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Sábado 24 de Octubre de 2020
15:42 hs.

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ESCÂNDALO CRIVELLA
"Guardiões do Crivella" intimidam pra esconder precarização e falta de salários na Saúde
Redação

Reportagem do RJ2 mostra um esquema montado pela prefeitura do Rio para fazer equipes de funcionários públicos em forma de plantões nas portas de hospitais com o objetivo de impedir que a população pobre fale e denuncie problemas da Saúde à imprensa. Um clara reação da prefeitura diante do desmoronamento da saúde precária e insatisfação dos mais pobres.

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Ontem, dia 31, o RJ2 noticiou um grande esquema organizado pela prefeitura do Rio de Janeiro que envia funcionários públicos específicos, que ganham acima de R$ 3000 reais, para estarem em portas de hospitais públicos intimidando a população que queira se manifestar contrária as condições precárias dos hospitais e da saúde, os chamados "Guardiões de Crivella".

Estes funcionários de Crivella agridem verbalmente pacientes e outras pessoas que vão aos hospitais em busca de atendimento e que acabam protestando contra a ausente qualidade de atendimento e de serviços públicos. Inclusive, em um dos grupos de Whatsapp, pelos quais são planejados os locais de plantão e horários, está o próprio Marcelo Crivella. “O prefeito, ele acompanha no grupo os relatórios e tem vezes que ele escreve lá: ‘Parabéns! Isso aí!’”, disse um dos servidores envolvido no esquema de intimidação e censura.

Segundo a reportagem do G1, Marcos Paulo de Oliveira Luciano, assessor de Gabinete de Crivella desde 2017, aparece sempre como um articulador de ordens nos grupos, diz, “Marquem durinho aí, hein. Não dá mole pra eles, não", em uma das mensagens, também é conhecido por "chefão geral" e ganha mais de R$10.000. Um absurdo pago com o dinheiro dos trabalhadores, enquanto profissionais da saúde seguem com salários atrasados e hospitais de campanha são fechados.

Além disso, a matéria também revelou que o esquema existia antes da pandemia, e está em funcionamento há oito meses, isto é, já fora pensando antes da crise sanitária para encobrir os impactos da gestão de Crivella no desmantelamento da saúde do município anteriores.

Enquanto isso, no período entre 9 e 23 de Agosto, a cidade teve uma alta de 116% no número de casos do novo coronavírus, mas assim mesmo o prefeito segue na tentativa de retornar as aulas o mais rápido possível sem medidas de segurança e participação da comunidade escolar no como e quando retornar, além ter incentivado o "engenhoso" projeto de cercadinhos nas praias, para oferecer serviços da Rappi por exemplo, além de utilizar a Guarda Municipal de prontidão para reprimir quem quebrar as regras.

É por essa via, por meio de agressões e pelo medo, que Crivella esconde a imensa precarização e desmonte da Saúde do Rio. Combinando fraudes e mentiras, pois quem não lembra do episódio "fala com a Márcia", em que o prefeito oferecia para fieis cirurgias de cataratas e varizes para seus fiéis furarem a fila dos atendimentos no sistema de saúde?

"Os Guardiões de Crivella" somente fortalece a primazia de interesses profundamente voltados à abertura econômica e projetando um "novo normal responsável" sem qualquer segurança para os mais pobres, na forma de medida autoritária visando encobrir a enorme crise sanitária e também econômica de sua gestão antes e agora, durante a pandemia.

Rechaçamos veementemente a tentativa de intimidação da população por parte da Prefeitura e, por isso, o Esquerda Diário (diferente da Globo que por uma mão anuncia reclamações da população e por outra incentiva ajustes que atacam direitos dos trabalhadores, além dela ter sido um pilar do golpe institucional de 2016 e ser a favor da precarização e privatizações) tem por objetivo dar voz aos trabalhadores e povo pobre e expressar com plena clareza todos formas de exploração e opressão desferidas contra os trabalhadores, seja pelos governos de plantão ou pela própria mídia burguesa.

Carolina Cacau, do MRT, está impulsionando sua pré-candidatura a vereadora do Rio, por filiação democrática ao PSOL, levantando uma saída independente da classe trabalhadora para que os capitalistas paguem pela crise, e assim se pronunciou contra o escândalo de Crivella desde o Twitter, veja:

 
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