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Domingo 25 de Octubre de 2020
02:53 hs.

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TRADUÇÃO
ONU pede a proibição das terapias de “reconversão da homossexualidade” no mundo
Redação

As terapias de “reconversão” ou “reordenamento sexual” nasceram entre os anos 50 e 60, como um método reacionário das instituições psiquiátricas, com o aval dos Estados e instituições de saúde, para condenar as diversidades sexuais a traumáticas terapias de castração química, eletrochoque, medicação forçada, entre outros métodos. Hoje, essas terapias seguem vigentes, apesar de já se ter passado 30 anos desde que a homossexualidade deixou de ser considerada uma doença.

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Víctor Madrigal Borloz, conselheiro da ONU, aponta que “estas práticas constituem uma violação grave aos direitos, à integridade física, à saúde e a livre expressão da orientação sexual e a identidade de gênero de uma pessoa”.

“Quando são feitos à força, representam uma violação da proibição da tortura e dos maus tratos”, disse o especialista, depois de reunir diferentes testemunhos em dezenas de países.

Essas terapias, em sua maioria, são realizadas contra a vontade das pessoas da diversidade sexual, em particular da juventude, à qual, seus tutores os obrigavam sem direito a contestação, mesmo que em 17 de maio de 1990, a assembleia geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) eliminou a homossexualidade de sua lista de doenças mentais.

Uma das terapias mais clássicas que utilizam é o eletrochoque, no qual, enquanto mostram imagens ou vídeos de atos homossexuais, liberam descargas elétricas no corpo da pessoa para que, a longo prazo, gere rechaço.

Uma outra terapia também polêmica é a castração química, que inclusive era uma das sanções legislativas em diferentes países da Europa, quando comparavam a homossexualidade com a pedofilia e suas condenações eram iguais. Um dos casos históricos foi Alan Turing, o pai da computação, castrado por ser gay apesar de seu papel na Segunda Guerra Mundial.

Até o momento, mais de 60 países condenam a homossexualidade e 8 deles tem pena de morte. Por essas razões, é que o conselheiro da ONU levantou a necessidade de proibir as terapias de conversão da homossexualidade, às quais, ameaçam a comunidade LGBTIQ+.

Um relatório inovador publicado pela ILGA World revelou como graças a incansável incidência de ativistas, sobreviventes e organizações locais, os Estados e os profissionais da saúde de todo o mundo estão se pronunciando contra as chamadas “terapias de conversão”.

 
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