Juventude

USP RUMO AO DIA 29

29/05 na USP: Por que precisamos de um bloco pelo Fora Bolsonaro, Mourão e os golpistas?

No próximo sábado, dia 29/05, ocorrerá um dia nacional de luta contra os cortes nas universidades e institutos federais e contra Bolsonaro. A UNE está convocando como um dia de “Fora Bolsonaro”. Nós da Juventude Faísca Revolucionária achamos que é fundamental que os estudantes lutem também contra todos os responsáveis pela atual situação do país, como Doria e todos os setores do regime que aplicaram o golpe de 2016 e que aprofundaram os ataques à educação.

terça-feira 25 de maio| Edição do dia

Foto: Reprodução Twitter

Depois de diversas greves e processos de luta localizados, como a greve dos metroviários de São Paulo, este dia nacional de luta pode ser uma importante oportunidade para que a classe trabalhadora e a juventude retomem as ruas para reagir aos cortes de orçamento, a retirada de direitos e a situação calamitosa da pandemia, fruto da política negacionista de Bolsonaro e alas militares no governo, como o nojento Pazuello, e da demagogia do STF e dos governadores que se dizem oposição mas que atacam os trabalhadores e a juventude, expondo ao risco de contaminação sem garantia de vacinas, com corte de salários e demissões como se expressa aqui na USP pela política de João Doria (PSDB).

A direção majoritária da UNE, dirigida pelo PCdoB, PT e Levante Popular da Juventude, quer transformar os atos em um dia de luta pelo impeachment de Bolsonaro, o que colocaria na presidência o general Mourão, saudosista da ditadura militar. Sem se enfrentar justamente com aqueles que os colocaram no governo: Os golpistas do STF e do Congresso Nacional que apoiaram o golpe institucional de 2016 e que desde então vem decidindo os rumos do país para aprofundar uma agenda de duros ataques, retirada de direitos e privatizações ainda mais profundos daqueles que o governo do PT vinha aplicando. São os mesmos que manipularam as eleições de 2018 com a prisão arbitrária de Lula e que são responsáveis diretos de sustentar Bolsonaro na presidência até agora.

Será que toda a nossa energia de luta deve estar em função de apostar na institucionalidade contra Bolsonaro, se aliando aos mesmos políticos que cortaram a nossa carne, principalmente a carne negra, para manter o lucro dos capitalistas? O PT aposta nas eleições de 2022, na frente ampla com figuras como FHC e do Centrão, sem questionar minimamente nenhuma reforma que foi tratorada contra a juventude e os trabalhadores desde o golpe. Mas é agora que a fome e a miséria estão aumentando, é agora que as centenas de milhares de pessoas estão morrendo por COVID-19. E é agora e com a luta que queremos dar uma basta a toda essa situação de crise econômica e sanitária.

Na quarta-feira, dia 26, acontecerá a primeira Assembleia Geral dos estudantes da USP desde que as aulas foram suspensas, ou seja, depois de quase um ano e meio, convocada pelo DCE Livre da USP que é dirigido pelos mesmos partidos da majoritária da UNE (PT, PCdoB e Levante). Queremos aqui discutir a importância de que os estudantes da USP saiam às ruas no dia 29 gritando em alto e bom tom contra os cortes na educação e contra Bolsonaro, Mourão e os golpistas!

Contra qualquer ilusão nessa institucionalidade podre golpista, nós da juventude Faísca temos lutado para que a UNE convoque e construa assembleias democráticas com voz e voto em todo o país para que os estudantes possam debater como se organizar pela base. Além disso, lutamos para que cada universidade organize blocos unificados e que se enfrente com Bolsonaro, Mourão e contra todos esses atores do regime do golpe, como fizemos na assembleia dos estudantes da Letras

O que está em jogo é um projeto neoliberal de país em que os jovens tenham cada vez menos o direito à educação, em que a classe trabalhadora não tenha direito a saúde pública, gratuita e de qualidade, e que a gente seja condenado a morrer trabalhando para garantir os lucros capitalistas. Em prol desses ataques, como foi a PEC do Teto de Gastos, aprovada em 2017, que restringe investimentos à saúde e educação, todos os políticos sujos da burguesia se unem. Precisamos então nos unir com a classe trabalhadora e de forma independente para dar uma resposta à altura. Nós da Faísca alertamos que nesse caso os inimigos dos nossos inimigos não são os nossos amigos!

Veja também: Unificar a luta da juventude com os trabalhadores sem confiar nas saídas do regime golpista

Essa será a batalha que a juventude Faísca dará na assembleia geral do dia 26, para que seja organizado um forte bloco unitário da USP pelo Fora Bolsonaro, Mourão e os golpistas no dia 29, como parte da luta que estamos dando em todo o país para que os atos sejam massificados, em unidade dos estudantes com os trabalhadores, para que possa significar uma retomada das lutas no país, nos inspirando na Colômbia e também na greve dos metroviários, contra todo esse regime que nos ataca.

Contra os desmontes às universidades e à educação como um todo, que vêm sendo realizados por causa do mecanismo da dívida pública e também a PEC 55, defendemos uma Constituinte Livre e Soberana imposta pela nossa luta para revogar cada um dos ataques, fazer com que sejam os capitalistas que paguem pela crise!




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