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Domingo 25 de Octubre de 2020
11:45 hs.

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DESMATAMENTO
Com Bolsonaro, incêndios no Pantanal em agosto atingem segundo maior número da história
Redação

Incêndios no Pantanal já passam de 1.684 focos em 2020, tendo sido registrados 5.935 focos só no mês de Agosto. Trata-se do segundo maior registro de focos de incêndios desde o inicio do monitoramento em 1998.

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Os incêndios localizados no Pantanal mato-grossense já atingiram cerca de 500 mil hectares do bioma, segundo estimativa do Corpo de Bombeiros. Segundo a Prevfogo, do Ibama, que trabalham no combate aos incêndios na região, atribui 99% dessas queimadas á ações humanas. O vento, combinado com o tempo seco devido o período de seca que a região atualmente se encontra, contribui para o alastramento dos incêndios.

A degradação ambiental vem aumentando desde a posse do até então presidente Jair Bolsonaro. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que o desmatamento em 2019 aumentou 85% frente aos índices de 2018. Em um ano, o governo praticamente dobrou a devastação na região da Amazônia. A politica contra o meio ambiente e o desmonte de políticas públicas são os principais fatores que levam a atual situação do meio ambiente no país e principalmente Amazônia e o Pantanal.

A principal causa da expansão do desmatamento no Pantanal, segundo especialistas, é o crescimento do agronegócio na região. O instituto SOS Pantanal aponta que cerca de 15% da área do pantanal foi convertida em pastagem, é um dos processos para preparo de pastagem são as queimadas. A busca de lucro nessa região por esses grandes latifundiários, em conjunto com descaso do governo só contribui cada vez mais para o atual cenário brasileiro. A degradação ambiental vem a acompanhando sistema capitalista ao longo dos anos, cada vez mais mostrando que nosso atual sistema de produção na sociedade é incompatível com nossa futura sobrevivência e só irá causar crises e mais crises.

É por essa razão que não será interesse da extrema direita, dos militares, dos grandes empresários e nem de outros setores da direita do atual regime político degradado (como o STF, Maia ou os governadores) priorizar a preservação ambiental e as vidas humanas antes de garantir seus próprios lucros. Para nos contrapor a esse projeto de sociedade, é preciso que a pauta ambiental seja defendida pelo conjunto dos trabalhadores em suas lutas, em aliança com os povos indígenas e os setores oprimidos, para que sejam estes a impôr um programa de resposta à crise, se organizando em uma Assembleia Livre e Soberana que possa definir os rumos do país.

 
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