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CORONAVÍRUS | 2 mil mortes por dia é inaceitável. Vacina para todos já

2021 já teve mais mortes do que o ano de 2020 inteiro. Agora estamos na marca de cerca de 2 mil mortes a cada 24h, ainda um número absurdo. É urgente a quebra de patentes e a distribuição de vacinas para toda a população.

segunda-feira 17 de maio | Edição do dia

Enquanto Bolsonaro diz que quem fez isolamento social é idiota, já temos 436 mil mortes por covid no Brasil. Esse dado é fruto do governo negacionista que mostra muito bem sua cara ao chamar a pandemia de gripezinha sem garantir medidas mínimas de prevenção aos trabalhadores, ao mesmo tempo em que busca descarregar a crise nos mais pobres para manter os lucros dos patrões.

Por outro lado, os governadores, o STF e o congresso, apesar de tentarem se colocar como oposição ao governo, também são responsáveis por cada morte, pois desde o início passaram longe de garantir medidas básicas como testes massivos para implementar quarentenas racionais e isolamento para os contaminados e doentes, com rastreio do vírus. Junto a isso, todos eles têm um acordo em comum com Bolsonaro: são contra a quebra das patentes das vacinas e insumos.

Após 4 meses de vacinação, hoje temos 57,8 milhões de doses aplicadas, incluindo 19,1 milhões de pessoas que receberam a segunda dose e estão imunizadas, segundo dados organizados pela CNN. No entanto, estamos vivendo um cenário de falta do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) necessário para a produção da Coronavac e da vacina da AstraZeneca/Oxford, o que vai atrasar a vacinação contra a Covid-19 no país nas próximas semanas. Isso significa que muitas pessoas podem ficar sem acesso à segunda dose, um verdadeiro absurdo.

A carência e escassez de vacinas em todo o mundo ocorre, em grande parte, por conta do monopólio da produção por uma dúzia de empresas. Esse monopólio é garantido justamente pela existência de patentes, o que limita a produção mundial. Diante desse cenário, os sindicatos deveriam organizar uma ampla campanha pela quebra de patentes das grandes indústrias farmacêuticas, que só pensam em lucrar com a catástrofe, para que os próprios trabalhadores da saúde junto a especialistas disponham das pesquisas e resultados, concedendo acesso público a esses dados, com independência dos governos que, juntos com as grandes empresas, já demonstraram que a produção de vacinas está subordinada aos seus lucros, mesmo que isso signifique a morte de milhões.




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