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UERJ RUMO AO 29M | 5 motivos para unificar estudantes e trabalhadores da UERJ nas ruas no dia 29M contra Bolsonaro

Por inúmeras vezes os estudantes, professores e técnicos da UERJ foram protagonistas de lutas importantes contra os ataques dos governos à educação. Hoje, no segundo ano de pandemia, num governo de extrema direita de Bolsonaro e Mourão, os ataques à ciência, às universidades e à educação pública se intensificaram. Por isso, nós da Juventude Faísca queremos fazer um grande chamado a toda juventude da UERJ a se somar no ato no dia 29 de Maio, às dez horas, no monumento ao Zumbi dos Palmares na Av. Presidente Vargas. O ato de sábado tem que ser um primeiro passo de muitas lutas que virão.

quinta-feira 27 de maio | Edição do dia

Nós da UERJ, sabemos como funciona o plano dos governos para atacar as universidades públicas. Demagogicamente usam da justificativa de falta de verbas para fazer cortes nas verbas e orçamentos, que são uma clara tentativa de sucatear e precarizar ainda mais o ensino, pesquisa, extensão e a permanência estudantil. Agora com a implementação do EAD, excluem milhares de estudantes, debilitam o ensino e o trabalho e buscam favorecer os grandes tubarões do monopólio da educação superior de ensino.

1 - O Governo é mais perigoso que o vírus, façamos como os colombianos!

Nossos vizinhos colombianos mostram que contra um governo genocida como o nosso, as mobilizações de rua são a única solução! Os atos que aconteceram aqui no Rio e em Niterói foram amostras de que existe disposição de luta nos estudantes e muitos já entenderam que ficar em casa não resolverá os problemas que estamos enfrentando no país. Podemos fazer do dia 29 o primeiro dia de muitas lutas que virão. Com organização estudantil com assembleias e debates vivos para a politização e construção de uma enorme mobilização nacional para golpear e fazer tremer o Bolsonaro, os militares, o STF e todos os golpistas. Cada luta internacional da juventude e trabalhadores contra esse sistema de miséria deve ser um forte apoio para que aqui possamos transformar nossa dor e ódio em luta e organização, para juventude ser linha de frente daqueles que irão voltar a tomar as ruas!

2 - Lutaremos também contra a violência policial e contra a fome: Derrotar Bolsonaro, Mourão e todos os responsáveis pelas mortes

No estado do Rio de Janeiro, além da COVID, da fome e do desemprego, há algumas semanas presenciamos a maior chacina da história da cidade, a polícia civil assassinou brutalmente 28 pessoas, na Favela do Jacarezinho. Com a certeza da impunidade, Cláudio Castro e Bolsonaro descaradamente defenderam abertamente o massacre. A polícia absurdamente declarou uma medida de sigilo por 5 anos que esconderá os nomes de todos os policiais envolvidos no massacre. Vamos às ruas e também por justiça aos mortos do Jacarezinho e a todas aquelas vítimas da brutalidade racista e assassina da instituição policial. Para isso é preciso lutar pelo fim dos batalhões especiais da polícia, revogar todas as reformas e avançar na organização dos trabalhadores rumo a ruptura com o capitalismo que mantém o racismo estrutural.

3 - Atacam a educação, privatizam nossa água, nossa luz e retiram direitos com as reformas

