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Em Porto Alegre | 141 terceirizadas das escolas do RS são demitidas sem direitos e fazem ato no Piratini

Dezenas de trabalhadoras terceirizadas estão sem receber há dias da empresa GCG, foram demitidas sem receber direitos básicos. Ato em frente ao Piratini ocorreu pela manhã e durou ao longo do dia.

terça-feira 19 de julho | Edição do dia

É um total de 141 trabalhadoras da limpeza das escolas estaduais que estão há semanas sem receber seus direitos. Elas foram demitidas sem receber o salário, FGTS ou multa rescisória. A empresa terceirizada, GCG, lava as mãos ve deixando as trabalhadoras na mão sem dar nenhuma resposta. O governo do estado, por outro lado, lava as mãos e responsabiliza a empresa terceirizada. Um joga a culpa para o outro e quem paga a conta são essas mulheres. Mas elas se organizaram, foram à luta em defesa de seus direitos e fizeram muito barulho em frente ao Piratini.

Várias são mães de família que já estão sofrendo com a inflação e a alta absurda nos preços dos alimentos. Não são poucas que já foram despejadas por não ter dinheiro para pagar o aluguel ou estão sendo ameaçadas de despejo. A verdade é que o governo do estado, hoje comandado por Randolfo, que era vice de Eduardo Leite (PSDB), é responsável por essa barbárie junto das empresas terceirizadas que lucram com a humilhação e a miséria das trabalhadoras. Na prática, o governo estadual descarrega a crise nas costas dos trabalhadores assim como Bolsonaro faz a nível nacional.

É preciso dar um basta na terceirização que hoje funciona como uma espécie de escravidão moderna em pleno século XXI. Essas trabalhadoras devem ser respeitadas e ter seus salários colocados em dia imediatamente, bem como deveriam ser incorporadas ao quadro efetivo do funcionalismo do estado do Rio Grande do Sul, sem a necessidade de concurso público, e receber salários e direitos dignos – sem elas, as escolas públicas do estado não funcionam.

O ato foi chamado pela Associação dos Terceirizados Unidos e teve apoio da Assufrgs e do 39º núcleo do CPERS. O Esquerda Diário esteve presente em apoio à essa luta e Giovana Pozzi, estudante da UFRGS e militante da Faísca - Anticapitalista e Revolucionária, fez uma fala em apoio durante o ato.




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