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Sábado 24 de Agosto de 2019
00:32 hs.

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Reitoria da Unicamp ocupada com massiva forte mobilização estudantil
Tatiane Lima
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Na UNICAMP a reitoria está ocupada pelos estudantes. São 8 institutos e faculdades em greve, mais de 12 com paralisações e dezenas de assembleias de curso agendadas com indicativo de mobilização.

A Reitoria publica notas para reafirmar seus cortes, dizendo que eles "preservam" o ensino e os interesses dos estudantes, mostra o seu desprezo com a permanência quando ressalta números vazios para dizer que está tudo melhor do que poderia. Também reafirma o seu racismo e elitismo quando vangloria programas meritocráticos, que são verdadeiros "tampões" completamente insuficientes, para negar uma verdadeira política de cotas étnico-raciais.

Enquanto a reitoria segue sua demagogia, as assembleias reúnem centenas de estudantes, os atos crescem a cada dia, dezenas de atividades criativas rompem com a normalidade e colocam com força as reivindicações dos estudantes diante das mentiras e intransigência daqueles que dirigem a universidade para mantê-la tal como está hoje. Manter a sua "excelência" para as multinacionais enquanto os trabalhadores e a maioria da juventude ficam de fora.

Os planos dos dirigentes das estaduais paulistas não são segredo para ninguém: a seletividade das pesquisas, a hierarquia do ensino empresarial, o plano de demissão dos trabalhadores e muitos outros ataques são reafirmados pela lógica da privatização da universidade. Esse plano conta o apoio do Conselho Universitário (CONSU) para descarregar sobre a educação pública os custos da crise econômica. E mais que isso, é fundamental a unificação dos universitários e secundaristas de todo o estado de São Paulo, junto aos trabalhadores da educação e professores, para derrotar cada ataque do governo do estado, para derrotar Alckmin, seu secretário da educação que defende que "educação não é direito básico" e a polícia que lida com estudantes com bombas, pancadaria e prisão.

A juventude em São Paulo e em todo o país já mostra que é possível construir uma greve geral na educação. Nos unificando estadualmente podemos nos articular com outras lutas que estouram país afora, como no Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, e derrotar não apenas todos os governos que atacam, como também os ajustes do governo golpista de Michel Temer.

 
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