SUBMISSÃO AOS BANCOS

15 deputados do PSB e do PDT foram favoráveis à urgência da votação da autonomia do BC

A votação que aprovou a urgência em relação à autonomia do Banco Central na Câmara dos Deputados nesse última terça-feira (9), contou com os votos favoráveis de dez deputados do PSB e cinco do PDT, inclusa Tabata Amaral, supostamente contrariando a orientação dos líderes partidários.

quarta-feira 10 de fevereiro| Edição do dia

Foto: Raphael Ribeiro/Banco Central

A autonomia do Banco Central significa uma separação dos interesses da política nacional com as ações do Banco, ficando essas à mercê do mercado financeiro.

O Projeto de Lei que prevê a autonomia do Banco Central, tem por objetivo alterar a forma de contratação e demissão do presidente do Banco Central, que até então cabia ao Presidente da República.

Com as alterações, o Presidente vai nomear o presidente do BC no meio de seu mandato, e este ficará no cargo por quatro anos, só podendo ser demitido por condenação criminal, a pedido do próprio presidente do BC ou por iniciativa do Presidente da República, tendo que ser aprovada no Senado.

Essas medidas, em resumo, separam as ações do BC do governo federal, e significam que quem vai gerir o Banco Central serão os bancos nacionais e estrangeiros.

Ou seja, com a autonomia do BC entende-se que os objetivos do banco devem ser alheios aos do governo e da política nacional, sendo determinados pelo mercado financeiro. Com as alterações, fica subentendido que as variáveis chaves para economia do país, as taxas de juros e de câmbio, serão reguladas pelo mercado, respeitando os interesses dos empresários, independentemente do governo federal.

Por isso, é um absurdo que partidos que se reivindicam progressistas apoiem tal medida na Câmara, uma vez que a autonomia do Banco Central de forma alguma é uma autonomia dos trabalhadores, que não terão nenhuma influência de interesses nas decisões do mercado financeiro à cerca das taxas de juros e câmbio.

Não é nenhuma surpresa que Tabata Amaral (PDT) tenha votado mais essa medida contra a classe trabalhadora: a deputada já expressou seus interesses alinhados aos empresários e à burguesia votando favoravelmente à reforma da previdência.

Os interesses de Tabata e de outros deputados favoráveis à urgência da PL do Câmbio em plena pandemia, em que nem o auxílio emergencial é votado com urgência, expressa um alinhamento desses setores do PSB e PDT com a política neoliberal de Paulo Guedes e Bolsonaro, que favorecem qualquer medida contra a população pobre.




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