês para Scientific Advisory Group of Experts].

Ora, seus quadros são, em número decisivo, envolvidos com a Big Pharma.
Alguns, ao menos 8 dos 15 membros, tiveram que declarar publicamente conflitos de interesses [por imposição judicial]. Quem consta desse seleto grupo de construtores das decisões estratégicas da OMS? Adivinhou: barões do grande capital farmacêutico.

“O grupo de experts da SAGE é integrado por membros que recebem ´significantes financiamentos´ em fundos ou dos grandes produtores de vacinas ou da Gates Foundation [BGMF] e do Wellcome Trust”.
Resta saber onde vai parar a objetividade científica da OMS, no marco de tais relações incestuosas.

Já se sabe que depois que Tedros assumiu a OMS, em 2017, a corrupção continuou escalando. “De acordo com relatório recente da Australian Broadcasting Corporation, em 2018 e 2019, com Tedros, o Programa de Emergências de Saúde da OMS, responsável pela resposta global ao COV-19” foi denunciado por corrupção. No relatório foi citada uma “onda de alegações de corrupção interna atravessando a organização de conjunto, com a detecção de múltiplos esquemas visando fraudar grandes quantidades de dinheiro internacional” [ 7 ].

Também já se sabe da sua atuação errática na atual pandemia. Já em março a Universidade de Oxford recusou-se a usar os dados sobre o COV-19 oferecidos d pela OMS.

A OMS também foi denunciada mais de uma vez pelos testes para o COV-19 que ela recomenda e aprova [4]. Afora outros problemas de gestão.

E, como também sabemos, a OMS se recusou, ao longo de toda a pandemia, a debater qualquer forma de tratamento barata e não patenteada e continua defendendo o dogma de que o COV-19 não tem tratamento. Ver análise a respeito aqui.

No caso da epidemia do Ebola, a OMS também operou com uma incompetência flagrante.

“Sem grandes fundos e dependente do Banco Mundial e da Gates Foundation, a OMS conduziu uma tardia, desesperançosa e inadequada resposta à epidemia. Como é costume uma corrida pela bala mágica, com previsíveis ganhos financeiros para a indústria farmacêutica”. Mesmo que não tenham conseguido nem tratamento nem vacina eficiente para o Ebola. No cenário de uma região sem qualquer infraestrutura hospitalar, a OMS agregou mais problemas e engordou a Big Pharma [6]. Business as usual.

Não é nosso foco aqui mostrar as debilidades da OMS na condução da atual pandemia [será alvo de outra nota brevemente].

Mas se pode concluir alertando para aqueles que são devotos da mais influente organização global do mundo [em problemas de saúde pública e epidemias], que não se pode ignorar os mecanismos de poder político que a controlam.

E os chocantes conflitos de interesses que cercam suas decisões, e sua tradicional falta de transparência e corrupção. Por conta do seu envolvimento carnal com as grandes corporações de vacinas.

Ou seja, não estamos diante de um guia imparcial, orientado por valores de bem público, por mais que a grande mídia esteja a serviço – ecoando seu patrocinador, a Big Pharma – de perpetuar uma imagem de agência internacional bem intencionada e cujas normas representam a ciência e a epidemiologia.

É imperioso levantar a bandeira da transparência.

A política atual da OMS em relação às vacinas deve ser alvo de críticas ou, ao menos, de profunda desconfiança.

Com tão profunda relação com a Big Pharma a OMS pode ser tudo menos objetiva e cientificamente coerente.

E na luta política nesta pandemia, que passa pela demanda de disponibilidade das vacinas para todos, não podemos ser ingênuos com a qualidade das vacinas, com a falta de transparência que as cerca e também aos contratos de compra [Ver artigoa respeito].

Lutemos pela quebra das patentes das vacinas – que são fruto do conhecimento humano de décadas e não patrimônio privado – e também pela transparência em relação à produção das vacinas, aos acordos nacionais de compra [pela ruptura de seu sigilo] e não aceitemos que a Big Pharma se recuse a indenizar as pessoas a serem sequeladas ou mortas por usar a vacina [8 ].

A saúde pública deve estar acima dos lucros.

A luta por vacinas para todos e pela liberação de patentes deve ser levantada como uma necessidade urgente em face da catástrofe da pandemia.

"Da mesma forma, é necessária a imediata intervenção estatal de todas as empresas farmacêuticas e laboratórios, para colocá-los sob o controle dos profissionais de saúde e servir a planos racionais de produção e distribuição de vacinas e testes, com vistas à nacionalização dessas empresas sob controle operário, junto com os recursos da saúde privada.

O aumento emergencial dos orçamentos de saúde e educação, bem como a contração de profissionais de saúde para garantir a vacinação e evitar o colapso de hospitais, com base em impostos extraordinários sobre grandes fortunas, são outras medidas urgentes. Em vez de continuar a pagar a dívida externa, é necessário impor o cancelamento da dívida dos países semicoloniais para evitar que os custos da crise sejam descarregados sobre as grandes maiorias.

