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Miércoles 2 de Diciembre de 2020
07:42 hs.

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ELEIÇÕES 2020
5 pontos para relembrar a nefasta gestão de Melo e Fortunati em Porto Alegre
Marlon Fidelix

Sebastião Melo (MDB) e José Fortunati (PTB) são candidatos para a Prefeitura de Porto Alegre esse ano em chapas distintas. Mas os dois já governaram juntos a cidade e os dois tem o mesmo plano de voltarem a governar à serviço dos patrões. Neste artigo trazemos alguns pontos para relembrar a nefasta gestão deles.

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Nestas eleições de Porto Alegre em 2020, temos entre os candidatos da direita o ex-prefeito José Fortunati (PTB) e o seu ex-vice prefeito Sebastião Melo (MDB). Ambos já governaram a cidade juntos entre entre 2013 e 2017. Durante esse período, ambos se colocaram como grandes inimigos da classe trabalhadora e da juventude, principalmente, no ano 2013 quando eclodiram manifestações da juventude insatisfeitas com os valores abusivos das tarifas de ônibus em Porto Alegre e marcou o início de um grande levante da juventude por todo o país. Mesmo nesse ano os dois concorrendo em chapas diferentes, não quer dizer que os dois não se mostrem como os candidatos que estarão a serviço dos interesses dos capitalistas e que irão seguir os mesmos projetos de Marchezan para sucatear os serviços públicos da cidade e também para descarregar os efeitos da crise em cima dos trabalhadores.

Neste artigo mostraremos 5 pontos para relembrar a nefasta gestão de Melo e Fortunati contra a juventude, os trabalhadores e a população pobre de Porto Alegre.

1 - Inimigos dos trabalhadores rodoviários

Fortunati e Melo, quando governaram, abriam e administraram a licitação que diminuiu a Carris de tamanho, passando a maioria das linhas com o maior número de arrecadação por pagantes para a responsabilidade de empresas privadas. Eles obrigaram a Carris a assumir linhas das quais davam prejuízo. Um exemplo disso foi a linha 510 auxiliadora que tem o maior índice pagante por quilômetro rodado de Porto Alegre, e da América Latina, que foi doada para uma empresa privada. Enquanto isso a Carris perdia arrecadação, sendo sucateada e abrindo espaço para a privatização. Uma empresa da qual se demonstrou muito importante para cidade, sendo a única empresa de transportes estatal do Brasil. Poderia ser muito mais útil à população se ela fosse administrada e controlada pelos trabalhadores rodoviários e usuários do transporte público. A Carris sofreu ataques ainda mais profundos no Governo Fortunati. Na campanha de 2020, ambos não tocam nesse assunto, pois pretendem continuar administrando os ataques iniciados por eles e aprofundados pelo governo Marchezan aos rodoviários e a Carris. Hoje, o transporte público, Carris, rodoviários e usuários do transporte público sofrem com um sucateamento de valores inestimáveis, tudo para alimentar a sede de lucro dos grandes abutres donos das empresas privadas.

Em 2014 quando os rodoviários de Porto Alegre pararam a cidade Reivindicando reajuste salarial, reajuste do vale alimentação e planos de saúde, Fortunati entrou com ações judiciais para habilitar a força nacional a reprimir os trabalhadores em greve, ao mesmo tempo em que se colocaram de prontidão para defender os interesses da patronal em relação às reivindicações dos rodoviários em todas as plataformas midiáticas numa tentativa de jogar a população contra os trabalhadores.

2 - Aliados das grandes empreiteiros

No ano de 2013 quando a juventude e a população saiam às ruas para reivindicar diversas pautas, entre elas o não aumento das passagens de ônibus, a não realização da Copa do Mundo no Brasil e que as verbas fossem destinadas à educação e saúde, José Fortunati reivindicou à CBF que Porto Alegre entrasse nas cidades onde iriam receber os jogos. Quando isso aconteceu, o prefeito assinou contratos multimilionários com grandes empreiteiras como a Andrade Gutierrez (AG), o Consórcio Tradição e Sultepa com a velha desculpa de que as obras iriam ficar para depois da Copa como um legado. Além disso, os contratos englobam empresas multinacionais estrangeiras de estruturas temporárias. Tanto as empresas multinacionais, quanto as nacionais, lucraram bilhões pelo Brasil com obras que em partes delas não foram realizadas até hoje. Um esquema que serviu apenas para encher os bolsos dos grandes empreiteiros com dinheiro público e realizar algumas obras que pouco melhoraram a infraestrutura da cidade, sendo totalmente possível que essas obras fossem feitas em um grande plano de obras públicas sob as a administração do estado, assim gerando contratações massivas de desempregados destinando a verba para a população e gerando muito mais vagas de empregos.

