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DESASTRE | 500 famílias no ES seguem desamparadas há uma semana sem água e luz após temporais

Na última quarta-feira (31), algumas regiões do distrito de Santa Isabel, em Domingos Martins (ES), foram atingidas por fortes chuvas que deixaram diversas famílias sem energia elétrica. A situação chegou a afetar quase 500 famílias moradoras da comunidade de Vila Maria, do município de Vargem Alta e das regiões de Bom Jesus, Alto Rio Fundo, Costa Pereira e Rio Fundo e em Marechal Floriano.

quarta-feira 7 de abril | Edição do dia

Os danos e as perturbações causadas pelo temporal foram registrados em inúmeras regiões do Estado do Espírito Santo. A população atingida segue encarando os prejuízos sanitários, econômicos e sociais que se intensificam ainda mais somados ao contexto atual de pandemia. Comerciantes, idosos, diaristas e estudantes foram ouvidos e em seus relatos se apresentam a dificuldade de simplesmente escovar os dentes, estudar, tomar um banho ou beber um copo d’água. Descrevem também a presença de moscas devido a impossibilidade de lavar a louça, a dificuldade de manter os cuidados com as pessoas idosas da região e o apodrecimento de alimentos na geladeira.

As denúncias de moradores da região apontam o atraso e a ausência de apoio por parte dos respectivos municípios e da EDP, concessionária responsável pela distribuição de energia elétrica do Espírito Santo. Segundo uma nota da concessionária, 132 mil habitantes foram afetados por todo o Estado e justificam o atraso de seu apoio devido ao bloqueio de estradas em razão da queda de árvores pela tempestade. Uma multidão continua em condições desumanas e à espera de uma ação urgente das autoridades que poderiam ajudá-las.

A desatenção e a falta de consciência de urgência da situação por parte das autoridades representa o menosprezo latente de um projeto administrativo de Estado que não prioriza as demandas de setores da classe trabalhadora. O descaso das prefeituras e da EDP estende e agrava a cada dia a situação de idosos, estudantes, trabalhadores e trabalhadoras que lutam, em pleno século XXI, por água, luz, alimento, remédios e medidas sanitárias básicas. As famílias ainda mais não têm a garantia de auxílio por ordem do governo e nem das empresas, cujas direções estruturais de seus serviços priorizam o lucro massivo e as demandas mercadológicas.




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