Política

29M: FORA BOLSONARO, MOURÃO E MILITARES

29M: Dezenas de milhares em todo o país tomam as ruas contra Bolsonaro

Dezenas de milhares de jovens e trabalhadores em todas as grandes cidades do país, e dezenas do interior, participaram de marchas e protestos contra Bolsonaro e seu governo de extrema direita. Para potencializar as manifestações de rua, os sindicatos precisam chamara uma paralisação nacional, para unificar de fato a luta da juventude com a classe trabalhadora.

sábado 29 de maio| Edição do dia

Dezenas de milhares de jovens e trabalhadores em todas as grandes cidades do país, e dezenas do interior, participaram de marchas e protestos contra Bolsonaro e seu governo de extrema direita. Os números dessa jornada do 29M superam amplamente o número de manifestantes nos últimos atos bolsonaristas, mostrando o enorme rechaço ao governo, assim como a Mourão e os militares, responsáveis junto a Bolsonaro pela catástrofe sanitária e econômica.

A imprensa oficial, que iniciou a jornada escondendo os atos, foi obrigada a cobri-las, tratando de proteger os atores desse regime do golpe institucional (Congresso, Supremo Tribunal Federal, governadores) que também são responsáveis pelas quase 460 mil mortes pela COVID-19, pelo desemprego e a fome.

Em São Paulo, dezenas de milhares de pessoas protestaram na Avenida Paulista, ocupando quarteirões inteiros desde o MASP até a a Avenida Consolação, superando amplamente os atos bolsonaristas tradicionalmente sediados próximos à FIESP. No Rio de Janeiro, em Belo Horizonte, em Porto Alegre, em Brasília, em Recife, e distintas capitais, as ruas foram tomadas por manifestantes com grande heterogeneidade de reivindicações, coincidindo em combater os ataques do governo. As colunas de jovens universitários de todo o país foi impressionante, que voltam em peso às ruas com a maior contundência desde as massivas manifestações do 15M em 2019.

Trata-se da jornada de luta mais massiva contra Bolsonaro desde o início da pandemia do coronavírus, o que representa um marco político para a conjuntura nacional. Vale lembrar que a jornada do 29M ocorre em meio à rebelião de massas da juventude na Colômbia contra o governo direitista de Iván Duque, aliado de Bolsonaro; assim como à enorme luta do povo palestino contra os bombardeios criminosos do Estados terrorista de Israel, apoiado por Bolsonaro.

Ficou claro que há forças reais para derrotar Bolsonaro, e só não foi maior porque as direções sindicais da CUT (PT) e CTB (PCdoB) não convocaram nem organizaram as bases da classe trabalhadora para atuar juntamente com a juventude. O diretório estadual do PT no RJ (com a declaração do vice-presidente petista, Quaquá) e o diretório estadual do PSOL em Pernambuco chegaram a desconvocar as manifestações do 29M às vésperas da jornada, sem ter êxito em desativá-las. Um aliado da “frente ampla” de PT e PSOL, o PSB, usou a PM de Pernambuco para reprimir o ato em Recife, e o próprio PT reprimiu o ato em Juazeiro do Norte (CE). Esses obstáculos não foram capazes de calar a ira dos que foram aos atos contra o governo, apoiados por setores de massas em todo o país.

Por isso, não adianta dizer que "não dá para esperar 2022", quando a política é de impeachment, que levaria o reacionário general Mourão para a presidência - política essa que toda a esquerda (do PSOL ao PSTU) se leva adiante. O Movimento Revolucionário de Trabalhadores, e o Esquerda Diário, estiveram em dezenas de cidades defendendo que as demandas viscerais da população, legítimas num momento de pandemia e desemprego, estejam politicamente ligadas a derrotar não apenas Bolsonaro e Mourão, mas todo o regime golpista, lutando por impor uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana.

Para potencializar as manifestações de rua, os sindicatos precisam chamara uma paralisação nacional, para unificar de fato a luta da juventude com a classe trabalhadora. Quem “organiza magistralmente” as aglomerações e as mortes são Bolsonaro, Mourão, os militares, o Congresso, os governadores e o STF, todos a serviço dos capitalistas. Com os cuidados sanitários, é necessário incrementar a batalha contra Bolsonaro e todo o regime do golpe. A luta por vacinas para todos, contra o desemprego e a fome – reivindicações tomadas por todos no 29M – pode estar conectada a um combate a todos os responsáveis pelas penúrias das massas, que enriquecem empresários e banqueiros enquanto nos reservam miséria e morte.

