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Domingo 25 de Octubre de 2020
11:12 hs.

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DEMISSÕES NA LATAM
Chantageados e ameaçados pela LATAM, trabalhadores são obrigados a aderir ao PDV e a licença não remunerada
Redação

Após três meses de corte de salário e terror psicológico, a LATAM junto ao sindicato impuseram um acordo de redução da empresa que prevê milhares de demissões se efetivando junto ao plano de demissões voluntárias (PDV), além disso o acordo prevê uma série de ataques que modificam o acordo coletivo, aprovando redução de salário e horas de trabalho quando a empresa achar necessário, extensão de 3 meses para um ano o vencimento das horas extras, redução permanente da jornada de trabalho de 8 horas para 6 horas e de 6 para 4 horas.

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Apoiada no medo das pessoas de perderem o vinculo empregatício, a LATAM colocou a proposta de licença não remunerada, dessa forma a empresa se esquiva dos gastos com rescisão e multa, e mantém um contingente de funcionários como reserva para caso precise no futuro se ocorrer uma recomposição dos vôos. Assim ela não gasta nem com as demissões nem com treinamento e admissão de novos funcionários.

Nesse dia 01 de julho se efetiva o PDV e a licença não remunerada, ainda não foram divulgados os números exatos de quantos funcionários aderiu as propostas, contudo o Esquerda Diário recebeu informes de funcionários dizendo que grande maioria dos turnos aderiram a alguma das duas propostas devido ao medo de permanecer na empresa e ser demitido. A LATAM anunciou que irá demitir cerca de 2 mil funcionários no inicio de mês passado, essas demissões devem ocorrer nos próximos dias.

Esse enorme ataque se efetivou com o auxilio do sindicato, que sabendo das ameaças de demissões não organizou um plano de luta no qual os trabalhadores pudessem se colocar a frente de evitar esse duro golpe. As propostas foram organizadas por fora da categoria, sendo em suma muito próximas ao plano da própria empresa, em nenhum momento o sindicato se colocou contrário as demissões.

SAIBA MAIS - A "crise" da LATAM

Recebemos relato de um funcionário, dizendo “o que passamos hoje na LATAM é uma crueldade, no mesmo dia em que tivemos que aderir ao PDV ou a licença não remunerada, a empresa mandou um email interno se dizendo otimista com a recuperação judicial nos EUA e com os bilhões que vai receber de seus acionistas, como a Qatar. Enquanto somos mandados embora, vemos nossos colegas chorando, muitos sustentavam a casa, os pais e a família, e além disso, muitos de nós somos amigos e gostamos de trabalhar, agora somos sumariamente colocados na rua, em meio ao desemprego e a pandemia, e ainda temos que ver os acionistas e CEOs da empresa “otimistas” com seus bilhões. Essa é a cara podre e cruel do capitalismo”.

Já denunciamos no Esquerda Diário como a LATAM recebeu auxílios bilionários de acionistas e do governo, além dos próprios lucros da companhia que seriam suficiente para sustentar essas milhares de famílias que a empresa coloca na rua em toda América Latina, ao todo já são cerca de 10 mil demitidos. Frente a essa política criminosa da LATAM, a única opção para manter os empregos e a renda das famílias seria que o sindicato organizasse uma forte luta, junto a outras trabalhadores do transporte, como os trabalhadores de aplicativo que fazem no dia de hoje (01) uma paralisação internacional. Reivindicando além das demissões, mas também a abertura dos livros de conta da LATAM, para que ela prove para onde estão indo todos esses bilhões investidos. E que sejam os próprios trabalhadores organizados com delegados de turno e assembleias que definissem o que fazer com esse dinheiro. Poderiam, por exemplo, destinar toda essa quantia para manter os empregos, o contrário do que ocorre hoje, onde quase 10 mil ficam na rua para beneficiar o lucro de uma dezena de acionistas.

 
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