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545 pais de crianças separadas deles nas fronteiras dos EUA, até hoje não foram localizados

Trump, após separar pais e filhos nas prisões da imigração, deporta os pais deixando centenas de crianças aprisionadas por anos. O paradeiro de 545 pais é desconhecido.

quarta-feira 21 de outubro| Edição do dia

Foto: reprodução

De acordo com documentação apresentada pela pela União das Liberdades Civis Americana (ACLU, na sigla em inglês) em processo contra essas separações de famílias, acredita-se que dois terços dos 545 pais separados de seus filhos nas prisões da imigração estadunidense foram deportados a seus países de origem.A política de “tolerância zero” de Donald Trump, que em abril de 2018 passou a separar pais e filhos nas prisões da imigração, apesar de revogada semanas depois fruto da pressão interna e externa, ainda mantém suas vítimas cativas.

Apesar de, semanas depois da revogação do decreto em 2018, milhares de crianças terem sido devolvidas a seus pais, descobriu-se recentemente que o governo americano havia começado em 2017 um programa-piloto na cidade de El Passo, onde separou de seus pais cerca de 1500 crianças, segundo advogados. Parte desses imigrantes foram deportados para seus países de origem antes da revogação do decreto em 2018.

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São imigrantes, mães, pais e filhos vindos em sua maioria de países da América Central como Guatemala, Honduras, México e El Salvador. As buscas pelos pais têm sido dificultadas pelo contexto da pandemia do coronavírus devido a situação de calamidade e miséria social que vivem as populações desses países.

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Passaram-se dois anos desde a revogação desse programa racista do governo Trump que ainda mantém crianças encarceradas, em celas frias, mal tratadas, sem alimentação e cuidados médicos adequados.

Esse é o retrato desse imperialismo decadente, que rouba as riquezas e o trabalho dos povos latino americanos e caribenhos e internamente aplica uma linha dura e desumana àqueles que fogem da miséria e da violência causadas pelos próprios EUA em seus países de origem para, perigosamente, buscar alguma oportunidade em solo estadunidense.

É tarefa da classe operária, da América do Sul à América do Norte, a defesa incondicional dos imigrantes e o combate à exploração imperialista estadunidense em cada país, erguendo uma fraternidade internacional operária, que seja capaz de expropriar os grandes capitalistas e abolir as fronteiras nacionais que só servem aos exploradores.

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