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Domingo 25 de Octubre de 2020
01:58 hs.

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Desemprego
Cresce a busca por emprego em plena pandemia enquanto Bolsonaro reduz o auxilio emergencial
Redação

Segundo Pnad Covid, pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro De Geografia e Estatística (IBGE), o número de pessoas desempregadas que não estão procurando emprego caiu cerca de 1 milhão de pessoas, diminuindo de 28,1 milhões para 27,1 milhões. Ainda assim, as altas taxas de desemprego permanecem ,na segunda semana de agosto.

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O IBGE anunciou, nos dados sobre o desemprego referente à segunda semana de agosto, uma queda na população desalentada, isto é, desempregada e que pararam de buscar emprego. Apesar disso, o desemprego se mantém em alta, com um aumento de 300 mil do número de desempregados, referente a primeira semana. Os dados sobre a informalidade também demonstram um aumento no contingente de trabalhadores de 27,9 milhões para 28 milhões. Os novos dados são um reflexo das políticas que vêm sendo levadas pelo governo Bolsonaro, de impulsionamento de reabertura dos comércios, relaxamento da quarentena, mesmo que a doença não esteja controlada no país e ataques diversos com a finalidade de arrochar o povo, tal qual a proposta de redução do auxílio emergencial de 600 reais que, em muitas casos, já é insuficiente, para 300 reais. Em meio a impossibilidade de manutenção de vida ante a quarentena, as pessoas começam a buscar novas fontes de renda, aumento o risco de exposição ao Covid, o que pode tornar pior as condições de combate à pandemia no país.

Todo esse quadro de aumento repentino na procura de trabalho, é o direcionamento dos ataques de bolsonaro em favor da demanda do empresariado capitalista, que reivindica a volta da abertura do comércio, a despeito da vida dos trabalhadores. Reflexo dos ataques dos capitalistas aos trabalhadores em meio à pandemia, também, são os dados sobre trabalhadores não afastados do trabalho, onde se vê um aumento de 74,7 milhões para 75,1 milhões, em relação à semana anterior. Esse levantamento vai de encontro, justamente, com a política demagógica de manutenção de emprego de Bolsonaro, que prometeu segurança dos empregos em meio a pandemia, inclusive dando concessões e créditos a empresários (especialmente às grandes empresas), mas que só serviram para encher o bolso do empresariado, quando ao mesmo tempo facilitou as regras para demissões, demissões em massa e autorizou ataques brutais como redução de salários dos trabalhadores em meio à crise sanitária. Enquanto fazia demagogia com a situação econômica e a vida dos trabalhadores, liberava 1,2 trilhão de reais aos bancos e agora mais 325 bilhões, via banco central, para pagamento dos credores da dívida pública, uma dívida fraudulenta que se retroalimenta e escoa para capitalistas rentistas detentores da dívida e do dinheiro do povo.

Ante à tudo isso, o governo simplesmente lança mão da vida dos trabalhadores em uma reabertura sem garantia nenhuma, com diversos hospitais superlotados, sem testagens em massa, para fomentar o mercado e o lucro dos empresários, sem girar a indústria para produzir insumos necessários ao combate à pandemia, o que também geraria mais empregos. Defendemos a organização dos trabalhadores dos setores essenciais ao combate à pandemia em seus locais de trabalho, para que os mesmos dirijam os setores e de fato promovam um enfrentamento eficaz à doença. Uma saída que não esteja voltada ao lucro dos capitalistas, que de fato, é a única saída possível! Por um programa de divisão das horas de trabalho sem redução dos salários, proibição das demissões em meio à pandemia para, de fato, garantir os empregos no país e renda básica de no mínimo 2 mil reais para que os desempregados possam resguardar suas vidas. Se faz necessário, também, um plano de obras públicas, controlado pelos trabalhadores, para enfrentar o problema de infraestrutura, construindo mais hospitais e realizando mais obras da necessidade da população, como obras para enfrentamento da crise de moradia. E para que isso aconteça sem as negociatas fraudulentas entre o governo e as empreiteiras tradicionais, que são mais um meio de escoar o dinheiro público para a mão de empresários do setor, é de suma importância que os trabalhadores estejam à frente, no controle do plano de obras. Basta aos ataques de Bolsonaro e dos empresários à classe trabalhadora! Que o povo de a saída definitiva para a crise que vivemos e que os capitalistas paguem por ela.

 
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