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AUMENTO DO GÁS | 4º aumento do gás no ano: sufoco para o trabalhador, fortuna para os acionistas

Mais um aumento do gás, o quarto apenas neste ano, significa sufoco para o trabalhador que chega a pagar 120,00 por um botijão e garantia de fortuna para os acionistas internacionais da Petrobras que nunca lucraram tanto.

sexta-feira 2 de abril de 2021 | Edição do dia

A Petrobras anunciou aumento no preço médio de venda do gás liquefeito de petróleo (GLP) em 5% para as distribuidoras hoje. O quilo do gás liquefeito de petróleo (GLP) produzido nas refinarias da Petrobras vai ficar, em média, R$ 0,15 mais caro. O quilo do produto passa a ser vendido a R$ 3,21 e o botijão de 13 kg, a R$ 41,68.

O último reajuste realizado pela Petrobras foi em 1º de março, o que deixou o preço do botijão em R$ 83,25. No Rio, o preço médio está em R$ 75,99. O valor mais alto do combustível está na região Centro-Oeste, a R$ 120,00.

Este é o quarto aumento do ano e reflete a demagogia do governo federal por um lado, quando Bolsonaro discursa hipocritamente contra o aumento dos preços, mas como bom capacho do imperialismo que é, segue na manutenção do mecanismo anterior fundamental para a alta dos preços, que é a subordinação do país ao imperialismo e ao capital estrangeiro.

Entenda: Gás de cozinha aumenta mais uma vez, garantindo o lucro dos donos estrangeiros da Petrobras

A Petrobras vem sendo vendida a outras empresas estrangeiras e grandes acionistas milionários, com início desse processo ainda no governo PT, sendo aprofundado por Temer e ainda mais por Bolsonaro, chegando hoje a ter 43% nas mãos do capital estrangeiro e, portanto, subordinada aos seus interesses. Recentemente, o STF autorizou que a privatização de campos, refinarias e plataformas pudesse ser feita sem licitação, o que levou a negociações secretas no atual governo, com a entrega das riquezas naturais por valores muito abaixo do preço.

Saiba mais: Combustíveis caros: um projeto político do regime do golpe para favorecer o imperialismo

Segundo o petroleiro Leandro Landredi: “Se a Petrobras fosse 100% estatal e administrada pelos trabalhadores do pulso ao busto, seria possível garantir combustível barato para toda população, seria possível garantir empregos e desenvolvimento de tecnologias no país”, veja declaração completa no vídeo:




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