Tal programa não pode ser imposto aos vampiros capitalistas por meio de petições online ou declarações formais à OMS. Também não podemos esperar nada dos partidos (neo) reformistas que, estando no governo como no Estado espanhol, se recusam a implementar estas medidas de emergência.

Só podemos iniciar medidas deste tipo desenvolvendo uma luta conjunta da classe trabalhadora, mulheres e jovens a nível internacional. Para isso, é preciso também combater as burocracias sindicais que apoiaram a unidade nacional reacionária com os governos durante toda a pandemia, recusando-se a lutar pelas medidas necessárias". [...] Temos que “ impulsionar medidas urgentes de luta em comum, partindo da reivindicação da extinção de patentes e garantindo vacinas e outros medicamentos, equipamentos e recursos necessários ao combate à pandemia. Não há tempo a perder. Nossas vidas valem mais do que seus lucros” [9].

NOTAS:

[1] Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Poder_de_veto_do_Conselho_de_Seguran%C3%A7a_das_Na%C3%A7%C3%B5es_Unidas Acessado em: 8/2/2021

[2] Tedros Ghebreyesus, diretor-geral da OMS e que se tornou um rosto da luta global contra a pandemia, é um dos seus raros dirigentes que não é médico [no real é um político [b] e biólogo, que foi embaixador da Etiópia, com mestrado e doutorado na Inglaterra]. Tedros foi ministro da saúde na Etiópia. “Até hoje o ex-ministro da Saúde sofre críticas severas justamente por sua forma de lidar com epidemias, acusado de, entre 2006 e 2011, minimizar vários surtos de cólera, atrasando, assim, as contramedidas necessárias. O jornalista Ludger Schadomsky, que, como chefe da redação de língua amárica da DW, acompanhou o mandato do então ministro da Saúde, lembra: “Em nossas entrevistas com as autoridades de saúde etíopes, sempre se falava em ‘diarreia aquosa’ na época, embora os resultados clínicos dessem fortes motivos para acreditar que se tratasse de cólera. Em especial os oromos e os amharas – os dois maiores grupos étnicos da Etiópia mais afetados pelos surtos de cólera durante o mandato de Tedros – protestaram veementemente quando ele foi nomeado diretor-geral da OMS em 2017. Tedros pertence à minoria étnica dos tigrinya, que representa apenas cerca de 6% da população etíope, mas há muito domina a política do país”. [https://www.cartacapital.com.br/mundo/quem-e-tedros-adhanom-diretor-geral-da-oms-a-frente-do-combate-ao-coronavirus/]
Tedros foi denunciado também por proteger os oligopólios imperialistas de tabaco que espoliam seu país e difundem o tabagismo na Etiópia. Foi documentada sua ação, na condição de duas vezes ministro da Etiópia, no favorecimento de deploráveis acordos – do ponto de vista da saúde pública dos etíopes – com o imperialismo britânico [Tedros tirou seus títulos acadêmicos na Inglaterra, como se sabe]. “In 2013, The Lancet reported that the Ethiopian Government authorised British American Tobacco (BAT) to post hundreds of posters advertising Rothmans cigarettes in Ethiopia’s capital city, Addis Ababa, an action that seems to have been in breach of Ethiopia’s own laws on tobacco advertising. [...]
At that time, Tedros, as Foreign Minister, did not appear to speak out publicly against this advertising. Indeed, not long after he became Foreign Minister, Tedros attended a meeting in London with the UK’s then Secretary of State for Foreign and Commonwealth Affairs, William Hague, encouraging BAT, among other UK businesses, to invest in Ethiopia” ...]” [...] “In 2016, the Ethiopian Government sold 40% of the shares in its tobacco monopoly, National Tobacco Enterprise (NTE), to Japan Tobacco International (JTI) for US$510 million. [...]
The deal was attended by two ministers from the Ethiopian Government’s cabinet and occurred at a time when over 10 million Ethiopians were at risk for famine because of drought. The deal will likely lead to the expansion of tobacco farms, increased cigarette production, and an increase in the number of smokers in Ethiopia”. [...] “Dr Margaret Chan, the current WHO DG, has spoken aggressively against tobacco deals between governments and tobacco companies. [...]
This is to be expected of the WHO DG, given that tobacco continues to be a major cause of morbidity and mortality, and that the WHO Africa and Eastern Mediterranean regions, particularly, are at risk for increasing smoking prevalence in the coming decade”. [Dados do https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(17)31360-0/fulltext acessado em 8/2/2021].

