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Sábado 31 de Octubre de 2020
23:21 hs.

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PORTO ALEGRE
É um enorme erro o PSOL de Porto Alegre se coligar com a REDE
Valéria Muller
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Recentemente saiu no jornal Brasil de Fato a possibilidade da candidatura de Fernanda Melchionna, pelo PSOL, se coligar com a REDE-Sustentabilidade. A matéria afirma que o PSOL “busca ainda apoio da REDE”, deixando em aberto a possibilidade de haver uma aliança com esse partido que até ontem estava liderando os ataques de Marchezan na câmara dos vereadores. Mauro Pinheiro, que foi líder de Marchezan na câmara municipal, até ontem estava dentro da REDE costurando os ataques de Marchezan contra os trabalhadores e o povo portoalegrense. Não se combate o bolsonarismo e a extrema-direita se aliando com setores da burguesia que também comandam ataques aos trabalhadores. Trazemos aqui nesse texto alguns absurdos que a REDE já fez em Porto Alegre e nacionalmente para mostrar como essa possível aliança configura enorme erro por parte do MES e do PSOL gaúcho de conjunto.

Em Porto Alegre o único vereador da REDE era Mauro Pinheiro e foi nada menos que o líder de Marchezan na câmara. Ele foi responsável por apresentar o projeto de lei que extinguia o cargo de cobrador, medida que levaria mais de 3 mil pais e mães da família para o olho da rua, atacando fortemente o transporte público. Durante a brava mobilização dos rodoviários, Mauro Pinheiro era chamado de Mauro Dinheiro. A figura da REDE ainda promoveu ataques contra os trabalhadores do IMESF, defendendo a extinção do órgão, cujo resultado é acabar com unidades de saúde na cidade e levar milhares de profissionais da saúde à demissão. O vereador literalmente pulou o muro da câmara municipal para não se enfrentar com os trabalhadores da saúde. A REDE se aliou com PSDB, Novo, PP e tudo o que há de mais reacionário e antipovo durante esses últimos anos em Porto Alegre para seguir os planos de ajustes e ataques do tucano Marchezan.

Na zona metropolitana recentemente denunciamos a aliança do PSOL com a REDE em Cachoeirinha, cujo candidato a prefeito passou pelo reacionário PTB de Roberto Jefferson e flertou com o Republicanos de Marcelo Crivella. Ou seja, um partido burguês e fisiológico que cuja aliança representa enorme desprezo por parte do PSOL com relação à independência de classe.

A nível nacional, a REDE defendeu algumas das medidas mais reacionárias dos últimos anos. A REDE apoiou o golpe institucional em 2016, Marina Silva chegou a chamar voto em Aécio Neves em 2014, a REDE apoiou a operação Lava-Jato que cumpriu importante papel na eleição de Bolsonaro, bem como apoiou a prisão de Lula, que também cumpriu fundamental papel para que Bolsonaro fosse eleito. Em Santo André, nós denunciamos a coligação do PSOL com a REDE, que ajudou a eleger e foi parte do governo do PSDB na cidade, com o prefeito tucano Paulo Serra apoiando Bolsonaro em 2018. Aqui trazemos 5 motivos para não coorrer essa coligação.

Por que então Melchionna e o PSOL portoalegrense se aliariam a esse partido que carrega tantos históricos de ataques aos trabalhadores? Eles não agregam tempo de TV, tampouco possuem figuras expressivas na cidade. Mas ao mesmo tempo seria uma forma de indicar que uma eventual prefeitura do PSOL coligada com a REDE não vai configurar ameaça aos interesses da elite regional e ao regime como um todo. É uma aliança que busca se adequar ao que a elite portoalegrense e setores de classe média poderiam aceitar. Trata-se de um enorme desprezo à independência de classe e vai no caminho de aliança com partidos burgueses que o PT sempre trilhou, na contramão da independência política dos trabalhadores. Não é possível vencer a direita e a extrema-direita se aliando com esses partidos burgueses. É possível ir na contramão dessa aliança, buscando a unidade dos trabalhadores, negros, LGBT’s, mulheres e o conjunto da população mais pobre para combater os ataques.

Dia 10 de setembro, quinta-feira, haverá convenção partidária para que se decida sobre o caso. Chamamos ao conjunto dos trabalhadores, de jovens, das mulheres, negros e LGBT’s a repudiarem essa aliança e não permitir que o PSOL se alie a um partido que ajudou Marchezan governar e com posições reacionárias para o pleito de 2020.

 
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