3 - Defensores fiéis dos lucros dos empresários, Fortunati vetou o passe livre para desempregados e estudantes

Para não atacar nem um centavo sequer dos lucros dos empresários dos transportes, que em 2013 foi de mais de 336 milhões em valor líquido, Fortunati vetou a emissão de passe livre de forma ampla para estudantes e desempregados. Falou que “alguém tem que pagar essa conta” e jogou a responsabilidade para o Governo Federal, dizendo que só iria abarcar o pedido se a reivindicação virasse uma política nacional. Claramente se posicionando a favor dos patrões para defender seus interesses, para Fortunati e Melo não era necessário uma sanção nacional para intervir a favor dos empresários, mas para conceder passe livre para estudantes e desempregados era necessário que o Governo Federal intervisse.

4 - Fortaleceram a repressão à juventude preta e pobre na cidade

Com as frases “a Cidade Baixa é um bairro boêmio e cultural extremamente fortalecido, mas que, como qualquer zona da cidade, precisa ser regrado” e “ a Cidade Baixa vive uma guerra cívil”, na época Fortunati e Melo iniciaram campanhas a favor do aumento do nível de policiamento no Bairro e na Cidade inteira. Chegaram a propor um aumento no contingente para 5 mil policiais nas ruas da cidade, que naquele momento somavam um total de 2600. Na época eles se apoiaram nas discussões que moradores tinham com donos de bares, o que resultou, posteriormente, na instalação de mais de 300 câmeras de segurança na cidade para aumentar a vigilância sob a população “suspeita” incluindo em lugares como praças públicas e parques, como a Redenção e o parque marinha do Brasil, e a contratação de mais policiais e uma vigilância muito maior na Cidade Baixa, proporcionando episódios grotescos nos anos seguintes como as repressões com bombas de gás lacrimogêneo nos blocos de carnaval, e diversos episódios de repressão gratuita a jovens trabalhadores que aproveitavam suas noites no bairro. Uma verdadeira demonstração de racismo e elitismo dessa instituição, a polícia, que só serve pra massacrar a juventude negra e pobre nas periferias e nos morros de Porto Alegre e reprimir as manifestações dos trabalhadores.

Em junho de 2013 quando a juventude se levantou contra o aumento da passagem de ônibus, Fortunati e Melo assinaram embaixo da brutal repressão exercida pela Brigada Militar do Governo Tarso Genro do PT que espancou a perseguiu centenas de ativistas. Os dois candidatos foram cúmplices dessa repressão para garantir que os empresários do transporte público aumentasse o seu lucro.

É também bastante absurdo em Porto Alegre nem como no estado todo, dados sobre a violência policial, onde é bastante escandaloso e omite toda a violência policial nos bairros periféricos da cidade.

5 - Inimigos dos municipários de Porto Alegre

A categoria dos municipários é uma das mais atingidas no estado pela crise, e sendo vítima de diversos ataques aos seus direitos. Pode-se dizer que o início dos ataques mais profundos à categoria foi na gestão Fortunati e Melo. Um dos seus primeiros ataques foi o não pagamento do reajuste salarial da categoria conforme a inflação e sem perdas no vencimento. Alegou que a prefeitura não tinha fundos os suficientes, mesmo investindo parte da arrecadação em financiamento de empreiteiras para as obras da Copa (muitas nem foram acabadas).
Fica bastante evidente que tanto Sebastião Melo, assim como José Fortunati, não são nenhuma alternativa para os trabalhadores da cidade. Assim como Marchezan (PSDB), Valter Nagelstein (PSD), Gustavo Paim (PP), entre outros candidatos de partidos golpistas, estão a serviço dos empresários que querem atacar cada vez mais a classe trabalhadora com a retirada de direitos e a privatizações dos serviços essenciais para a população. Somente uma saída anticapitalista que seja levantada através da mobilização e da auto organização dos trabalhadores pode barrar os ataques e os efeitos da crise que os candidatos da burguesia pretendem descarregar sobre nós.

 
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