Sociedade

SAÚDE

5 mil pessoas morreram na fila de espera por falta de acesso a UTI

quarta-feira 23 de dezembro de 2020| Edição do dia

Foto: Reprodução/TV Globo.

A crise sanitária no país e no mundo tirou a vida de milhares e milhares de pessoas, os países mais ricos do mundo foram incapazes de distribuir máscaras para todos que tinham necessidades. No Brasil Bolsonaro até o último momento nega a gravidade do coronavírus, o SUS durante a pandemia entrou em colapso, pessoas morreram na fila de espera por atendimento público na saúde, trabalhadores da linha de frente em combate ao coronavírus foram obrigados a trabalhar sem equipamento de proteção individual.

Esse estudo da Fiocruz é um levantamento dos números de óbitos pelo covid-19 até o dia 11 de novembro, segundo a pesquisa, 7.500 pessoas foram vítimas do covid em UTIs na região metropolitana do Rio de Janeiro. Enquanto Bolsonaro e seu governo de extrema direita avançaram com ataques profundo aos trabalhadores em plena pandemia, o SUS entrou em colapso devido aos anos e anos de sucateamento da saúde pública, quando a segunda onda do covid assolou o país o SUS estava com 93% de ocupação nos leitos públicos, atualmente, existe apenas uma UTI disponível na rede municipal de saúde na capital do Rio de Janeiro.

Os hospitais estaduais, federais e municipais a taxa de ocupação nas UTIs são de 91%, na região fluminense, a rede estadual de saúde conta com apenas 27% de internações disponíveis. Além dos hospitais públicos, os hospitais particulares tem 98% de ocupação na capital do Rio de Janeiro e mais de 90% em todo resto do estado. O número de contaminação vem aumentando cotidianamente e atualmente são mais de 200 pessoas na fila de espera por um leito de UTI no Rio e nos municípios da baixada fluminense. Esses números assustadores escancaram a política de desmonte de Witzel, Crivella e Castro que durante a pandemia desviou dinheiro da saúde pública aos seus próprios bolsos enquanto os trabalhadores pagam com suas próprias vidas.

Esses dados apontam a irresponsabilidade dos governos com o atendimento público aos trabalhadores que necessitam. Bolsonaro, Mourão e todo esse governo fruto do golpe institucional fizeram escolhas claras aos seus próprios interesses durante todo o processo de pandemia no país e nenhuma dessas escolhas priorizavam as vidas dos trabalhadores, contrário isso, as decisões políticas desse governo priorizavam os capitalistas e sua sede de lucro.

Por isso é preciso defender um SUS 100% estatal sob controle dos trabalhadores, estatização e ampliação de todos os leitos, mais contratações de profissionais da saúde e teste massivos para todos que necessitam. Não podemos confiar nesses governos que não priorizam a vida dos trabalhadores.




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