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Domingo 25 de Octubre de 2020
03:16 hs.

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[VÍDEO] “O meu desejo é respeitar o resultado”, afirmou Bulhões sobre eleições na UFRGS
Redação Rio Grande do Sul
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Em reunião no Conselho Universitário que decidiu sobre a indicação da lista tríplice nas eleições da UFRGS, cujo primeiro lugar ficou com Rui Oppermann, Carlos Bulhões afirmou que deseja “respeitar o resultado”. Carlos Bulhões ficou em terceiro lugar na consulta universitária, ou seja, em último. Hoje (16) Bolsonaro indicou o último colocado para o reitor da UFRGS após o deputado do PSL Bibo Nunes ter feito lobby em Brasília contra a decisão das eleições. Veja o vídeo abaixo:

Não é possível acreditar em palavras do escolhido de Bolsonaro. É preciso erguer uma enorme mobilização contra essa escolha. Trata-se de uma intervenção de Bolsonaro na principal universidade do estado do Rio Grande do Sul. Bolsonaro quer Bulhões como reitor para avançar em seu projeto obscurantista, privatista e elitista de universidade, bem como ampliar o patrulhamento ideológico na universidade.

Além de desrespeitar a decisão da eleição, que colocou Rui em primeiro lugar, Bolsonaro e a extrema-direita atacam a autonomia da universidade com essa medida. Vale lembrar que o próprio processo eleitoral é antidemocrático em seu conjunto, pois o sistema de 70-15-15 prioriza os votos dos professores em detrimento do dos alunos e servidores. A chapa que obteve mais voto, por conta dessa desproporção de votos, foi na verdade a de Karla Maria Muller, que obteve a ampla maioria dos votos, mas acabou em segundo lugar.

É necessário se opor a essa tentativa de intervenção de Bolsonaro na UFRGS, repudiando categoricamente a decisão do presidente. Ao mesmo tempo, devemos denunciar o absurdo antidemocrático que é esse estatuto que prevê, entre outras barbaridades, a lista tríplice, o que ataca a autonomia universitária. Esse mesmo estatuto é responsável por organizar a antidemocrática estrutura de poder na universidade, onde a eleição para reitor praticamente anula a voz dos estudantes e servidores, ao mesmo tempo permite a terceirização e a iniciativa privada dentro da universidade.

Uma mobilização forte de todos os setores da universidade é capaz de impor um processo estatuinte livre e soberano dentro da UFRGS para alterar essas anomalias antidemocráticas em defesa de uma universidade a serviço dos trabalhadores e do povo pobre.

Nessa quinta-feira, às 13h, em frente à FACED, haverá importante ato contra a intervenção. É preciso nos mobilizarmos e impedir com que Bulhões seja empossado

 
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