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FORA BOLSONARO, MOURÃO E OS MILITARES | 3J: Assembleias de base já para organizar as mobilizações

Após a expressão dos últimos atos nos dia 29M e 19J que mostrou força e disposição de luta, do escândalo da Covaxin na CPI, dos níveis de miséria, fome e precarização que só aumentam, e da política assassina de Bolsonaro que carrega nas costas 513 mil mortes, o ódio que tomou as ruas e que de forma espontânea se manifestou no último final de semana, impôs um novo dia de luta no próximo sábado 3 de julho.

segunda-feira 28 de junho | Edição do dia

Foto: Reprodução/Mídia Ninja

A insatisfação popular cresce diante da crise sanitária, econômica, política e social, que leva a um nível de miséria e precarização que atinge recordes. Ao mesmo tempo, fica mais claro a cada dia que é a classe trabalhadora que move tudo na sociedade, o que no capitalismo se dá em base à exploração e opressão de milhares em prol do privilégio de alguns, o que evidencia a necessidade de mudança.

Nesse momento se torna urgente a organização de nossa insatisfação. A expressão das ruas mostra a disposição de luta e o limite em que chegam os trabalhadores e a juventude diante de tamanho caos, enquanto uns poucos acumulam ainda mais riquezas, mais de 14 milhões de famílias estão na miséria. Um ônus que não está só nas costas de Bolsonaro, mas de todos que administram esse degradado regime advindo do golpe institucional, como governadores, congresso e STF.

A importante convocação de atos não pode se bastar em que as direções do movimento de massas, como CUT e UNE, dirigidas pelo PT e pelo PCdoB, escolherem um dia e convocar nas redes sociais. É necessária a organização desde a base, com assembleia democráticas e deem voz e voto a todos os trabalhadores e estudantes que queiram se expressar nelas, colocando como sujeito da luta cada um e cada uma que se indigna com Bolsonaro, Mourão, as reformas e as privatizações.

As centrais sindicais como a CUT e as entidades estudantis como a UNE, ambas com expressão nacional e peso entre trabalhadores e estudantes, deveriam ser agentes de organização dessa raiva e de dar voz aos que querem se expressar, diferente do que tem feito. Exemplo disso foi na convocação de um próximo dia de luta para o dia 24 de julho, por fora de qualquer discussão nas bases. Os escândalos da CPI e a reação que geraram mostraram o que muitos estudantes e trabalhadores já sabiam: a política de fazer um ato a cada mês não é capaz de responder aos absurdos do governo e do regime. Essa política das entidades estudantis e dos sindicatos, ao invés de impulsionar e organizar a luta, serve para descomprimir e controlar o movimento, com o objetivo se que sirva somente como desgaste institucional de Bolsonaro, preparando a candidatura de Lula rumo a 2022.

Enquanto a realidade se impõe, o papel das burocracias sindicais e estudantis se torna mais claro e a exigência a que de fato organizem a luta, mais urgente. A esquerda, nos sindicatos dirigidos pela CPS-Conlutas ligada ao PSTU, e Intersindicais, e também nos DCE e CAs onde PSOL, UP, PCB, deveriam dar exemplo convocando espaços assim e exigindo que as grandes centrais sindicais convoquem uma greve geral. Por assembleia de base já, que deem voz aos trabalhadores e estudantes e não somente às direções burocráticas dessas entidades.

Veja mais: UNE decide burocraticamente esperar 1 mês para o próximo ato: por assembleias de base já!

Que as centrais sindicais convoquem uma greve geral, que através dos métodos de luta dos trabalhadores em unidade com a juventude, coloque em cheque Bolsonaro, Mourão e todos os que se articulam para manter esse sistema funcionando contra nós. Os atos não podem ter apenas um caráter eleitoral para enfraquecer Bolsonaro até 2022 e muito menos serem usados para fortalecer os golpistas da CPI e mesmo a armadilha do impeachment, que coloca Mourão na presidência.. Isso só se dará através da organização nas bases, para que a decisão de como prosseguir venha destes que sentem na pele as mazelas desse sistema.

Veja também: Fora Bolsonaro e Mourão! Que as centrais sindicais convoquem uma greve geral!




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