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Cajamar | 3 anos de luta: a Ocupação dos Queixadas resiste!

Localizada na cidade de Cajamar, na Zona Norte da região metropolitana de São Paulo, a Ocupação dos Queixadas completa seus 3 anos de resistência em meio ao governo Bolsonaro.

domingo 17 de julho | Edição do dia

No último sábado estiveram presentes a delegação do MRT e Esquerda Diário, partidos que compõem o Polo Socialista e Revolucionário, estudantes da USP e outras correntes junto Movimento Luta Popular e a CSP-Conlutas no ato político e na comemoração dos 3 anos de resistência da ocupação Queixadas, que abriga mais de 100 famílias constituídas de trabalhadores e crianças munícipes de Cajamar. O nome Queixadas vem em homenagem aos trabalhadores da Companhia Brasileira de Cimento Portland Perus, que na década de 1960 entraram em greve exigindo o pagamento de seus salários e por melhorias na exaustiva e insalubre condição de trabalho, e que não aceitaram o acordo feito pela patronal dona do que foi a maior fábrica de cimento da América Latina.

As famílias ocupam a região que estava há mais de 19 anos vazia e sem função social. Essas famílias lutam pelo seu direito à moradia, e juntamente, com outros movimentos sociais organizam a ocupação que conta com uma horta comunitária, uma brinquedoteca, a biblioteca popular Yara Gabrielle, em homenagem a uma criança filha de moradores falecida no início da ocupação e um “Barracão” que foi idealizado por estudantes de arquitetura da USP onde os moradores realizam suas atividades sociais. Durante a pandemia, professores de escolas públicas organizaram aulas de reforço escolar para as crianças moradoras da Ocupação das Queixadas

No Barracão ocorreram as atividades em comemoração dos 3 anos de ocupação que contaram com uma peça teatral, ato político com diversos grupos e partidos apoiando o chamado dos trabalhadores e a roda samba.

Dentre os presentes no ato, a professora Maíra Machado contribuiu com sua fala se solidarizando e colocando que é preciso unidade dos trabalhadores e estudantes com o movimento de luta por moradia, colocando a necessidade de uma Reforma Urbana radical. Ressaltou que para conquistar esse direito e derrotar o bolsonarismo e a direita é preciso apostar na luta de classes. Em sua fala relembrou da violenta e trágica desocupação de Pinheirinho, que há 10 anos assassinou dois ocupantes na ação da PM a mando do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin.

O Esquerda Diário se solidariza e apoia as famílias que lutam na ocupação Queixadas pelo direito à moradia e está aberto para contribuir nessa luta.




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