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Novembro Negro | 20N: Vem com o Quilombo Vermelho lutar contra o racismo e por Fora Bolsonaro e Mourão

Chamamos a estar nas ruas nesse dia 20 por #ForaBolsonaroeMouraoRacistas, contra a fila do osso, a precarização e as chacinas e para que os capitalistas paguem pela crise. 

quarta-feira 17 de novembro | Edição do dia

Estamos indo para o quarto ano de um governo que se elegeu dizendo que os quilombolas não serviam nem para procriar, um governo marcado pelo racismo desde seu surgimento, que aos negros e negras, aos trabalhadores, relega fila do osso, fome, precarização do trabalho, desemprego e que busca até mesmo apagar a história rica e impressionante dos negros e negras contra a escravidão, como anunciou Sérgio Camargo da Fundação Palmares que quer trocar o nome da Fundação para Princesa Isabel. 

Querem negar até mesmo o direito a nossa própria história, dizendo que a escravidão foi obra da Coroa e não da luta imparável de escravos e escravas insurretos que atravessou séculos e que se inspirou na vitória da Revolução Haitiana no início do século XIX. Retomar Palmares é retomar a maior expressão brasileira da decisão negra e escrava de lutar por sua liberdade, uma expressão da luta de classes em seu tempo, que mostra que não é possível separar a luta negra do conteúdo de classes e assim da luta anticapitalista.

É esse conteúdo que nós do Quilombo Vermelho buscamos retomar nesse 20N e chamamos todes que compartilham dessas ideias a retomar conosco. Nesse 20N vamos as ruas gritar por Fora Bolsonaro e Mourão, porque não lutamos apenas contra Bolsonaro, mas também contra Mourão, que afirmou que não existe racismo no Brasil e que junto aos militares tem o sangue negro na caserna, como mostra a ditadura militar, ocupação militar no Haiti, que ocorreu nos anos de governo do PT e casos emblemáticos como de Evaldo Rosa, morto com mais de 80 tiros por militares no RJ. 

Além disso, não temos confiança alguma nas instituições como o Congresso e o STF, que aprovam todas as reformas e ajustes aos trabalhadores, que atingem sobretudo as massas negras. Judiciário que sustenta e dá impunidade à polícia mais assassina do mundo, e que mantém milhares de jovens negros nas prisões sem julgamentos.

É na força da nossa história que recentemente vimos se expressando no movimento Black Lives matter, aliado aos trabalhadores brancos, que nos inspiramos para neste 20N irmos às ruas lutar contra esse governo e reivindicar uma assembleia constituinte livre e soberana, onde seja o povo e não esses poderes podres que tomem as rédeas da política. E para que no choque de interesses com a burguesia possamos defender um governo de trabalhadores de ruptura com o capitalismo.

Onde possamos lutar por reforma agrária e reforma urbana radical, para acabar com a fome e com as condições subumanas de moradia. Igualdade salarial entre negros e brancos, homens e mulheres, efetivação dos terceirizados sem concurso, contra a precarização, fim das operações policiais e dessa polícia racista e assassina. 

Além de um reajuste salarial de acordo com a inflação, dividindo as horas de trabalho entre todos, para que todos possam trabalhar e receber um salário mínimo necessário para viver em condições dignas. São essas ideias que o Quilombo Vermelho, luta negra anticapitalista, levará para esse 20 N, sempre unificando as demandas negras com as demandas dos trabalhadores, já que não há uma sem a outra no nosso país. 

Esse papel de unificar as demandas e convocar um 20N com força, organizado desde cada local de trabalho e estudo, poderia ser dos sindicatos e centrais sindicais, sobretudo os que são dirigidos pelo PT e PCdoB, como a CUT e CTB, mas pelo contrário, apesar de no discurso falarem que estarão nos atos do dia 20, na prática não convocam as categorias de trabalhadores onde estão para que sejam parte da mobilização e com a luta negra possa se fortalecer o grito contra esse governo, porque sua estratégia não é fortalecer a mobilização, é na verdade fortalecer as alianças com a direita, como vimos na recente fala de Lula sobre Alckmin como seu vice. 

Nesse 20N, é urgente a exigência por um plano de lutas real, que deveria ser parte da batalha de toda a esquerda, para que os trabalhadores possam se colocar em movimento defendendo uma política de independência de classe, contra os ajuste e reformas. Para isso, é possível se inspirar no exemplo da esquerda socialista Argentina que se colocou como terceira força nacional nestas eleições, sem medo de lutar por todas as demandas para que sejam os capitalistas que paguem pela crise. 

É esse o chamado que fazemos a todos os negros e negras e todos os que acreditam que é possível lutar contra a miséria da vida que os governos e o capitalismo querer impor aos negros. Chamamos a estar nas ruas por #ForaBolsonaroeMouraoRacistas, contra a fila do osso, a precarização e as chacinas e para que os capitalistas paguem pela crise. 




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