Neste segundo ano de pandemia seguimos com a insuficiência de vacinação com consequências gravíssimas ao conjunto da população no país, com mais de 452 mil óbitos pelo covid-19. É nesse cenário que a CPI do Covid é implementada para evidenciar o óbvio, que é a responsabilidade do governo de extrema direita de Bolsonaro e Mourão em cada número de óbitos e a insuficiência do próprio congresso, STF e de todos os empresários. Todos estes tem suas diferenças, mas na hora de atacar os trabalhadores todos eles dão as mãos e comemoram cada ataque contra os trabalhadores, como por exemplo, a privatização da CEDAE, a reforma da previdência, a reforma administrativa e seguem insistindo no avanço da privatização das unidades estatais da Petrobras, como a PBIO. Todos esses ataques são ataques diretos à classe trabalhadora e à juventude. Querem reservar para nosso futuro miséria e exploração. Não vamos deixar! Nenhuma confiança em saídas institucionais como o impeachment, que colocaria o vice Mourão no governo, um militar do exercito, herdeiro e apoiador da ditadura, um inimigo dos pobres e negros. Apostar no impeachment como saída aos problemas do nosso país é desacreditar na potencialidade de mobilização e auto organização dos trabalhadores em unidade com a juventude. As greves nos locais de trabalho, piquetes, grandes atos de ruas serão as respostas e saída de fundo para todos os ataques e retrocesso dos nossos direitos. Só os trabalhadores organizados com a juventude que faria Bolsonaro, Mourão, os militares e todos os golpistas tremerem e temer a enorme força e disposição de luta que existe na classe trabalhadora organizada.

Veja a fala de Ana Carolina de Jesus, que é parte da Faísca e é estudante de Pedagogia da UERJ, no último ato das Universidades Federais:

4 - Em defesa da educação, das universidades públicas e da ciência: unificar a luta das universidades federais com a luta das universidades de conjunto

A UERJ já sofreu grandes ataques vindo dos governos estaduais. Desde Sérgio Cabral, passando por Pezão e Witzel, a UERJ sofreu diversos cortes financeiros que prejudicaram a permanência estudantil e as condições de vida e de trabalho dos professores, técnicos e terceirizados. Mesmo diante de tudo isso, a luta dos UERJianos, sob o emblema #UERJResiste!, conseguiu arrancar algumas conquistas, como aumento da bolsa dos estudantes, que estava congelada há anos e a Dedicação Exclusiva para os professores. Semanas atrás, o deputado bolsonarista Anderson Moraes arrancou uma faixa na UERJ, colocada no ato contra os cortes à educação, atacando nossa liberdade de expressão, e agora criou um projeto com a tentativa de "extinguir a UERJ", sob o argumento de ser muito custoso e ser "aparelhada pelo socialismo". Isso aponta ainda mais que os interesses da extrema direita com os cortes nas federais, que levaria ao fechamento de hospitais, museus, extinção dos projetos de pesquisas e permanência estudantil, tudo isso anda de mãos dadas ao interesse de atacar a UERJ e a educação pública de conjunto. Por isso, precisamos unificar e transformar todos esses ataques à educação e ciência em ódio de organização e luta!

5 - A força que pode potencializar a mobilização nas ruas: se coletivos e movimentos, CAs e DCEs coloquem as organizações e entidades como ferramenta ativa dessa construção

Esse dia 29 pode ser uma importante oportunidade para que a juventude e os trabalhadores retomem às ruas fazendo sentir e ecoar sua reação e fúria contra toda precarização da educação e da vida, já que o projeto desses governos é que a juventude trabalhadora tenha cada vez menos direito à educação, à saúde pública, gratuita e de qualidade, e que seja condenada a morrer trabalhando com uma bag nas costas por exemplo, para garantir os lucros capitalistas. Esse dia de mobilização pode ser ainda mais potencializado se o DCE-UERJ organizasse assembleias com participação ativa, onde os estudantes possam ter direito a voz e voto. O DCE é a principal entidade estudantil da UERJ, que atualmente a direção dessa entidade é composta pelo PT, PcdoB e Levante e mesmo diante de tantos ataques e retrocessos aos nossos direitos, o DCE mantém a linha da UNE, outra grande entidade estudantil nacional, ambos seguem nacionalmente sendo uma enorme paralisia no movimento estudantil e freiam a auto organização e mobilização dos estudantes para enfrentar os ataques e retrocessos aos nossos direitos. Por isso, defendemos firmemente que os estudantes tenham espaços de discussão e deliberações políticas para se auto organizarem na luta pelos nossos direitos.

Junte-se a nós da Juventude Faísca no ato no Rio de Janeiro, neste sábado 29 às 10 em frente ao monumento à Zumbi dos Palmares, na Presidente Vargas.

Confira também: Plenária da Faísca reúne centenas para debater unidade com trabalhadores rumo ao dia 29




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