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Martes 7 de Julio de 2020
16:17 hs.

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Prefeito de São José dos Campos divulga fotos falsas para justificar despejo ilegal de grupo de teatro
Redação
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Na segunda-feira (18), a prefeitura de São José dos Campos, município do interior de São Paulo, ordenou ilegalmente o despejo do grupo de teatro Velhos Novatus da área de um antiga estação ferroviária da cidade. Para justificar a ação truculenta feita por homens armados da Guarda Civil Municipal junto com a PM, o prefeito Felício Ramuth (PSDB) divulgou fotos falsas de supostos materiais partidários que teriam sido encontrados no local.

Trata-se da mesma tática do bolsonarismo de espalhar mentiras para impor a censura à arte, fato que não é mera coincidência vindo da gestão Ramuth. Afinal, desde abril ele tem feito diversas tentativas de implantar um “isolamento seletivo” em São José dos Campos, que na verdade só “seleciona” os lucros dos patrões na pandemia em detrimento da vida dos trabalhadores. Dessa forma, não satisfeito com seu projeto de jogar a população em covas rasas, o prefeito também dá uma verdadeira pena de morte aos artistas da cidade, ao atirá-los no olho da rua em em meio a uma pandemia.

Além disso, não houve sequer a possibilidade de que os integrantes do grupo teatral pudessem retirar os seus pertences. Tudo foi colocado em uma caçamba de caminhão como se fosse lixo e levado para sabe-se lá qual galpão do município. Com isso, todo um projeto que deu vida a um espaço que estava abandonado há anos foi condenado a ter seu fim em um outro terreno baldio qualquer da prefeitura, cuja saída foi trancada pela política de direita de Felício Ramuth. E tudo isso para garantir uma limpeza supostamente apolítica de uma cultura que rompeu os limites da propriedade para colocar um prédio vazio a serviço da arte e do povo pobre.

Desse modo, a estrategia do prefeito de divulgar fotos falsas de material partidário no Galpão da Cidadania tem como objetivo submeter qualquer manifestação artística, na verdade, a um único campo partidário: o da burguesia. Afinal, o despejo tem como meta transformar o local em canteiro de obras de uma empreiteira da cidade, destruindo a cultura local para satisfazer os lucros dos capitalistas por meio da exploração indiscriminada dos operários da construção civil à mercê do coronavírus.

Sendo assim, a atitude transgressora da arte se encontra com o movimento dos trabalhadores, uma vez que a revolta das massas rompe todos os limites impostos pela censura estatal por meio da revolução. Por isso, a defesa da liberdade na arte e cultura caminha lado a lado com o combate a cada ataque que esse governo visa implementar para favorecer os interesses dos capitalistas, razão pela qual repudiamos a ação covarde de Felício Ramuth e defendemos um combate tanto ao seu governo quanto ao seu aliado Bolsonaro, que, junto à Mourão, aos militares e ao centrão, tentam todos despejar para sempre a arte independente do nosso país.

 
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