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Sábado 11 de Julio de 2020
07:23 hs.

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MOURÃO
Mourão acalma empresários e diz que a “plataforma liberal” de ataques será mantida
Redação
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Em live com o grupo de empresários “Brasil 200”, o vice-presidente Hamilton Mourão acalmou o empresariado e declarou que a “plataforma liberal” de Paulo Guedes só não foi adiante por toda a crise econômica e sanitária, mas que passada a pandemia esse projeto será retomado, mostrando que os militares fazem demagogia estadista mas estão alinhados aos objetivos econômicos e ultraneoliberais do governo Bolsonaro.

Mourão foi o convidado especial da live do grupo “Brasil 200”, e nela teve como objetivo tranquilizar o empresariado brasileiro que está sedento por não diminuir seus lucros na pandemia mesmo que isso signifique a vida dos trabalhadores e dos mais pobres, como estamos vendo agora.

Mourão disse aos empresários que a “plataforma liberal” do governo e que tem Paulo Guedes como mentor não foi derrotada, mas que seguirá a todo vapor pós-pandemia. Segundo ele, a plataforma só teve que se adequar às condições atuais da crise, liberando por exemplo os $600,00 para os trabalhadores desempregados e sem renda.

Além disso o general deixa claro que sua posição é pelo congelamento de salários dos servidores e pela busca de reformas que façam avançar a “produtividade” do Brasil, leia-se corte de salários, congelamentos e precarização das condições de vida em nome dos lucros das empresas.

Mourão também falou sobre STF e a decisão de limitar a posse de Ramagem à Polícia Federal. Segundo ele “cada um precisa entender o tamanho da sua cadeira”, uma crítica ao papel de árbitro da política brasileira que o STF está se colocando, incomodando o outro poder sem voto que é o exército brasileiro que cada vez mais vem tomando a cena da política brasileira, como bem expressa essa live dos empresários com Mourão.

A disputa dos poderes mostra que de fundo todos esses atores só querem que seja pelas suas mãos e a seu ritmo os ataques aos trabalhadores, mais uma mostra de que qualquer saída de fundo da crise terá que ser colocada pelos trabalhadores que começam a se enfrentar com uma situação insustentável na pandemia, já que nenhum desses poderes, de Bolsonaro aos governadores, garantem nem condições adequadas para os que trabalham e nem uma quarentena racional aos que podem ficar em casa.

Por isso, a indignação contra Bolsonaro não pode servir para fortalecer figuras como Mourão e essa corja militar que reivindica a ditadura, mas para fortalecer uma saída que de fato sirva para dar uma saída à crise, nós do Esquerda Diário dizemos que é preciso dizer “Fora Bolsonaro e Mourão” e levantar a luta por uma assembleia constituinte livre e soberana onde as maiorias e não esses poderes, possam decidir os rumos do país.

 
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