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Martes 17 de Septiembre de 2019
18:23 hs.

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Não é normal que educação seja sinonimo de precarização
Danilo Magrão
Professor de sociologia da rede pública
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Não é normal dar aula faltando giz, água e com cadeiras quebradas. O fechamento de salas de aula por baixo dos panos, e as nossas condições de trabalho como professores e todo o sistema educacional precarizado, que o absurdo parece normal. Enquanto nos viramos, para dar aulas, corrigir provas e nos manter com salários baixos, a carreira docente sofre com jornadas exaustivas ou com projetos conservadores, como “Escola Sem Partido”, no qual querem tirar o caráter de “sujeito crítico” da categoria.

Em São Paulo, recentemente a APEOESP anunciou a equiparação dos direitos dos categoria O, com os efetivos em relação ao numero de faltas por ano e recebimento das férias. Uma demanda fundamental, mas que também é parte de tentar naturalizar a precarização, já que estes não tem estabilidade e se mantém a divisão do professorado em “letrinhas”.

Nós do MRT defendemos a efetivação de todos os professores contratados sem a necessidade de concurso público e a contratação de mais professores, chamando os aprovados no último concurso. O último ataque do governo paulista é atribuir ao professor mais uma função: estamos sendo obrigados a cumprir o papel da secretaria, digitando as notas e sujeitos a punição caso não façamos. Tudo isso é parte dos ataques cotidianos que vivemos que querem naturalizar.

Ao se tratar do tema, abrem-se diversos flancos de discussão, não por acaso a educação é um problema nacional, seja como alvo de ataques do governo, seja pelas respostas, como a greve de professores do Rio de Janeiro, as ocupações de escola dos secundaristas e as greves universitárias. Mas se é assim, nos perguntamos, porque a categoria a cada ano parece mais precarizada?

O primeiro culpado é o governo neoliberal do estado de São Paulo que entende a escola como deposito de crianças. A APEOESP, sindicato da categoria, também tem grande responsabilidade nisso, a nossa categoria o ano passado fez uma dura greve de 92 dias, mas, assim como este ano, os professores não encontram no sindicato um organizador das lutas, e sim um entrave. Dirigido pelo petismo, imobiliza o sindicato, e são responsáveis não só pelo avanço do PSDB sobre a categoria, como por, junto a CUT, permitir que o golpe passasse sem resistência.

O governo golpista de Temer, vem anunciando ataques mais profundos na aposentadoria, educação, saúde, além de mais privatização, mas estão esperando as eleições municipais. Enquanto isso os parlamentares e juízes vivem com salários milionários e cheios de privilégios, e nós professores sofremos para pagar as contas, onde o feijão custa mais que a caríssima carne. Sem falar dos professores do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, que recebem seus salários com atrasos ou parcelados.

Se não bastasse tudo isso, Alckmin continua travando uma guerra contra a juventude, sua polícia mata nossos alunos, nos recorrentes assassinatos de menores de idade. É contra tudo isso que intervimos em cada luta por sua vitória e queremos expressar e fortalecer esta voz anticapitalista nas eleições! Não podemos deixar a política nas mãos desses corruptos, por isso estamos lançando candidaturas, que queremos usa-las para dar voz aos trabalhadores e coloca-las a serviço das lutas.

Levantamos a campanha “que todo político ganhe o mesmo que uma professora”, nos opondo aos bilhões que vão aos banqueiros com a dívida ao mesmo tempo que Temer quer impor um teto nos gastos na saúde e educação. Pela cobrança de impostos progressivos as riquezas dos capitalistas, e retirada dos privilégios de políticos e juízes, para que se reverta em melhorias destes direitos básicos.

 
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