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Viernes 30 de Octubre de 2020
05:00 hs.

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EDUCAÇÃO
Em defesa da reabertura das escolas secretário de SP relativiza morte de 1557 crianças prevista
Redação

Secretária da Educação do Estado de São Paulo, Rossieli Soares, faz fala em coletiva de imprensa em tom que minimiza a morte de crianças com a possibilidade de retorno presencial das aulas nas escolas estaduais. De acordo com ele, só morreriam 1557 crianças com a volta às atividades escolares presenciais, sem sequer colocar como isso em si já é trágico.

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Na sexta-feira (17), em uma coletiva de imprensa concedida pelo governador do estado de São Paulo, João Doria, para informar sobre novas decisões do combate a pandemia, Rossieli Soares – secretário de Educação de SP – aproveitou o momento para criticar os dados passados pelo coordenador-executivo do centro de contingência, o médico João Gabbardo. Na fala de Gabbardo, o governo estadual deveria rever o retorno de aulas presenciais em São Paulo já que dados de um professor da FGV-RJ estimam a morte de 17 mil crianças com o retorno das atividades. Na vez de Rossieli, este busca diminuir a seriedade dos impactos com o retorno das atividades escolares respondendo: “Quando se falou em 17 mil mortes, esse número está errado em até dez vezes, na verdade, esse número de mortes poderia ser, nas condições de hoje, de 1557. E esse dado não é somente de São Paulo, e sim para para todo o Brasil e de toda a educação básica para toda população de 1 até 19 anos”.

Mesmo que o secretário tenha afirmado que “Só voltaremos em 8 de setembro se as condicionalidades determinadas pelo Centro de Contingência forem cumpridas”, ainda deixa claro em sua fala a inexistência de real preocupação com os possíveis números de mortes de crianças.

A fala de Rosseli corrige o dado erroneamente apresentado pelo professor, que se retratou posteriormente. Mas se a questão é precisar os dados da pesquisa, as 1557 mortes projetadas seriam apenas na primeira semana do retorno às aulas, e 17 mil no período da pandemia. Independente disso o escândalo da declaração é que ela escancara a inexistência de real preocupação com os possíveis números de mortes de crianças.

Podemos comprovar tal descaso do secretário com as vidas daqueles que constroem o ambiente escolar pelo fato deste nada tem feito contra: as demissões e corte de salário de professores categoria O, que mesmo tendo dado anos de suas vidas para a educação pública em condições precárias, agora se endividam e passando fome; contra a falta de alimentação que as crianças da escola pública tem sofrido, já muitas tinha como sua principal refeição a merenda e seus não tem dinheiro para trazer comida a mesa pois foram demitidos com a MP da Morte de Bolsonaro – Doria tinha prometido um vale merenda a essas famílias, mas seu valor é um piada e nunca caiu na conta das famílias – ou contra as demissões das trabalhadoras terceirizadas.

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Nas mãos do governo Bolsonaro, e também dos governos como de Doria, Witzel e Flavio Dino, o destino para Educação é a precarização com um remendo de EaD que o governo não permite ser planejado e discutido pelos próprios professores e a população para responder suas demandas; e para vida dos trabalhadores e seus filhos, a precarização da vida com demissões e contaminação.

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Somente com a organização dos professores, alunos e a comunidade será possível se planejar a escola para atender as demandas destes durante a pandemia, tomando das mãos das empresas e governos e colocando nas suas os rumos da Educação.

 
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