Veja alguns dos fatos deste dia:

Em São Paulo, a Avenida Paulista ficou abarrotada de manifestantes, com mais de 50 mil pessoas presentes. Há muito não se via uma manifestação dessas proporções. Foram movimentos sociais, estudantes e diversas categorias de trabalhadores, como os metroviários, que protagonizaram uma importante greve na semana passada e agora participaram do ato junto aos estudantes exigindo "Fora Bolsonaro, Mourão e os militares".

Milhares de pessoas repudiam Bolsonaro e Mourão em ato em São Paulo

Em Brasília milhares tomam as ruas nesse 29M contra Bolsonaro

Milhares de estudantes e trabalhadores estão concentrados em frente ao Museu Nacional em Brasília.

Em Recife, milhares de pessoas marcham no ato do 29M

Milhares de pessoas marcharam nas ruas da capital pernambucana, a partir da Praça do Derby em Recife. Trabalhadores da CHESF (Eletrobrás), professores, funcionários da UFPE e estudantes estão nas nas ruas mostrando para barrar os cortes na educação e os ataques a classe trabalhadora.

Em Porto Alegre, mais de 5 mil pessoas participaram da manifestação. Em Natal, 7 mil pessoas se manifestaram e em Belo Horizonte 10 mil pessoas marcharam contra Bolsonaro.

Em BH, mais de 10 mil pessoas tomam as ruas contra Bolsonaro nesse 29M

No Rio de Janeiro, ato massivo ocupou as avenidas da capital carioca.

Ver: Milhares marcham no centro do Rio em ato contra Bolsonaro neste 29M

Em Campinas, 3000 pessoas se reuniram no Largo do Rosário contra Bolsonaro.

Ocorreram manifestações também em outras cidades pelo Brasil, que também chegaram a reunir milhares de pessoas em algumas cidades.

Em Salvador, foram milhares que manifestantes que se concentraram a partir das 10h na Praça do Campo Grande, em ato que foi até a Praça Castro Alves. Em Feira de Santana, também na Bahia, ocorreu uma manifestação com 2 mil pessoas, segundo o Brasil de Fato.

(Foto: Mídia Ninja)

Em Goiás, o ato de Goiânia começou as 9h na Praça Cívica, também juntando milhares, segundo a Rede Brasil Atual. Ocorreram ainda atos em outras cidades do estado como Jataí, Pirinopólis e Catalão.

Ato em Goiânia. (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Em Florianopólis, o ato teve cerca de 20 mil pessoas, segundo os organizadores, e começou as 10h30, no Centro da cidade. Em Santa Catarina, aconteceram manifestações em Criciúma, Joinville, Jaraguá do Sul, Blumenau, Itajaí e Chapecó.

Em Campo Grande, o ato reuniu cerca de 300 pessoas, segundo o G1.

Em João Pessoa, a manifestação contou com 2 mil pessoas, segundo a organização, e terminou no Parque Sólon de Lucena, onde se encontrou com uma carreata. Ainda na Paraíba, houve manifestação também em Campina Grande.

Milhares de manifestantes se reúniram também em Belém do Pará, em ato que se concentrou a partir das 8h na Praça da República. Manifestações ocorreram também em outras cidades do Pará, como Marabá e Parauapebas.

Manifestação em Belém. (Foto: Brenda Baliero/ Setorial de Comunicação do MST)

Em Maceió, a manifestação se concentrou na Praça Centenário e reuniu cerca de 5 mil pessoas, segundo a organização. No interior, ocorreram manifestações em Delmiro Gouveia e Arapiraca.

Manifestação em Delmiro Gouveia (AL). (Foto: Coletivo de movimentos e organizações sociais do Sertão Alagoano)

Em Aracaju, a manifestação foi na Praça dos Mercados, no Centro da cidade, e além de seguir toda a pauta nacional, também repudiou o despejo da Ocupação João Mulungu, que aconteceu no domingo (23/05).

(Foto: CUT/SE)

Na capital do Maranhão, São Luís, manifestantes colocaram cruzes na Praça Maria Aragão, protestando contra a gestão da pandemia e os mais de 450 mil mortos.

Palmas também teve manifestação, que andou pela avenida JK. Em Porto Velho, o ato começou em frente a Universidade Federal de Rondônia e depois se encontrou com uma carreata.

Manifestação em Palmas. (Foto: Divulgação)

Carreata em Porto Velho. (Foto: Comunicação FBP RO)

Manifestantes em Berlim com faixa "Bolsonaro Genocida"

Protesto em Londres contra Bolsonaro

Manifestante britânico com cartaz responsabilizando Bolsonaro pelas mais de 450 mil mortes por covid-19 no Brasil.




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