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Trabalho escravo | 1937 pessoas foram resgatadas em condições análogas a escravidão em 2021 no Brasil

Além destes trabalhadores, 1800 crianças e adolescentes foram registradas em situação de trabalho infantil. Maior parte dos resgates aconteceram em regiões rurais, e maior parte dos trabalhadores estava na produção de bens ligados ao agronegócio. Resgates ocorreram apesar da política de Bolsonaro de evitar a fiscalização.

terça-feira 1º de fevereiro | Edição do dia

(Foto: Ministério do Trabalho/Divulgação)

Em 2021, foram 443 ações de fiscalização, segundo a Secretaria de Inspeção do Trabalho. 89% dos trabalhadores resgatados estavam em áreas rurais, e 80% eram negros, em uma demonstração do racismo que ainda mantém bastante força no Brasil.

Minas Gerais foi o estado com o maior número de trabalhadores resgatados, com 768, seguido por Goiás, com 304. O cultivo de café lidera a lista de atividades econômicas com maior número de pessoas resgatadas, com 310. Em seguida vem o cultivo de alho e a produção de carvão vegetal. Nas primeiras posições da lista, se destacam ainda atividades ligadas, comumente, a grande produção rural e ao agronegócio, como cultivo de cana-de-açúcar e criação de gado para corte.

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Em 2021, destacou-se o caso em que 116 trabalhadores foram resgatados em situação análoga a escravidão, em uma fazenda no município de Água Fria de Goiás (GO), separando palha para a produção de cigarros da Souza Paiol, maior empresa de fumo de palha do Brasil.

A lista suja do trabalho escravo, publicada pelo Ministério do Trabalho, contém o nome de diversos empresários e fazendeiros, muitos dos quais são também políticos eleitos, que foram flagrados utilizando trabalho análogo a escravidão. Muitas das empresas da lista prestam serviços ou são fornecedoras de grandes empresas, como a Unimed.

Em novembro de 2021, o presidente Jair Bolsonaro, fiel defensor do agronegócio e dos grandes empresários, editou um decreto que dificulta a fiscalização das condições de trabalho no Brasil.

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