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Sábado 24 de Octubre de 2020
15:17 hs.

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Apesar de lucros extraordinários, empresários prometem onda de demissões por "falta de dinheiro"
Redação

Grandes empresários alegam que a falta de liquidez será o grande motivo que lavará às imensas demissões no próximo período. Só não divulgam seus lucros exorbitantes anteriores à crise, crise que é do próprio capitalismo financeiro, porém descontada nas costas dos trabalhadores jogados ao desemprego e miséria em massa.

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Fonte: Diap

Segundo o jornal Folha de São Paulo, grandes empresários alertam que a falta de liquidez de suas mega empresas vai levar a um período de demissões em massa. Em contrapartida, afirmamos que a falta de liquidez nunca foi o único motivo da promoção de demissões, pois a precarização dos trabalhos formais, as demissões, e as flexibilizações das leis trabalhistas é um projeto em curso desde do Golpe institucional de 2016, que teve como carro chefe a Reforma Trabalhista de Temer e o coroamento com a Reforma da Previdência com Bolsonaro.

Desde de 2016, como consequência de uma crise forte do capitalismo, nascida em 2008 nos Estados Unidos, é que as empresas demitem em massa e utilizam do arsenal de reformas e de precarização do trabalho promovidas pelo golpismo do Brasil e pelos partidos reformistas para que seus lucros sejam cada vez maiores e que o “custo” com a manutenção de empregos seja muito menor.

Jair Bolsonaro além de promover a Reforma da Previdência e levar a cabo a MP936 que permite o corte de salários e jornadas de trabalhadores durante a pandemia, ofereceu recursos mais do que bilionários para os bancos quando, por exemplo, o Banco Central injetou no mercado financeiro 1,216 trilhões de reais, representando 16,7% do produto interno bruto (PIB) do país. Ao mesmo tempo que, de longe, os bancos foram salvos, Bolsonaro, lentamente, ofereceu um mísero auxílio de R$600,00 às famílias desempregadas durante a pandemia.

Ainda que Bolsonaro tenha “segurado as pontas” das empresas, não foi o suficiente para o nível de exploração e manutenção de lucros dos grandes empresários que hoje alegam “falta de liquidez”. Neste ponto é importante levantarmos de que crise se trata estes senhores das multinacionais. A Latam, uma grande empresa de voos e do transporte aéreo, internacionalmente planeja demitir 2700 trabalhadores em nome de uma suposta “crise”. Só não admitem que, somente em 2019, a LATAM bateu o recorde de passageiros transportados, com 74 milhões, e obteve um lucro líquido de aproximadamente R$ 1 bilhão em suas operações em toda a América Latina, isso sem citar seus demais lucros em outros países.

É necessário que desde já os trabalhadores não admitam qualquer tipo de demissões em massa. Sendo preciso seguir o exemplo como dos próprios aeroviários ameaçados de demissão pela Latam que estão se auto-organizando desde assembleias próprias em uma luta pela manutenção de seus empregos. Por meio de uma forte organização de base para paralisações, já que o sindicato dos aeroviários se resumiu a negociar com a empresa de portas fechadas e por cima da decisão dos trabalhadores, a categoria mostra a sua força e confronta seus interesses aos interesses dos grandes empresários.

Nós, do MRT, defendemos fortemente que, a partir da organização dos trabalhadores em assembleias, de paralisações e manifestações é possível impedir as demissões e os ataques às condições de trabalho. É necessário que os trabalhadores convoquem seus sindicatos a organizar todos os terceirizados e efetivos, desempregados e empregados em uma só luta pela proibição das demissões, que a CUT e a CTB rompam com sua paralisia e organize sua base operária para combater consequentemente as demissões. Levantamos que somente com uma política própria da classe trabalhadora organizada em seus locais de trabalho por meio de comitês de base e na escolha democrática de seus delegados é que se forma uma força potente para encarar a retirada de direitos e diminuição de salários levadas a frente por Bolsonaro e pelos grandes representantes do capitalismo, como forma de assegurar empregos, rendas, desmascarar a privatização que explora cada vez mais a força de trabalho e barrar os avanços da miséria imposta pela crise atual.

 
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