ELEIÇÕES EM SP

10 motivos para NÃO votar (e sim rechaçar) no Mamãe Falei nessas eleições em SP

Mesmo que apenas com 3% das intenções de voto para a prefeitura de São Paulo, nós devemos dizer por que você não deve votar (e deve rechaçar) no Mamãe Falei (que, por não querer mais ser chamado assim, nós chamaremos).

terça-feira 3 de novembro| Edição do dia

Mamãe Falei é como ficou conhecido Arthur do Val após virar o youtuber insuportável que ia, em nome do MBL, fazer provocações baratas em manifestações de esquerda nas ruas. Ainda que de relevância política praticamente nula, ele é parte de um movimento ultraliberal que se apoia em reacionários e ultrapassados preceitos, dando uma nova roupagem ao que deveria ter ficado no baú das velharias, e hoje concorre às eleições a prefeito na cidade de São Paulo. Pois bem: o Mamãe Falei nos deu ao longo dos últimos anos incontáveis motivos para não votarmos nele e, mais ainda, motivos para que seja terrivelmente odiado e rechaçado pelos trabalhadores e pelo povo pobre. Nesse texto, vamos listar alguns desses motivos.

1. Defensor de reformas que descarregam a crise nos trabalhadores
Foi defensor da reforma trabalhista, que destruiu a CLT, os acordos coletivos, as férias remuneradas, a jornada de trabalho de 8h, o descanso aos finais de semana e tantos outros direitos trabalhistas que instaurou como norma o trabalho ultraprecário. Também foi defensor fervoroso da reforma da previdência, que tirou a possibilidade da maioria da população de se aposentar. Defendeu esse tipo de reforma literalmente aos berros e socos, como mostrou esse ridículo episódio na Câmara.

2. A farsa do “sucateiro”
No primeiro debate eleitoral realizado pela Band com os candidatos à prefeitura de São Paulo, Arthur do Val disse que quem criticava seu passado era porque não conhecia a sua história: segundo ele, um “fui sucateiro da ZL”. Não durou 1 minuto e as pesquisas sobre o passado do coxinha já bombaram: o mentiroso é herdeiro de uma empresa de sucata. Não tem nada a ver com a história dos milhares de sucateiros pobres da cidade.

3. Já entrou em escola ocupada para ameaçar professores e estudantes
Dos episódios mais absurdos que protagonizou nessas idas às manifestações de esquerda foram nas escolas ocupadas por estudantes secundaristas. Na época das ocupações, 2015 e 2016, Arthur do Val entrava nas escolas para apavorar estudantes menores de idade. Segundo ele, “para saber sobre os motivos das ocupações”. Além das provocações, Arthur ameaçava estudantes, ameaçava professores, chamava a polícia para reprimir as ocupações políticas e chegou inclusive a receber uma denúncia de que assediou sexualmente uma estudante.

4. Acha que dar cobertor e comida a morador de rua “estraga potencial turístico” e “animaliza a cidade”
É... é chocante, mas é real. O reacionário disse isso à imprensa às vésperas de sua campanha eleitoral, em plena pandemia, onde o número de pessoas arruinadas indo morar nas ruas aumenta exponencialmente a cada mês.

5. Ele quer “acabar com a Cracolândia”
Sua visão de criminalização da pobreza e da miséria se expressa em sua política para a Cracolândia. Por fora de qualquer política de combate à fome, à miséria, ao desemprego e totalmente por fora de tratar os problemas da dependência química como um problema social e de saúde pública, o youtuber já deixou claro que quer acabar com a Cracolândia com repressão policial e com políticas higienistas.

6. Ameaças a padre por impulsionar políticas assistenciais
Se não bastasse o absurdo do que disse em relação aos moradores de rua e à Cracolândia, Mamãe Falei ainda fez uma série de vídeos (que foi obrigado a retirar do ar) contra o padre Lancelotti por este promover políticas de assistência social à população em situação de rua. Chegou a chamar o padre de “cafetão da miséria” e a repercussão de seus vídeos culminou em ameaças de morte ao padre.

7. Visão racista sobre a cultura negra
O filho de papai tem em seu programa eleitoral a tal da “Escola 360” que, entre outras coisas, disse que promoveria aulas aos filhos das mães de periferia ao invés destes gastarem energia com picho e break dance, o que ele atuaria para acabar. Ou seja, não entende nada sobre cultura, identidade e formas de expressão da população negra a ponto de achar que isso é perda de tempo, típica visão de um racista que menospreza as expressões de arte e cultura da periferia.

8. Seu ridículo projeto “Jovem Capitalista”
Ele chegou ao absurdo de propor acabar com aulas de picho e break dance para passar então a promover, através da prefeitura de SP, aulas para jovens sobre empreendedorismo, seu projeto “Jovem capitalista”. Isso só poderia fazer sentido saindo da boca de um playboy que nunca trabalhou na vida e fez brotar dinheiro no seu bolso com a herança do pai e virando youtuber, deixando claro o quão distante está da realidade da juventude do país.

9. Criminalização de baile funk e pancadão
Mais uma vez sendo claramente racista e anti-pobre, o candidato aponta que se eleito vai acabar com baile funk e com pancadão com caminhão de jato d’água. Típico de um burgues que odeia pobre e todas as suas expressões de lazer e culturais, ele tenta resolver tudo por meio do chumbo policial.

10. Faz parte de um partido lixo
Partido baba-ovo que fez campanha para Bolsonaro em 2018. Partido que esteve coligado a figuras podres como Aécio Neves e o insano Cabo Daciolo, que tem como doutrina a valorização do cristianismo dentro da política e a valorização da pátria, do “cidadão de bem” e dos “bons costumes”. Partido que é a favor de todas as medidas antioperárias que passaram pelo Congresso e também o partido que esteve envolvido em denúncias de tudo quanto é tipo, desde corrupção até a denúncias de fraudes eleitorais.

Esses são apenas alguns dos motivos pelos quais você não deve apoiar e nem votar em Arthur do Val nessas eleições em SP. Certamente há muitos outros motivos pelos quais é preciso, mais que não votar, rechaçar essa e outras asquerosas figuras da direita e da extrema-direita, nessas eleições municipais e sempre.

Que a população termine de enterrar e jogar na lata de lixo da história essa e outras expressões do chorume social que se sustentam da crise para crescer.




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