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Governo Bolsonaro | 6 vezes em que Paulo Guedes destilou seu ódio aos pobres

Listamos aqui as 6 vezes em que o ministro de Bolsonaro que é um “Robin Wood às avessas” que tira dos pobres para dar para os ricos, fez declarações bizarras contra os pobres.

sexta-feira 27 de agosto | Edição do dia

O ministro da Economia do governo Bolsonaro, Paulo Guedes, vem orquestrando inúmeros ataques devastadores à classe trabalhadora brasileira. Aplicando reformas que cortam direitos, privatizando estatais e contribuindo para aumentar a fome e a miséria no país. Tudo para favorecer os capitalistas que tentam manter seus lucros em meio a desgraça que vivem os trabalhadores e o povo pobre. Além de orquestrar ataques em prol do lucros dos empresários, Guedes já mostrou inúmeras vezes todo o ódio elitista que sente da população pobre. Listamos aqui as 6 vezes em que o ministro que é um “Robin Wood às avessas” que tira dos pobres para dar para os ricos, fez declarações bizarras contra os pobres.

1 - "Pobres tem que comer as sobras da classe média"

Em julho deste ano, o ministro participou do Fórum da Cadeia Nacional de Abastecimento da Abras (Associação Brasileira de Supermercados), onde no seu discurso propôs que as sobras dos restaurantes e do prato da classe média, poderia ser dada para “pessoas fragilizadas, mendigos e desamparados”. Essa é a “proposta” de Guedes para combater a fome crescente no país. que as sobras sejam doadas aos pobres como se fosse possível combater a fome desta forma. No mesmo momento em que o país presenciava cenas como a fila de doação de ossos com pessoas desesperadas comendo resto de carne crua dos ossos, o ministro de Bolsonaro mostra mais uma vez que não pretende mover uma palha para combater esse problema estrutural que aflige tanto a classe trabalhadora com aumentos dos preços dos alimentos e o aumento do desemprego.

2 - "O arroz está mais caro porque a vida do pobre melhorou"

Falando sobre a alta dos alimentos, podemos nos lembrar de outra declaração asquerosa do ministro feita ano passado, ao ser questionável sobre a alta dos preços, principalmente de arroz quando teve registro de sacos de 5kg nas prateleiras dos supermercados custando R$ 40. Guedes teve a pachorra de dizer que o arroz estava caro porque os mais pobres estavam “comprando mais” com o auxílio emergencial. Chega a ser algo inacreditável, primeiro por achar que o valor do auxílio que estava sendo pago de R$ 600 era suficiente para sustentar uma família, e o pior ainda é culpar os trabalhadores e pobres pelo aumento dos preços devido a inflação e a uma crise capitalista que não foi causada por nós. Guedes também sempre se mostrou contra o auxílio que no início deste ano foi cortado, o que contribuiu para que milhões de pessoas entrassem na miséria extrema.

3 - "O Fies bancou a universidade para o filho de porteiro que zerou o vestibular"

Em reunião realizada com membros do gabinete de Bolsonaro em abril deste, Guedes fez algumas declarações, sem saber que estava sendo gravado, onde destila mais um pouco do seu ódio aos pobres. O ministro ultra-liberal fez críticas contra o programa do Fies e quem conseguisse acesso por esta via, argumentando que o filho de seu porteiro, que zerou o vestibular, foi bancado pelo programa para entrar numa universidade. De uma forma totalmente preconceituosa ele se queixou que o Governo Federal concedeu bolsas universitárias para “todo mundo” e para pessoas sem a “menor capacidade” e que “não sabia ler, nem escrever”. Essas falas esdrúxulas foram feitas durante uma fala do ministro onde ele defendia iniciativa privada que visa apenas utilizar a educação como mercadoria e extrair lucros.

4 - "As domésticas estão fazendo festa na Disney"

Em outro episódio, quando defendia as altas do dólar, Guedes fez novas declarações contra os mais pobres, dessa vez as empregadas domésticas. Depois de ter chamado na mesma fala servidores públicos de parasitas, ele ofendeu diretamente as trabalhadoras domésticas: “Não tem negócio de câmbio a R$ 1,80. Vamos importar menos, fazer substituição de importações, turismo. [Era] todo mundo indo para a Disneylândia, empregada doméstica indo para a Disneylândia, uma festa danada”, disparou. Algo extremamente preconceituoso e também racista, já que a larga maioria das empregadas domésticas são mulheres negras e que diferente do que Paulo Guedes pensa, a larga maioria não tem oportunidade para viajar.

5 - "O pior inimigo do meio ambiente é a pobreza"

Durante o Fórum Econômico Mundial realizado em Davos, EUA no início do ano passado, Guedes fez um discurso para a plateia com os “donos do mundo” - banqueiros, empresários, e líderes políticos de diferentes países - onde ele responsabilizou os mais pobres pelos problemas ambientais: “Destroem porque estão com fome”, justificou o ministro. Ele afirma que o grande inimigo do meio ambiente é a pobreza. Sem dar muitos fundamentos, ele tentar responsabilizar o povo pobre pela a destruição do meio ambiente, sendo que o principal responsável é o capitalismo pela mega produção poluidora ao redor do mundo, além de ser responsável pela própria miséria e a fome que ele diz ser o motivo para os pobres destruírem o meio ambiente. é uma tremenda hipocrisia de Guedes já que o agronegócio, que é uma das bases econômicas mais importantes do governo Bolsonaro foram responsáveis pela queimadas das florestas amazônica e do Pantanal.

6 - "Os pobres consomem tudo"

Em uma entrevista feita para a Folha de S.Paulo em 2019, Guedes afirmou que as pessoas são pobres por escolha. Segundo ele: “Um menino, desde cedo, sabe que ele é um ser de responsabilidade quando tem de poupar. Os ricos capitalizam seus recursos. Os pobres consomem tudo”. Uma declaração com um discurso de meritocracia utópico do ministro que tenta justificar a tamanha desigualdade social colocando a culpa nos pobres por “não saberem gastar”. São anos de crise econômica, e desemprego crescente, onde cada vez mais o governo no qual ele faz parte vai descarregando os efeitos da crise nas costas dos trabalhadores, que acabam “consumindo tudo” em alimentos altíssimos onde o valor de uma cesta básica é quase de um salário mínimo.




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