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CORONAVÍRUS

276 a espera de vaga para covid-19 no Rio: Crivella, Castro e Bolsonaro são responsáveis

A situação do coronavírus no estado volta a se tornar alarmante, são 121 a espera de um leito de UTI. Os governantes realizaram política eleitoreira de abrir e depois fechar hospitais de campanha para beneficiar empresários.

sexta-feira 27 de novembro de 2020| Edição do dia

Imagem: Reginaldo Pimenta / O Dia

Há unidades particulares procurando leitos vagos em cidades vizinhas. Mesmo os leitos que restam na rede pública estão bloqueados para uso eventual por pacientes já internados que podem precisar ir para a UTI.

O Rio hoje possui apenas uma emergência do SUS em pleno funcionamento para covid-19. A taxa de ocupação dos leitos de UTI da rede particular na cidade do Rio de Janeiro já passa de 90%. Na rede SUS da capital, a situação é similar, a taxa de ocupação de leitos de UTI destinados à doença está em 90%.

A situação de tragédia social que o Rio se encontra novamente por conta da pandemia é de total responsabilidade de Crivella, Witzel, Claudio Castro e também Bolsonaro, junto ao empresariado. A falta de leitos novamente é uma demonstração de que esses governantes nunca se importaram com as vidas. Não garantiram testes massivos e nenhum momento e em diversas vezes, como agora, faltaram leitos.

Além de não haver quarentena para os trabalhadores e o povo pobre que tiveram de se amontoar dentro de transportes lotados, comandados por empresas que ainda receberam milhões de subsídio. Na prática, a lotação de leitos já é total:

“Esse crescimento [da taxa de ocupação dos leitos] se torna preocupante, principalmente porque a gente está em uma capacidade quase máxima. A gente está chegando num ponto de estresse grande, e aí a rede começa a ficar bastante crítica”, disse médico ao G1, ao analisar a situação da rede privada.

Já são 1.044 pacientes internados nos hospitais públicos na capital. Nas UTIs, são 493 doentes. Em todo o estado, através do SUS, 276 pessoas estão na fila para internação por Covid, sendo que 123 necessitam de UTI.

Mesmo com plano de saúde, o G1 relatou a situação da Dona Yolandina precisou que esperar 30 horas na emergência do Hospital São Francisco Xavier, na Tijuca, Zona Norte da cidade, antes de conseguir ser internada:

“A minha avó tem 95 anos, está nesse quarto, não tem ar-condicionado. O ar-condicionado não funciona, a janela está aberta”, disse a neta da paciente.

Uma moradora de Campo Grande, na Zona Oeste, teve que pagar a consulta e o teste do próprio bolso. Ela disse que não conseguiu ser atendida em nenhuma unidade da rede pública perto de casa:

“Me mandaram para clínica na Camari. Chegando lá, a diretora com nome de Eliane disse que não tem médico para atender”

Os pacientes não conseguem fazer os exames nas UPA´s. Nunca houve testes massivos no Rio e nem no país. Durante o pico da pandemia, em 9 de maio, a fila chegou a estar em 1.283 pacientes e cariocas morreram sem serem atendidos.

A letalidade não é só do vírus, mas principalmente de um sistema de saúde que há anos vem sendo atacado, privatizado, incapaz de atender problemas de saúde cotidianos, em favor dos lucros de bancos, indústrias farmacêuticas e dos monopólios privados de saúde.

A primeira e mais necessária medida pela qual é necessário batalhar hoje é a centralização do sistema de saúde, incluindo toda saúde privada (desde os grandes laboratórios até as clínicas hospitalares e hospitais privados). Para que não estejamos submetidos aos mesmos erros que preservaram o lucro em detrimento da vida, essa centralização deve ser colocada sob gestão dos trabalhadores da saúde e com controle dos usuários, apontando no sentido da total estatização da medicina privada e de um SUS 100% estatal, público e gratuito.

Nas eleições desse domingo, 2 carrascos da saúde no Rio

Durante seu governo, Crivella precarizou a saúde de forma alarmante, responsável por cortar 800 milhões, demitir milhares em seu governo, fechar unidades básicas e atrasos sistemáticos de salários. Durante a pandemia, não garantiu testes para população e EPIs para os trabalhadores da saúde, que tiveram seus salários atrasados em pleno auge de contaminação na cidade.

Paes também fez cortes milionários na saúde e implementou o sistema de Organizações Sociais no Rio, que terceiriza a saúde para empresas lucrarem com um direito. A Iabas, empresa que saqueou os cariocas em plena pandemia junto a Wilson Witzel, começou a prestar serviços à prefeitura em sua gestão.




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