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Domingo 25 de Octubre de 2020
02:06 hs.

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EDUCAÇÃO
Crivella agrada donos de escolas particulares e libera volta às aulas expondo crianças
Redação
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Foto: Antonio Scorza / Agência O Globo

No dia 20 de julho, a prefeitura do Rio de Janeiro autorizou o retorno às atividades presenciais nas escolas privadas a partir do dia 3 de agosto. No entanto, o próprio governo do Estado, que ainda não definiu uma data de retorno para as aulas, afirmou que cabe à Secretaria de Estado da Educação, e não ao município, decidir pela retomada das aulas.

O que vemos, na verdade, é uma posição negacionista do Crivella e do governo do Rio de Janeiro em relação à pandemia e os cuidados necessários para evitar o contágio. Apesar do Ministério Público e da Defensoria Pública do Estado emitirem uma recomendação ao prefeito Crivella, para que mantenha as medidas restritivas de isolamento, tendo em vista que não há evidências científicas de que seja segura o retorno das atividades, o mesmo se mantém a ignorá-las e visa apenas o lucro e o pedido dos representantes de escolas privadas, que inclusive causou revolta nas redes sociais recentemente com um vídeo justificando o retorno das aulas presenciais. A repercussão do vídeo foi tão negativa que acabou sendo retirado do ar, mas isso demonstrou que na hora de defender os lucros dos empresários, a vida dos trabalhadores e estudantes fica em segundo plano.

Veja aqui: Sindicato patronal apela para negacionismo para defender retorno às aulas presenciais no RJ

Essa decisão de retomar às aulas não foi aceita entre os professores e os pais de alunos da rede municipal, pois essa medida pode acarretar na propagação da doença e colocar em risco as crianças e seus familiares. O Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (SinproRio), após assembleia virtual no dia 1 de agosto, decidiram por manter a greve iniciada no dia 6 de julho diante da possibilidade do retorno às aulas presenciais, defendendo que o retorno presencial só deve ser feito mediante garantias das autoridades de saúde, com base em rígidos protocolos de segurança.

Os docentes não se sentem seguros para voltar às salas de aula em meio a uma pandemia e é uma absurda proposta o retorno das aulas presenciais, pois não temos qualquer segurança com relação ao contágio, não há EPI’s garantidas para todos os professores, não há testagem da população e todas as ações tomadas pelo governo na área da saúde e da educação não foram realizadas no combate ao avanço do Coronavírus.

Quem deve decidir como e quando retomar as aulas não são os grupos de empresários que colocam seus lucros acima da vida, ou políticos interessados em administrar os negócios da classe burguesa, alimentando com isto um sistema apodrecido. Quem deve decidir são os trabalhadores, a partir das comunidades escolares, junto aos profissionais e estudantes que estão dentro das escolas. E é preciso ter clareza que somente uma saída independente dos trabalhadores pode mudar o sistema capitalista.

 
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