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6 filmes brasileiros para o Dia Internacional do Orgulho LGBT

Luno P.

6 filmes brasileiros para o Dia Internacional do Orgulho LGBT

Luno P.

Neste domingo, véspera do Dia Internacional do Orgulho LGBT, nós do Carcará - Semnarário de Arte e cultura do Esquerda Diário, te trazemos 10 filmes brasileiros fundamentais para entender a história do movimento LGBT no Brasil e suas representações no cinema.

1) Tatuagem (2013, Hilton Lacerda)

Clécio Wanderley (Irandhir Santos) é o líder da trupe teatral Chão de Estrelas, que realiza shows repletos de deboche e com cenas de nudez. A principal estrela da equipe é Paulete (Rodrigo Garcia), com quem Clécio mantém um relacionamento. Um dia, Paulete recebe a visita de seu cunhado, o jovem Fininha (Jesuíta Barbosa), que é militar. Encantado com o universo criado pelo Chão de Estrelas, ele logo é seduzido por Clécio. Não demora muito para que eles engatem um tórrido relacionamento, que o coloca em uma situação dúbia: ao mesmo tempo em que convive cada vez mais com os integrantes da trupe, ele precisa lidar com a repressão existente no meio militar em plena ditadura.

2) Madame Satã (2002, Karim Aïnouz)

O filme, com atuação principal de Lázaro Ramos, retrata a vida da referência na cultura marginal urbana do século XX, o célebre transformista João Francisco dos Santos- malandro, artista, presidiário, pai adotivo de sete filhos, negro, pobre, homossexual - conhecido como "Madame Satã" e frequentador do bairro boêmio da Lapa, no Rio de Janeiro. Mostra seu círculo de amigos, antes de se transformar no mito Madame Satã, lendária personagem da boêmia carioca.

3) Corpo Elétrico (2017, Marcelo Caetano)

Corpo Elétrico acompanha Elias (Kelner Macêdo), paraibano, gay e migrante, assistente numa confecção de roupas no centro de São Paulo. Ele mantém pouco contato com a família na Paraíba e passa seus dias entre os tecidos do trabalho e encontros com homens. Ao longo do seu cotidiano como trabalhador, o jovem concilia as suas amizades (que, basicamente, são todas do mesmo círculo social do trabalho) e o sexo com outros homens. Neste ínterim, é possível notar como o protagonista acaba traçando boa parte da sua vida em prol do seu emprego: seja suas relações pessoais ou mesmo suas aspirações. O fim do ano traz reflexões sobre possibilidades de futuro, reconexões com o passado e muitas horas extras, que acabam por aproximá-lo dos colegas da fábrica e consequentemente inseri-lo em novos círculos de amizade e cenários.

4) Divinas Divas (2017, Leandra Leal)

Rogéria, Valéria, Jane Di Castro, Camille K, Fujika de Holliday, Eloína dos Leopardos, Marquesa e Brigitte de Búzios formaram, na década de 1970, o grupo que testemunhou o auge de uma Cinelândia repleta de cinemas e teatros. O documentário acompanha o reencontro das artistas para a montagem de um espetáculo, trazendo para a cena as histórias e memórias de uma geração que revolucionou o comportamento sexual e desafiou a moral de uma época.

5) Meu Amigo Cláudia (2009, Dácio Pinheiro)

Meu Amigo Claudia / My Buddy Claudia from Gore Filmes on Vimeo.

Meu Amigo Cláudia retrata a trajetória de Cláudia Wonder (1955-2010), uma das artistas mais importantes da cena “underground” brasileira durante as décadas de 80 e 90. Transexual que ficou conhecida por suas performances e apresentações musicais na noite de São Paulo, Wonder também ganharia notoriedade por sua militância em prol do livre exercício da diversidade sexual. Além de seus disputados shows, ela atuou em filmes da Boca do Lixo de São Paulo e também participou de espetáculos dirigidos por Zé Celso Martinez Corrêa no Teatro Oficina.

6) Antes o tempo não acabava (2016, Sergio Andrade e Fábio Baldo)

Anderson (Anderson Tikuna) é um jovem rapaz que possui raízes na etnia indígena saterê. Quando ele se muda para Manaus e vai morar na cidade grande, ele começa a se ver preso entre os embates culturais das tradições do mundo de onde veio e cresceu e os costumes urbanos e o complexo e conturbado cotidiano da metrópole. A relação conturbada do garoto com os costumes de sua origem é o ponto de partida de uma necessidade de autoafirmação. Se dividindo entre o trabalho em uma fábrica de ar-condicionados e o de cabeleireiro em um pequeno salão, Anderson volta para casa diariamente para constatar condições miseráveis de vida junto de sua irmã e da sobrinha que está à beira da morte. Nas andanças pela pequena favela em que mora, acaba abordado por membros de sua tribo decididos a retirar dele esse “espírito” que parece ter se apossado de seu corpo e de sua mente.

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Luno P.

Coordenador Geral do Centro Acadêmico do Teatro da UFRGS (CADi)
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