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Lava-Jato | 5 anos depois, Comitê da ONU conclui que Moro foi parcial na condenação de Lula

O Comitê de Direitos Humanos da ONU concluiu o que já sabíamos há muito tempo que o golpista e demagógico Moro foi parcial no julgamento e condenação de Lula, agora da chapa Lula-Alckmin, em 2017.

quinta-feira 28 de abril | Edição do dia

O Comitê de Direitos Humanos da ONU concluiu, 5 anos depois, que o ex-juíz Sérgio Moro foi parcial no julgamento e condenação do pré-candidato à presidência Lula. Convenhamos que, a não ser os golpistas, todos já sabiam que a Lava Jato nunca teve a ver com nenhum combate à corrupção. Foi, pelo contrário, uma arma de um dos grandes impulsionadores do golpe institucional de 2016, o judiciário, para aprofundar o ritmo e a intensidade dos ataques e reformas que o PT já vinha fazendo.

O papel de Sério Moro nas transformações do regime na história recente do país auxiliou na aplicação de um plano econômico ultraneoliberal, além de seus efeitos políticos como a própria prisão e proscrição arbitrária e criminosa de Lula nas eleições de 2018, com a ajuda maestral do STF, favorecendo para que Bolsonaro fosse eleito. A ONU, em cinco anos, não julgou nem por um instante a Lava-Jato, cuja principal grande figura foi Moro. Nesse período, o poder judiciário adquiriu uma grande força no Brasil, onde juízes e promotores, eleitos por ninguém, possuem superpoderes, inclusive sendo capazes de decidir inclusive sobre os rumos das eleições. Uma tutela antidemocrática sem igual. Se Moro alguma vez "fez justiça", então foi para os ricos contra a classe trabalhadora e os pobres.

Essa “conclusão” demagógica e tardia da ONU não acontece do nada. Diante da reabilitação eleitoral, e agora da consolidação de sua chapa com Alckmin, o que acena para o mercado financeiro e para os capitalistas, Lula deixa bem claro quais são seus objetivos: administrar a obra do golpe, que inclui diversos ataques como a reforma trabalhista, que Lula não pretende revogar. A ONU, instituição que está à serviço dos imperialistas, dá uma cartada a serviço de um projeto neoliberal no Brasil. Isso ocorre em um contexto internacional de crise de hegemonia norte-americana, cujo protagonista, Joe Biden, não quer que Bolsonaro - aliado de Trump - seja reeleito, e Lula-Alckmin já firmaram diversas alianças com os imperialismos europeus, como o alemão e o francês, do neoliberal e inimigo dos trabalhadores Macron, que acaba de ser reeleito.

Lula e o PT, na realidade, não apenas aceitaram o golpe como agora se reconciliam e se preparam para governar com os golpistas, aceitando e dando seguimento à obra econômica do golpe institucional protagonizado em grande parte por Moro. O programa do PT e, agora, a chapa Lula-Alckmin é um seguimento, ainda que com um salto de qualidade, na linha petista de conciliação de classes, administração do capitalismo em crise, sem a possibilidade de conceções mínimas como houve nos governos dos anos 2000.

Apenas a classe trabalhadora com um programa político com independência de classe pode dar uma resposta à altura para esse autoritarismo do regime político podre brasileiro e construir uma outra alternativa que supere pela esquerda o PT e os partidos que capitulam à sua política, como mais recente e profundamente o PSOL. Por isso, diferente de como as grandes centrais sindicais encaram o dia 1º de maio, em que farão atos eleitorais em defesa da conciliação de classe e da chapa Lula-Alckmin, precisamos de atos independentes, para defender as necessidades da classe trabalhadora, que sofre em meio à crise, rechaçar a extrema-direita nas ruas, e fortalecer uma posição de independência de classe.

Leia também o Editorial do MRT: 1M: Precisamos de atos independentes da burocracia sindical para defender um programa dos trabalhadores e rechaçar o bolsonarismo nas ruas!




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