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Domingo 25 de Octubre de 2020
03:06 hs.

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Rui Costa (PT) afirma autoritariamente que professores mesmo discordando, voltarão às aulas
Redação

Em evento nesta quarta-feira, 19, Rui Costa (PT), governador da Bahia, declarou que professores, mesmo “no caso de discordância, precisarão retornar” às atividades presenciais. A Bahia está entre os 10 estados com maior número mortes pela covid-19, é preciso que sejam garantidas todas as condições para uma volta segura.

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Neste momento o Brasil conta com mais de 110 mil mortes pela Covid-19, ultrapassando a taxa de mortalidade dos Estados Unidos e sendo um dos epicentros da pandemia. Estes dados, entretanto, parecem não ser suficientes para governadores como Rui Costa (PT), que nesta quarta-feira, 19, falou novamente sobre o retorno às aulas nas escolas estaduais da Bahia.

O estado baiano já soma mais de 4500 mortes pelo novo coronavírus e o próprio governador declarou também ontem que “não há horizonte de queda” no número de mortes, em que a cada 20 dias são mil mortos.

É nesse contexto que Rui Costa apontou que os professores e profissionais da educação, mesmo que discordem, deverão retornar ao trabalho quando as escolas abrirem, ainda que não haja data definida para tal. Segundo ele, “no caso da discordância dos profissionais de educação, acredito que todos os profissionais, exceto aqueles que forem liberados por motivos médicos, precisarão retornar para as suas funções”.

O governador declarou também que as escolas estão passando por processo de preparação para deixar o ambiente seguro, além de uma escala organizada para que volte com metade da quantidade de alunos que normalmente estão nas escolas diariamente.

Entretanto, sabemos como as escolas públicas, estaduais e municipais, são historicamente sucateadas pelos governos. Com estrutura básica precária, muitas sequer possuem sabonete, água e até energia elétrica, a depender da região. Não conseguem garantir a higiene básica dos alunos e servidores em condições normais, que dirá em uma pandemia em que o número de contagiados no estado da Bahia ainda está alto.

Diante da atual situação é absurdo que governadores, assim como o Congresso, no fim das contas sem se diferenciar tanto das políticas negacionistas de Bolsonaro, imponham um retorno às atividades escolares presenciais, a reabertura dos comércios e uma volta à “normalidade”, sem garantir todas as condições necessárias para uma volta segura. É este autoritarismo por parte dos governos que leva a milhares de morte por Covid-19.

Por isso é fundamental defender que qualquer volta às aulas seja decidida conjuntamente pela comunidade escolar, levando em consideração a situação das famílias, da escola e seu espaço, dentre outros aspectos que devem ser discutidos entre toda a comunidade, e não por imposição do governo estadual que declara que mesmo que haja “discordância dos profissionais de educação, precisarão retornar”.

Não só isso, é preciso defender que não só sejam garantidas as condições para um retorno às aulas seguro, mas todas as condições que garantam segurança à vida da população, incluindo a manutenção e aumento do auxílio emergencial e a proibição de demissões que deixam famílias desempregadas e na miséria em meio à pandemia.

 
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