[3] Ver, a respeito, Public Health in Imperialism: Early Rockefeller Programs at Home and Abroad, de E. RICHARD BROWN, PHD. Disponível no site acima citado: https://ajph.aphapublications.org/doi/pdfplus/10.2105/AJPH.66.9.897 Acessado em: 8/2/2021. Uma das suas conclusões: “The Rockefeller Foundation programs, however, were only secondarily concerned with the interests of the native populations. Their primary goals were to enrich plantation, mine, and factory owners and ultimately foreign imperialist powers-or in the case of the American South, the largely Northern capitalist class. In a clear example of ideological thinking, the interests of the native populations were assumed to be identical to the interests of American corporations. Thus these programs were not devoid of politics. By their definitions of health as the capacity to work, by their technological content that weakened traditional and agrarian cultural autonomy, by historical conditions that assured that economic development (when unfettered by national independence struggles) would profit foreign capitalist classes, and by their undermining of forces seeking economic and political independence, the Rockefeller public health programs were loaded with political and economic values and consequences”.

[4] Can We Trust the WHO? By F. William Engdahl Global Research, April 25, 2020. Disponível em: https://www.globalresearch.ca/can-we-trust-who/5708576 Acessado em: 4/2/2021.

[5] Kleiton gentilmente nos indicou esta bibliografia a respeito das doações dirigidas, que estabelecem um fim específico para os dólares que entram na OMS: Deisy Ventura, Direito e saúde global – o caso da pandemia de gripe A [H1N1], Ed Outras Impressões.

[5] “Mesmo sendo um dos cofundadores da gigante de tecnologia, atualmente a fatia da empresa só representa 12,5% da fortuna de Gates, segundo a Forbes. A maior parte dos seus ganhos vem da Cascade Investment, uma holding criada a partir da venda de ações e dividendos da Microsoft. A fortuna de Gates é maior do que os PIBs da Croácia, Camboja e Bahamas juntos. O produto interno bruto da Croácia é de US$ 63,8 bilhões, o de Camboja é de US$ 26,6 bilhões, e o das Bahamas é US$ 12,8 bilhões. Juntando a fortuna dos homens mais ricos dos países mais populosos do mundo, o valor ainda não alcança a riqueza do fundador da Microsoft. O homem mais rico da Ásia, o empresário indiano, Mukesh Ambanie, tem fortuna estimada em US$ 55 bilhões. Pony Ma, o mais rico da China, tem US$ 38,2 bilhões, de acordo com a Bloomberg”. 10 fatos surpreendentes sobre a fortuna do bilionário Bill Gates, Disponível no site: https://epocanegocios.globo.com/Dinheiro/noticia/2019/05/10-fatos-surpreendentes-sobre-fortuna-do-bilionario-bill-gates.html#:~:text=Com%20uma%20fortuna%20avaliada%20em,Jeff%20Bezos%2C%20CEO%20da%20Amazon. Acessado em: 8/2/2021..

[6] World Health Organisation division tackling coronavirus underfunded and facing internal corruption allegations, audits reveal Exclusive by Europe correspondent Linton Besser Posted 16 FebFebruary 2020 Disponível em: https://www.abc.net.au/news/2020-02-17/coronavirus-who-underfunded-internal-corruption-allegations/11970382 Acessado em: 8/2/2021. Sucedem-se denuncias de falta de transparência para as decisões da OMS: “In a recent British Medical Journal article, Dr Kamradt-Scott urged the WHO to institute greater transparency about how it decided to declare a public emergency. He cited the case of an Ebola outbreak in the Democratic Republic of the Congo two years ago. During that crisis, a WHO technical committee charged with recommending such a declaration met in October 2018 and April 2019 and "advised against declaring a PHEIC, despite the criteria for doing so appearing to be met on both occasions". "Until there is increased transparency around [emergency committee] deliberations, questions about irrelevant considerations, undue influence and political interference will continue to arise," he Said”. Também vários tipos de fraudes e assedio sexual por parte do aparato da OMS: “The internal risks assessment documents also reveal an upsurge of internal complaints of corruption, fraud and even sexual harassment from across the 7,000-strong organisation, overwhelming an internal team of four full-time investigators and two consultants”.[...] “At one regional WHO office, an officer submitted falsified documents to claim more than $US97,000 ($144,361), while various corruption scams saw staff submit fake invoices, channel WHO cheques to associated entities, defraud its health insurance scheme and assist crooked suppliers to defraud the international organisation.

[7] Ver, a respeito, Imperialism´s health component, de H Waitzin, 7/2015.
[8] Ver a respeito 501 deaths + 10,748 other injuries reported follwwing COVID vaccine, latest CDC data show, Children´s Health Defense Team, 2/5/2021.

[9] Declaração da Fração Trotskista: Guerra pelas vacinas ... https://www.esquerdadiario.com.br/Guerra-pelas-vacinas-frente-a-irracionalidade-capitalista-anulacao-das-patentes-e-vacinas-para-todo




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