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Viernes 30 de Octubre de 2020
05:43 hs.

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USP
FUNDECTO faz promessas e chantagens para dividir os trabalhadores e seguir com as demissões
Redação
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Imediatamente após os trabalhadores da Faculdade de Odontologia da USP (FOUSP) ficarem sabendo da demissão absurda de 21 colegas de trabalho da FUNDECTO (Fundação da Faculdade de Odontologia da USP) foi organizada uma reunião pra discutir as medidas a serem tomadas contra essas demissões.

Com a presença do Sindicato dos Trabalhadores da USP (SINTUSP), dezenas de trabalhadores da Faculdade de Odontologia se reuniram na terça-feira, dia 25, para repudiar as demissões e organizar um plano de mobilização contra essa atitude arbitrária da atual Diretoria da FUNDECTO e, até o momento, a omissão da Direção da FOUSP.

Os trabalhadores da FUNDECTO foram incentivados, em maio, a assinar um acordo de suspensão do contrato de trabalho que reduzia seus salários e direitos por dois meses, com a promessa que seus empregos estariam garantidos. Após o término do acordo de suspensão dos contratos, porém, veio à tona a falsidade da promessa: 21 pais e mães de família foram simplesmente jogados no olho da rua pela Diretoria da FUNDECTO.

Após a demonstração de força e unidade contra essas demissões nesta reunião de terça-feira, alguns trabalhadores relataram terem recebido telefonemas da gestão da FUNDECTO com promessas de que seriam recontratados novamente em março, contanto que aceitassem essa demissão e não tomassem nenhuma atitude para defender seus empregos, salários e direitos.

Em vez de rever essas absurdas demissões, a Diretoria da FUNDECTO decide aumentar a ofensiva contra os trabalhadores e, de maneira ainda mais desumana, se aproveita da situação de desespero que a maioria se encontra com a perspectiva da falta de emprego para chantagear os trabalhadores que foram demitidos, fazendo promessas vazias para uns em detrimento de outros, com a condição de que aceitem a demissão passivamente.

Adriano Favarin, trabalhador efetivo da Faculdade de Odontologia e representante dos trabalhadores junto ao SINTUSP comenta:

“Como podemos confiar nesta promessa de recontratação, quando essa atual situação de demissão em que os trabalhadores da Fundação se encontram é exatamente fruto de uma promessa não cumprida? Está claro que esses telefonemas e essa chantagem tem como único objetivo dividir os trabalhadores demitidos para diminuir a força que temos coletivamente para reverter todas essas demissões imediatamente. Força que se demonstrou na unidade expressa na reunião realizada terça-feira. Não podemos aceitar essa chantagem e essas promessas vazias sem nenhuma garantia. Não podemos aceitar a garantia do emprego para alguns em detrimento de outros. Isso sem falar que, ainda que haja alguma recontratação em março, não existe nenhuma garantia de que o salário se manterá o mesmo. E como essas pessoas vão fazer pra pagar suas contas nos próximos 6 meses? É extremamente vergonhosa essa atitude da Diretoria da FUNDECTO, que ao invés de reconhecer o equívoco das demissões, agora ainda faz chantagem com os funcionários”

É importante ver que essas demissões na FOUSP não estão descoladas de todo o ataque à nível nacional que está colocado contra os trabalhadores. As Medidas Provisórias do Bolsonaro que suspendem o contrato de trabalho, que induz à jornada intermitente com redução salarial são a aplicação prática da reforma trabalhista. A Lei Complementar (LC 173), e aqui em São Paulo, o Projeto de Lei (PL 529) que extingue vários serviços públicos, acaba com a autonomia universitária e reduz o quadro e salário do funcionalismo é parte das medidas de reforma administrativa para rebaixar as condições de emprego, os direitos e salários do conjunto da classe trabalhadora. As demissões de 25% do quadro de terceirizados nas Universidades e agora essa demissão em massa na FUNDECTO, não estão por fora dessa intenção de impor pros trabalhadores a máxima do governo Bolsonaro: “Menos direitos e emprego, ou desempregado com direitos”

Por esse motivo é mais do que necessário manter a unidade neste momento. Se cada um tentar garantir o seu, todos irão se prejudicar juntos. Podemos reverter essas demissões. A reunião de terça-feira, a solidariedade expressa pelos trabalhadores efetivos e pelos estudantes demonstra que força que temos. O SINTUSP junto com o representante dos trabalhadores na FOUSP já enviou um ofício para o Diretor da Faculdade, Prof. Dr. Rodney, assim como pra Diretoria da FUNDECTO, solicitando uma audiência em caráter de urgência para discutirmos essas demissões. Esperamos que os professores não sejam intransigentes e se abram para o diálogo com os representantes dos trabalhadores.

A assembleia geral dos trabalhadores da USP, com centenas de funcionários, assim como outras Faculdades, como o Instituto de Ciências Biológicas (ICB), aprovaram moções de repúdio a essas demissões. A reunião também orientou que todos escrevam e-mails para os diretores da FUNDECTO e da FOUSP repudiando as demissões com o seguinte contéudo:

“Sou [trabalhador/professor/estudante] da [Faculdade de Odontologia da USP/outra Faculdade da USP/outro local] e estou muito indignado com a atitude da atual Diretoria da FUNDECTO em demitir dezenas de funcionários em meio a pandemia.

Me somo aos inúmeros pedidos de que essas demissões sejam revistas e os trabalhadores da Fundação e demais trabalhadores terceirizados da Faculdade tenham seus empregos, salários e direitos garantidos.” a ser enviado para os e-mails: [email protected], [email protected], [email protected], [email protected], [email protected], [email protected], [email protected]

 
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