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Eleições 2021 Argentina | A FIT-U supera os liberais e é a terceira força nas eleições argentinas

Este resultado é confirmado pelos primeiros dados oficiais. Com 94% dos votos, Myriam Bregman alcança a décima terceira cadeira de Buenos Aires no Congresso Nacional, ao lado de Gabriel Solano e Alejandrina Barry, que renovam suas cadeiras legislativas. As demais forças ficam com as mesmas bancadas que já haviam obtido com os resultados na primárias, as PASO.

segunda-feira 15 de novembro | Edição do dia

A única surpresa, desde as primárias, para esta eleição definitiva é a conquista histórica da esquerda portenha ao consagrar um deputado nacional. Myriam Bregman conseguiu entrar no Congresso, além de Gabriel Solano e Alejandrina Barry renovaram suas cadeiras na legislatura de Buenos Aires. Enquanto as demais forças mantêm as mesmas bancadas que obtiveram com o resultado nas PASO.

Nas últimas semanas, o amplo apoio a Myriam Bregman foi visto nas ruas. Nas redes sociais, importantes personalidades culturais, artistas, referências do movimento feminista, defensoras e defensores dos direitos humanos, lutadoras em defesa do meio ambiente falaram da necessidade de a décima terceira cadeira em disputa na cidade ser para Myriam Bregman.

No debate de televisão, Myriam Bregman se mostrou como a candidata mais contundente em seus posicionamentos enfrentando Milei e a direita. Defendeu as demandas que trabalhadores, mulheres e jovens lutam diariamente nas ruas. Assim ela conquistou um lugar de reconhecimento após seu desempenho no debate.

Myriam Bregman recebeu também o apoio de lideranças do movimento de mulheres que realizaram uma assembleia aberta no Parque do Centenário apoiando a Frente de Esquerda. Elas entendem que o aborto legal não é o fim em si mesmo, mas o início da luta contra o patriarcado.

Nos bairros populares, nas escolas, fábricas, escritórios e no aeroporto, foi realizada uma campanha voto a voto que angariou forte apoio popular. Neste domingo, fotos com o voto da Frente de Esquerda foram compartilhadas nos grupos do WhatsApp junto a outras expressões de incentivo. Muitos trabalhadores desencantados com o governo nacional percebem que a esquerda é a única que está sempre em suas lutas.

Este foi o caso de mulheres, participantes da Força de Mulheres na Villa 31 que aderiram à campanha e fiscalizaram seu bairro. Ali, a votação da FIT foi disputada nas ruas e nos refeitórios.

Trabalhadores da aeronáutica conversavam em seus grupos sociais, como os latino-americanos que sabem que estão apoiando a única força que esteve presente em sua luta desde o primeiro dia. Não foi por acaso que alguns deles foram até candidatos pela FIT-U. O mesmo ocorreu nos hospitais, onde as trabalhadoras heroínas e a linha de frente contra a pandemia, viram-se incluídas e reivindicadas pela esquerda que as acompanhava diariamente em suas lutas pelo plano de carreira da enfermagem e todas as suas reivindicações.

Professores, nas escolas discutiam não só entre si, mas com os pais de seus alunos dos bairros da zona sul de Buenos Aires, reconhecendo o papel da esquerda no legislativo, na luta pela educação e pela alimentação das crianças contra a ministra de Educación de la Ciudad de Buenos Aires, Soledad Acuña. A campanha também conquistou funcionários públicos que veem seus salários corroídos pela inflação, trabalhadores das telefonias, que veem que as empresas continuam ganhando fortunas à custa de seus salários e da precariedade.

Os jovens universitários e do ensino médio que, em meio a precariedade do EAD e participando das lutas do movimento feminista e pelo meio ambiente, desenvolviam uma campanha em busca de um futuro, de uma vida que valesse a pena. Assim, de boca em boca, através das redes e com amplo apoio, este resultado histórico foi dado.

A partir de agora o jovem trabalhador precarizado, aquele que arde todos os dias nos call centers, nas lanchonetes, que pedala pelos aplicativos, aquele que levanta a cabeça e se organiza e percebe que a esquerda é a única força a levantar suas demandas. Esta juventude não quer mais viver às custas das empresas exploradoras beneficiadas por todos os governos se identificou e tomou para si a campanha de Myriam Bregman.




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