ELEIÇÕES SÃO PAULO

7 pontos que escancaram o racismo de Covas e PSDB

Na sabatina do UOL, em parceiria com a Folha, na manhã dessa quinta (26) o prefeito e candidato Bruno Covas (PSDB) de maneira demagógica disse reconhecer a existência do racismo e ter tomado medidas de combate a discriminação racial. Ainda, disse estar aprendendo sobre o tema e que a pandemia "jogou luz sobre essa desigualdade em São Paulo". Ele diz que o combate ao racismo estrutural se deu colocando nomes de personalidades negras para os CEU's, fazendo um decreto que proíbe o mata-leão pela guarda civil e que irá caçar o alvará de estabelecimentos que permitem o racismo.

quinta-feira 26 de novembro de 2020| Edição do dia

Esse discurso tenta se separar do bolsonarismo mais duro ao reafirma algumas vezes que o racismo existe e colocar essas medidas. Porém sabemos que elas não serão implementadas e estão muito longe de combater o racismo. Se Covas diz reconhecer a existência do racismo, abaixo iremos escancarar como ele perpetua essa opressão em São Paulo e como sua gestão durante a pandemia foi responsável pela contaminação de 400 mil pessoas e 15 mil mortes pelo Covid-19 em sua maioria negros e negras no município de São Paulo e mesmo assim quando foi perguntado o motivo do aumento de internações o prefeito tucano disse serem de pessoas do interior. Confira o racismo do herdeiro dos ataques racistas e contra os trabalhadores:

1 HERDEIRO DO DISCURSO E PRÁTICA DE "A POLÍCIA VAI ATIRAR PARA MATAR" DE DÓRIA

Além tentar surfar na onde de Bolsonaro, ao dizer isso na campanha de 2018 ainda como prefeito, Dória reafirma a continuidade do projeto eugenista e assassino para a polícia do PSDB. Covas é desse mesmo partido, responsável pelas brutais repressões contra a juventude negra, e adoradores da violência policial, como no caso de Paraisópolis.

2 IRÁ DESALOJAR 26 MIL FAMÍLIAS, EM SUA MAIORIA DE PESSOAS NEGRAS

É o responsável direto pela ameaça desalojamento de quase 26 mil famílias, quase todas negras. O viés privatista da prefeitura endossou uma Parceria Público Privada chamada “Casa da Família”, que projeta unidades habitacionais para moradia, mas que menos da metade será destinada à população mais pobre. Mesmo com promessas de entregar 25 mil moradias, Covas construiu zero moradias.

3 TEM O APOIO RUSSOMANNO, RACISTA ODIOSO E ANTI-TRABALHADOR

Covas adiciona na sua conta o apoio da humilhação dos trabalhadores, de um candidato abominável, reforçando seu caráter contra os trabalhadores e o povo pobre. Russomanno foi o candidato que teve como eixo de campanha "Deus, pátria e família" para dialogar com a base de extrema-direita e obscurantista do presidente Bolsonaro na cidade. O Republicanos é o partido das "rachadinhas" do Flávio Bolsonaro, reacionário, racista, machista, homofóbico, apoiador do golpe institucional de 2016, da reforma trabalhista e da previdência, assim como Bruno Covas e sua herança de Doria.

4 DEFENSOR DO JATO D’ÁGUA CONTRA PESSOAS EM SITUAÇÃO DE RUA

Bruno Covas, como vice-prefeito do também tucano João Doria, se elegeu sob o mote de “BolsoDoria”, em defesa da “lei e da ordem”. Como vice, esteve junto a Doria na política higienista de expulsar com jato d’água em pessoas em situação de rua. E hoje tem o cinismo de dizer que tem um programa para essas pessoas.

5 ATAQUE ÀS APOSENTADORIAS REPRIMINDO OS QUE DEFENDERAM ESSE DIREITO

Covas atacou os direitos sociais com a aprovação em 2018 do SampaPrev, a reforma da previdência municipal que ocorreu sob forte repressão policial contra servidores municipais, tais como professores que lutavam para defender o direito à se aposentar. Os trabalhadores são alvo da polícia de Doria e Covas para aumentar a fatia destinada aos capitalistas, e Covas diz orgulhosamente ter ‘saneado’ as contas municipais, o que significa cortar gastos sociais para aumentar o dinheiro destinado a especuladores e banqueiros.

6 RETIRADA DE DIREITOS SOCIAIS E PRIVATIZAÇÃO QUE ATINGE COM MAIS INTENSIDADE O POVO NEGRO

Sabemos que cada ataque aos direitos sociais atinge a população trabalhadora, os pobres e, com mais intensidade, o povo negro. Bruno Covas e seu antecessor na prefeitura, João Doria, de quem era vice, são campeões em ataques a direitos sociais e privatizações. O que eles hoje chamam eufemisticamente de ‘desestatizações’ significa tomar os poucos direitos sociais que temos nessa sociedade desigual e miserável que é o capitalismo, e transformá-los em nichos de acumulação para multiplicar os lucros milionários dos capitalistas.

7 DEFENSOR DO REGIME GOLPISTA E TA JUNTO COM BOLSONARO NOS ATAQUES

Apesar de querer se separar do discurso mais extremo de Bolsonaro, na verdade se vê ao lado desse quando o assunto é atacar nossa classe, lembremos novamente da reforma da previdência que a gestão de Doria e Covas quis aprovar antes mesmo de ser aprovada a nível federal. Foi apoiador do golpe institucional em 2016 que acelerou os ataques que o PT havia iniciado, mas que naquele momento já não atendia a sede de ajustes dos capitalistas.




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