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Faísca USP | 5 Propostas da Faísca Revolucionária para a primeira assembléia presencial da Letras USP

Nesta quinta-feira, dia 28, às 11h50 horas e às 18h30, ocorrerá a primeira assembleia presencial do curso de Letras. No curso onde temos um grande setor de estudantes sofrendo com a precarização e falta de permanência na Universidade não faltam motivos para ser parte e construir esse espaço. Elencamos aqui alguns deles!

quinta-feira 28 de abril | Edição do dia

Não é novidade para os beletristas a situação de miséria que o governo Bolsonaro e que todo regime político vem aprofundado para a juventude. São ataques, precarização e iniciativas de privatização na educação pública em todo o país. Na USP vemos como é o gerenciamento dos governos do PSDB há décadas, com sua lógica neoliberal na educação, e sentimos o sucateamento da universidade pública através, por exemplo, dos parâmetros de sustentabilidade aprovados em 2017 na USP congelando gastos com contratação de professores e funcionários e com a permanência estudantil.

Vemos uma reitoria e uma burocracia universitária que parece rir da cara do estudante e do trabalhador ao gozar de supersalários enquanto sentimos o desabamento da educação pública todos os dias com a falta de professores, carência de salas de aula, tendo que nos deslocar do nosso instituto para outros em que não temos nenhuma relação ou convívio, com as filas quilométricas nos bandejões, tendo que muitas vezes, ao chegar de trabalhos precários e cansativos, ter que escolher entre a aula e a refeição, além de termos que enfrentar circulares lotados. Essas condições da falta de permanência estudantil afeta principalmente as mulheres, negres e LGBTs, setores mais precarizados da universidade e que estão presentes nos corredores da nossa querida Letras tentando seguir a graduação, curso este que justamente por não ser visto como um curso mercadológico, que dê lucro para as empresas privadas ligadas à Universidade, sofre ainda mais profundamente com os ataques.

Por isso é fundamental a confiança na força da nossa luta, aliada aos funcionários e professores! Não podemos cair ter ilusões na estratégia de conciliação de classes, como faz o PT faz na política em geral, aliando-se com os mesmos setores que nos atacam, como na chapa Lula-Alckmin, e na USP a frente do DCE se reflete em subordinarem a luta dos estudantes aos interesses da burocracia universitária. A autoorganização é necessária para conseguirmos nossas demandas, batalhando contra a lógica neoliberal na educação implementada fortemente pelos governos do PSDB em São Paulo e lutando por uma universidade que esteja a serviço da população dos trabalhadores e do povo pobre, e não a serviço dos interesses de empresas que adentram cada vez mais na universidade e usam o conhecimento produzido aqui para seus interesses enquanto cursos como a Letras, que são considerados sem valor mercadológico, ficam cada vez mais sucateados.

E quais são os problemas e questões que poderíamos discutir nesta assembleia? Nós da Faísca Revolucionária elencamos 5 pontos que nós estudantes da letras temos que defender para lutar contra a precarização do ensino:

1 - Precisamos de salas Já!

Imagine chegar no seu local de estudo e saber que ele é provisório há mais de 40 anos? É essa a realidade que vivem os mais de 5 mil estudantes da Letras. Hoje, com a volta às aulas presenciais ainda durante a pandemia, muitas aulas foram deslocadas para outros institutos, alguns deles muito distantes da FFLCH, como o ICB e a administração da FFLCH. Necessitamos de salas próximas ao prédio da Letras, para facilitar a locomoção entre as distintas aulas, e precisamos de um prédio com estrutura adequada e mais salas que comportem todos nós estudantes. Além disso, e Enfrentamos um problema que vem desde antes da pandemia de salas lotadas, problema que é consequência justamente do que desenvolveremos a seguir.

2 - Precisamos de contratação de professores e funcionários

Com professores se aposentando, tirando licença e morrendo deixando de dar aulas por diversos motivos, seria natural que imediatamente fossem feitos concursos para contratação de novos professores, e na realidade a reitoria, teoricamente, deveria garantir isso, que é o chamado gatilho automático, porém na prática o que acontece é que com o passar do tempo os professores contratados e terceirizados vêm acumulando cada vez mais trabalho e funções, e a contratação de professores temporários terceirizados, que trabalham por meio de contratos precários e com menores salários, são situações que prejudicam e precarizam ainda mais prejudicando e precarizando cada vez mais o ensino, com salas lotadas e professores sobrecarregados. É urgente a contratação de professores e funcionários com salários dignos e a efetivação dos terceirizados, pois estes são os trabalhadores que garantem o funcionamento da universidade.

3 - Por permanência já!

Pensando no dilema que muitos estudantes estão tendo entre ter que escolher entre assistir às aulas ou comer, é necessário o aumento dos bandejões, que deve ser acompanhado juntamente pela contratação de mais funcionários e efetivação dos terceirizados sem necessidade de concurso público, para que não haja sobrecarga de trabalho. Também é necessário lutarmos pelo aumento da frota dos circulares, por melhorias na Pró-aluno, como mais cotas de impressão, contra o sucateamento do CRUSP, que muito de nós (sobre)vivemos!

4 - Unidade entre os três setores

É preciso dar uma saída independente da reitoria e da burocracia universitária, uma saída dos 3 setores que de fato colocam essa universidade para funcionar: os estudantes, funcionários e professores. Nós que sentimos na pele no dia-a-dia os problemas da universidade é que devemos escolher os seus rumos! Não podemos confiar nas demagogias e o dito "bom senso" das diretorias das faculdades e da própria reitoria! Para isso também tanto os CAs e como DCE(PT), não podem deixar nossa luta se subordinar a estes a gentes, que só busca garantir seus privilégios e os interesses da burguesia dentro na universidade!
Para isso o nosso DCE, entidade que representa todos os estudantes hoje dirigida pelo PT, PCdoB e Levante, e também os Centros Acadêmicos, não podem deixar nossa luta se subordinar aos interesses dessa burocracia universitária, que só busca garantir seus privilégios e os interesses dos grandes empresários na universidade.

5 - Abertura do Livro de contas

Este ponto é fundamental, a luta pela abertura do livro de contas da USP é importante para sabermos onde está sendo investida a verba da universidade, ponto mínimo que todos deveríamos ter o direito de saber. Devemos ir contra os privilégios e supersalários da burocracia universitária e por mais investimento em permanência estudantil e salários dignos para os funcionários e professores.

É chave que esses espaços sejam construídos massivamente com todos os estudantes e forças políticas, para que seja um espaço democrático em que possamos discutir entre nós as nossas demandas e como nos organizamos para batalhar por tais. Por isso chamamos todes estudantes a participarem ativamente e a construírem a assembleia da Letras que acontecerá às 11h50 horas e às 18h30, na frente do prédio.




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