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Miércoles 2 de Diciembre de 2020
04:15 hs.

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PARASITISMO BURGUÊS
Safra é o novo homem mais rico do Brasil enquanto o povo não tem dinheiro para o arroz
Redação

A corrida capitalista entre quem acumula mais capital tem um novo líder, o banqueiro Joseph Safra, proprietário do banco de mesmo nome, desbancou do primeiro lugar Jorge Paulo Lemann, que é sócio da ABInbev e da 3G Capital. O primeiro agora acumula cerca de R$ 119 bilhões e o segundo R$ 91 bilhões.

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Enquanto os trabalhadores pagam a crise econômica com um recorde histórico de mais da metade da população economicamente ativa desempregada, em meio a uma pandemia que graças às políticas de Bolsonaro e governadores já matou mais 134 mil pessoas e nem "salvou" empregos, os grandes capitalistas do Brasil seguem aumentando suas fortunas.

O Brasil é um dos campeões mundiais da concentração de renda nas mãos de um punhado de capitalistas. Neste ano, o PIB teve uma queda de 10%, isso não impede que a lista da Forbes Brasil conte com mais 33 capitalistas comparados ao ranking anterior. Novos bilionários de diversos setores, como da farmácia, indústria, comércio, capital financeiro, agronegócio, entre outros ramos compõe está lista.

Ao que tudo indica, para os grandes proprietários se trata de uma "crise" entre aspas, afinal, continuam a acumular mais e mais capital. Já 60 milhões que recebiam os 600 reais de auxílio do governo passarão a receber 300 mesmo que os capitalistas que manipulam o mercado de trabalho não apontem qualquer cenário de contratações, e os trabalhos que surgem são aqueles que Bolsonaro e Guedes defendiam ser a regra na campanha de 2018, "ou emprego ou direitos".

A Maganize Luiza, propriedade de Luiza Trajano que está entre os 10 mais ricos, que explora trabalhadores do setor de comércio de roupas e outros produtos, viu seu capital crescer em 181%, é a mulher mais rica do Brasil que lucra com a exploração de milhares de costureiras e atendentes. Tudo indica que os magnatas do comércio, que Bolsonaro e Guedes tanto mentiam que sofreria grandes impactos, lucraram com a crise e pandemia enquanto pequenos proprietários foram a falência, apesar de toda demagogia do governo.

É necessário dar um basta a esta situação em que um punhado de capitalistas acumulam ainda mais riquezas, inimagináveis de se ter a proporção somente com a leitura das quantidades de zeros, enquanto a imensa maioria da população padece com a crise e econômica com desemprego massivo, enfrenta o aumento de preços como do arroz, sem nenhuma proteção contra a pandemia e vê aí da seus salários e direitos serem destroçados.

Enquanto isso há 33 novos magnatas na lista da Forbes. É preciso taxar estas grandes fortunas rumo a sua expropriação; a dívida pública, que o capital financeiro lucra tanto e que já engole aproximadamente todo o PIB nacional, não deve ser paga por ser fraudulenta, ilegítima e ilegal. É necessário proibir as demissões, revogar todas as reformas deste regime golpista e apresentar uma saída anticapitalista para esse paraíso de poucos e barbárie para a maioria

 
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