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Miércoles 12 de Agosto de 2020
10:03 hs.

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Há 2 anos, com muita luta, demitidos políticos do Metrô derrotaram Alckmin e foram readmitidos
Redação

Após 4 anos de batalha dos metroviários organizados no Sindicato e da Chapa Nossa Classe, o governo de Alckmin foi derrotado e 37 metroviários foram readmitidos, em 20 de junho de 2018. Em defesa daqueles que lutaram e foram demitidos injustamente pelo Metrô, os metroviários decidiram em assembleia o aumento da contribuição sindical para pagar os salários de todos os demitidos da greve (aumento de 1,3% para 1,9% da contribuição sindical), mostrando uma enorme solidariedade com os trabalhadores em luta e pouco vista nas demais categorias no Brasil e no mundo.

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Às vésperas da Copa do Mundo no Brasil, 9/6/2014, encerrava-se uma greve histórica realizada pelos metroviários em SP. Foram 5 dias de piquetes e assembleias onde a categoria paralisou grande parte dos transportes na maior cidade da América Latina mostrando sua enorme força na batalha por um transporte público e de qualidade a toda população.

De maneira antissindical, autoritária e arbitrária no intuito de encerrar a greve, o Metrô e o privatista Alckmin demitiram 40 metroviários por lutarem e exercerem seu direito de greve, deixando dezenas de famílias sem seu sustento da noite para o dia.
Mas a patronal e o governo não contavam com uma grande arma dos trabalhadores, da qual os metroviários entendem muito bem: a solidariedade de classe. Em defesa daqueles que lutaram e foram demitidos injustamente pelo Metrô, os metroviários decidiram em assembleia o aumento da contribuição sindical para pagar os salários de todos os demitidos da greve (aumento de 1,3% para 1,9% da contribuição sindical), mostrando uma enorme solidariedade com os trabalhadores em luta e pouco vista nas demais categorias no Brasil e no mundo. Esta ação em defesa dos demitidos é um fortalecimento da categoria metroviária e um exemplo de classe ao mundo inteiro.

Após 4 anos de batalha dos metroviários organizados no Sindicato e da Chapa Nossa Classe, o governo de Alckmin foi derrotado e 37 metroviários foram readmitidos, em 20 de junho de 2018.

Veja o relato emocionante de Fernanda, demitida política, diretora do Sindicato e membra da Chapa Nossa Classe:

“Hoje faz 2 anos que fomos reintegrados definitivamente ao Metrô de SP. Foram 4 anos, 1 mês e 28 dias demitidos, 40 trabalhadores, na segunda maior greve que os metroviários de SP protagonizaram na sua história, parou por 5 dias o maior metrô da América Latina. No Brasil de milhões de desempregados, em todo esse tempo contamos com a solidariedade dos metroviários que pagaram nosso salário por todos esses anos. É uma história incrível de solidariedade que eu jamais vou esquecer e que mostra a potência da força dos trabalhadores contra os governos e a justiça. Lutar por um transporte de qualidade, a serviço da população, contra o lucro dos empresários e contra a privatização, isso não é crime, é nosso direito. Ninguém ficou pra traz pq a solidariedade de classe prevaleceu e pq acreditamos em nossas próprias forças. Tenho muito orgulho da nossa história, e escreveremos ela quantas vezes tivermos que escrever.”

A enorme solidariedade operária demonstrada nessa luta prova que os trabalhadores são totalmente capazes de derrotar qualquer governo que atacam a nossa classe.

"A solidariedade venceu. O governo nos golpeou mas não tombamos. Eles tinham tirado uma parte nossa, mas também nos deram outra: a certeza de que juntos éramos mais forte e que a solidariedade era necessária, isso prevaleceu, e agora tivemos a certeza de que este esforço não foi em vão e saímos fortalecidos." afirma ela.

Sigamos esse exemplo para nos organizarmos enquanto classe operária, dessa vez, para tirar Bolsonaro, Mourão e militares que atacam diariamente os trabalhadores. E lutar por uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana para questionar todo esse sistema e para que a população decida os rumos do país.

 
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